Documentário e palestra em São Carlos relembram o período da ditadura militar

Cartaz. Img: Divulgação.

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Nesta quinta-feira, 10/04, às 19 horas, no Anfiteatro Jorge Caron, da Universidade de São Paulo, campus I, em São Carlos, ocorrerá o evento “Ivo Herzog e Memórias da Resistência”.

Organizado pelo Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira (CAASO), junto ao projeto Memórias da Resistência e ao coletivo PARACATUZUM, o evento contará com a primeira exibição em São Carlos do documentário Memórias da resistência, que conta a história de documentos do DOPS – Departamento de Ordem Política e Social – encontrados por um trabalhador rural em uma casa abandonada em meio a um canavial, no município de Jaborandi, norte paulista.

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Esses documentos estariam sob guarda do antigo proprietário da casa, ex-delegado do DOPS, Tacito Pinheiro Machado. Contêm, entre outros, fichas de 110 perseguidos políticos, além de um Manual de Subversão e Contra-Subversão. Duas outras séries de documentos referem-se a dois IPMs (Inquérito Policial Militar). O primeiro versa sobre a resistência armada da FALN (Frente Armada de Libertação Nacional), com breve atuação na região de Ribeirão Preto (interior de SP) e desmantelada pela repressão do regime. O segundo trata da atuação política no CRUSP, moradia estudantil da USP, foco de resistência à época, invadida por policiais em 1968. O filme se centra nestas histórias, com depoimentos de pessoas que viveram os acontecimentos do período.

O evento também contará com a presença e palestra de Ivo Herzog, filho do jornalista morto nas instalações do DOI-CODI – órgão subordinado ao Exército, em São Paulo –, Vladimir Herzog. A prisão de Vlado, como era conhecido o jornalista, ocorrera em fins de outubro de 1975. Morto pela tortura, Herzog fora declarado, inicialmente, como suicida pelo Exército, versão que não se sustentaria. A morte de Herzog, com repercussão internacional, fora o estopim para catalisar os protestos pelo fim da ditadura militar no Brasil, o que ocorreria, na prática, dez anos depois. A retificação da certidão de óbito de Vladimir Herzog viria apenas em março de 2013, a qual aponta as “lesões e maus tratos” sofridos pelo jornalista durante sua prisão.

herzogIvo Herzog é engenheiro naval e diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, dedicado à proteção de jornalistas contra violências a eles cometidos em função do desempenho da profissão. O Instituto também realiza diversos projetos voltados à memória histórica e à defesa de valores democráticos.

O evento é gratuito e não exige inscrições para a participação.

Para maiores informações sobre o documentário Memórias da resistência e o Instituto Vladimir Herzog, visite:

http://www.memoriasdaresistencia.org.br/site/index.php/documentario

e

http://vladimirherzog.org/

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