Ruy Castro: “As duas matérias-primas continuam sendo a palavra e a informação”

Ruy Castro durante a entrevista

Ruy Castro durante a entrevista

O jornalista e escritor Ruy Castro ministrou uma palestra na abertura da XI Feira do Livro da UFSCar, cujo tema foi “Crônica x Biografia – um autor e duas linguagens”. Durante a palestra, realizada na última terça-feira (6), Ruy Castro comentou sobre seu processo criativo e investigação de todas as biografias que escreveu, assim como curiosidades dos biografados. Ele também explicou a importância do biógrafo na busca por informação: “Para mim, se abandono uma informação, acabo abandonando todas. A preocupação do biógrafo é ir atrás da informação”. Ainda sobre o tema, Ruy destacou: “O biógrafo não deduz, ou tem a informação ou não escreve. Ele tem que investigar até conseguir descobrir o fato, e que seja verdadeiro”.

Vencedor de quatro prêmios Jabuti – um deles com a obra Estrela Solitária (1995), sobre a vida do jogador Garrincha -, as obras de Ruy Castro são diversas, como Chega de Saudade: A história e as histórias da Bossa Nova (1990), O Anjo Pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues (1992), Bilac Vê Estrelas (2000), Carmen – Uma Biografia (2005), Era no Tempo do Rei: Um romance da chegada da corte (2007) e Morrer de Prazer – Crônicas da Vida por um Fio (2013).

Depois da sessão de autógrafos, Ruy Castro participou de um bate-papo descontraído com a equipe do Livre Opinião – Ideias em Debate, em que comentou sobre a sua carreira de jornalista e escritor, assim como a relação dele com as biografias. Leia a entrevista:

Livre Opinião: Quando você começou na imprensa era uma época em que ao mesmo tempo havia o Regime Militar e também melhor elaboração dos textos jornalísticos?

Ruy Castro: Não havia censura! A censura só começou em dezembro de 1968, depois  do AI-5, e era uma época em que existiam grandes jornais. Eu trabalhei num jornal que tinha sido considerado o melhor do Brasil: o Correio da Manhã. Mas já estava muito debilitado, economicamente não era mais a potência que era, mas ainda assim tinha um prestígio e importância na influência do país, como derrubar presidentes, ministros. Tanto que hoje costumo dizer: Eu tenho que caprichar no que faço para as pessoas acreditarem que eu fiz parte do Correio da Manhã [risos]. Isto é uma grande responsabilidade, dizer que foi do Correio da Manhã, da grande fase que eu acho foi até dezembro de 1968. O Correio da Manhã morreu efetivamente em julho de 1974, vai fazer 40 anos da morte e farei uma coluna a respeito. No entanto, já não era o Correio da Manhã desde janeiro de 1969, o jornal já tinha até mudado de administração. Eu trabalhei no verdadeiro Correio da Manhã, que para mim morreu em dezembro de 68.

Nesse ambiente do Correio da Manhã você conviveu com quais jornalistas?

Passei a vida inteira lendo o Correio da Manhã. Meu pai sempre foi assinante, meu avô – pai do meu pai – também foi assinante, então passei a vida inteira lendo Muniz Viana [crítico de cinema], Achilles Chirol [jornalista esportivo], Drummond, que fazia crônicas no jornal assinando C.D.A, e todos aqueles jornalistas do Correio da Manhã que ninguém sabia quem eram, mas eram pessoas de grande humor para escrever, e com talento. Na verdade, eles davam uma aula de texto e de jornalismo, coragem, independência e tudo mais. Então, quando eu decidi ser jornalista, por volta dos cinco ou seis anos de idade, nunca na vida pensei em ser outra coisa, a não ser, evidentemente, meia-esquerda do Flamengo [risos]. Naturalmente, eu tirei logo da cabeça ser jogador de futebol porque eu não tinha condições para isso. Mas eu sempre quis ser jornalista e queria ser do Correio da Manhã, e pude ser isso com dezenove anos, depois eu fiquei no Correio de 67 a 68, já sai com Paulo Francis de editor de segundo e quarto caderno, e fui levando a vida.

Eu já fiz parte da Manchete, Seleções, de Portugal, voltei para o país e fui do Jornal do Brasil, depois para TV Globo, vim para São Paulo e fiquei um pouquinho na ISTO É, PLAYBOY, logo em seguida para a Folha de S. Paulo, depois da Folha fui para a Veja, sendo meu último emprego.

Você acredita que os jornais impressos estão com seus dias contados?

No Brasil, não! Curiosamente, as tiragens estão crescendo, as pessoas continuam dependendo do jornal impresso, o que para mim é até um mistério, pois infelizmente passo o dia inteiro ligado nos jornais online. Minha tela, quando não estou escrevendo, fica conectada na primeira página do The New York Times,  d’O Globo e da Folha. Então eu leio durante o dia tudo o que irá sair no jornal impresso do dia seguinte, é triste isto para mim. Fora os colunistas, os noticiários estão lá na tela no decorrer do dia. Eu não vejo televisão, mas eu fico sabendo de tudo o que acontece na hora, então os jornais impressos me dão pouca coisa, a não ser a parte dos colunistas. Acho que precisa encontrar uma maneira de enxugar um pouco o jornal, não depender tanto da informação. Depender da informação de alta qualidade, coisa que o online não tem! No online eu encontro informação barata, vagabunda e mal escrita.

Então a grande reportagem está desparecendo?

Veja bem, você não precisa da grande reportagem, você pode ter pequena reportagem todo dia, mas só que tem que ser boa, original e diferente. Estão acontecendo casos que são monstruosos, por exemplo, recentemente a da mulher que foi linchada no Guarujá. Eu fico imaginando os repórteres do passado, principalmente do Última Hora, dos anos de1950-60, o que eles estariam fazendo com as notícias de hoje. Por mais escandalosos que fossem eles iam atrás do fato e conversavam com testemunhas. Então, é preciso também que haja estímulo na redação, com um chefe de reportagem que cobra e exija.

Se você fosse editor de um grande jornal qual seria a sua orientação para os repórteres?

Que tivessem que recuperar o tesão pela informação! Se você não tiver isso, não pode ser jornalista, aliás, não pode escrever absolutamente nada. Nem bula de remédio [risos]. Tem que gostar da informação, tem que querer descobrir as coisas.

Você é um jornalista sem curso de Jornalismo, isto fez, ou faz, diferença? 

Vou te falar uma coisa, eu levei bomba no vestibular para Jornalismo [risos]. Então, não fez a menor diferença. Eu fiz o vestibular de Jornalismo em 1966, tirei dez em Português e dois em História do Brasil. Na época eram quatro provas, só que Português e História do Brasil eram eliminatórias, tinha que tirar cinco. Se tirar 4,9, já voltava para casa. As outras duas provas eram classificatórias: História Geral e uma língua. Eu tirei dez em Português e tirei dois em História Geral. Eu não sabia nada história, achei que pudesse enganar [risos]. Lógico, fui eliminado, nem fiz as outras duas e fiquei bastante decepcionado – meu pai quase me matou [risos] -, mas como eu tinha total certeza de que eu seria jornalista, nunca tive a menor dúvida quanto a isto, pensei o seguinte: vou fazer o vestibular só ano que vem, farei um outro curso que me acrescente alguma coisa como jornalista, cometi um grande equívoco de escolher Ciências Sociais. Aquele curso tinha muita História. Fui mal influenciado para fazer o curso, fiz o vestibular e passei em terceiro lugar, e me tornei o pior aluno da história da Faculdade Nacional de Filosofia [risos]. Tanto que até hoje, por vergonha na cara, não fui buscar o diploma! Colei grau, tenho certificado de conclusão do curso, com aquelas notas 4,5 e 5,0, ausência quase 100%. Eu não sei por que eu terminei o curso. Para se ter uma ideia, a minha turma toda foi indo embora e eu fiquei mais um ano. Pra quê? Realmente não sei.

Hoje eu gostaria de ir buscar o diploma, que atualmente é a Faculdade do Rio de Janeiro, pegaria o diploma e colocaria na parede de casa, até como lembrança de uma época  [risos]. Eu mal passava de ano, fazia os trabalhos porcamente, o meu grupo assinava por mim, os professores abonavam minhas faltas. Veja bem, a culpa não foi só minha, aquela época foi muito conturbada, entre 1967 e 1968, a Faculdade de Filosofia era o centro dos movimentos estudantis no Rio. Todos os líderes políticos saiam de lá, as passeatas também saiam de lá, as reuniões eram decididas lá, havia uma assembleia atrás da outra, além de greve e invasão da polícia quase todo dia. Então quer dizer, aula evidentemente não existia, os professores eram demitidos por causa da Ditadura, não havia nenhum estímulo ou clima para você ser um bom estudante.

Uma curiosidade, o meu primeiro dia de aula foi também o meu primeiro dia no Correio da Manhã, então eu ia na faculdade de manhã, saia de lá umas onze e meia e comparecia no jornal, neste primeiro dia já fiz uma entrevista no Copacabana Palace, com um médico americano. Voltei para o jornal e escrevi a matéria – com duas hora e meia mais ou menos. Depois mandava para o chefe de reportagem, o cara sabia que eu havia entrado no jornal meio por cima, então ele era da conduta antiga, dizia que repórter tinha que ralar e tal, no entanto, não acreditava em mim. Entreguei as laudas para ele, o chefe pegou – ele tinha um bigode que parecia o valete de espadas – ficava alisando o bigode lendo e olhando para mim. Terminou de ler e me falou: “Tá muito bom, mas vou te dar só um conselho, escreva o título numa lauda separada” [risos]. Foi minha grande lição.

Então, não me fez nenhuma diferença. Depois disso, fui repórter, repórter especial, chefe de reportagem, redator, editor de caderno, editor de jornal, editor de revista, colunista, só não mordi o cachorro [risos]. É aquele negócio, o cachorro mordeu fulano, não interessa. Se o fulano mordeu o cachorro, aí é notícia. [risos]. Então eu só não mordi o cachorro.

Quais dessas fases foram as mais prazerosas?

Você não vai acreditar, mas foi na Manchete. Durante dois anos e meio eu trabalhei na redação da Manchete, e era delicioso. O clima era prazeroso, porque todo mundo odiava os patrões, então todo mundo era bem unido. Foi um grande período, tinha o prazer de escrever, trabalhei nos anos de 1970-71 e 72. Trabalhar com Justino Martins como diretor e aprendi a escolher foto, a paginar, tinha que escrever nos mais variados estilos, porque utilizávamos pseudônimos, então podíamos fazer paródias de textos dos mais variados. O Justino era um cara muito inteligente, ele inventou uma seção chamada “As Obras-Primas Que Poucos Leram”, saiu na revista durante quatro anos. A ideia era mais ou menos assim: os livros clássicos que as pessoas conhecem, mas nunca leram – aliás, fingem que leram – dávamos o resumo do livro, minibiografia do autor, o contexto da época, crítica do livro, era quase o Google daquela época, mas quem assinavam esses textos eram Carlos Heitor Cony, Raimundo Magalhães Junior, Otto Maria Carpeaux, Paulo Mendes Campos, entre outros. Só gente do primeiro time. Os livros analisados iam desde o Grande Sertão: Veredas até autores como Mark Twain, F. Scott Fitzgerald, Hemingway, Dostoiévski, Cervantes. Enfim, durante quatro anos se contou a história da literatura na revista Manchete. Estes livros existem, a editora Record fez uma série em quatro volumes, sendo que os dois primeiros são só de Literatura. A Heloisa Seixas, escritora e minha esposa, foi que organizou. Vou te falar uma coisa, toda faculdade de Letras deveria ser obrigada a ter esses livros. É uma aula de Literatura!

Quando Ezra Pound morreu, a Manchete deu três páginas sobre a notícia, eu que escrevi a matéria. Se Pound morresse hoje iria sair em meia linha na Veja. A Manchete era uma revista conhecida por matéria de Carnaval e Miss Brasil, mas existiam estas matérias de alto nível sobre Literatura e muito bem paginadas. No entanto, é uma vergonha comparar a Veja, Isto É e essas revistas de hoje que são um lixo completo com a Manchete.

Agora com as biografias. A produção de biografias transformaram sua visão e conceito do biografado?

Claro! Na medida em que se vai aprendendo sobre o biografado se incorpora novas camadas de conhecimento sobre ele. No final, o biografado pode se tornar bastante diferente do que se imaginava quando começou a investigar a vida dele. O mais importante é que fico diferente no final do trabalho. Por exemplo, com o livro do Nelson Rodrigues eu sai do livro me sentindo mil vezes mais brasileiro do que quando eu comecei a escrevê-lo. O Nelson me converteu ao Brasil.

Você escuta a Bossa Nova desde o início, estudou e conheceu bem a música brasileira, como você vê a música hoje?

Não existe. Eu fico horrorizado! Acordo com o programa de rádio do Antonio Carlos, na Globo, e a música que o povo canta, sei lá, aparece muita dupla caipira cantando, sabe? Eu só deixo ligado, pois só assim eu levanto da cama. Aquilo me espanta da cama e desligo o rádio. Se for uma música ótima eu fico na cama ouvindo. Aí fico na cama direto. Então, acho até bom ouvir aqueles lixos toda manhã [risos].

Agora, música brasileira de 1930 até 1970 foi a melhor do mundo. Considerando-se a falta de meios no Brasil. Se o país tivesse os sistemas que os americanos tinham, o Brasil dava de dez a zero neles. Entre os anos de 1960-65, a música instrumental brasileira foi a melhor do mundo, melhor que o jazz.

A época do samba-jazz, foi a melhor do mundo, impressionante isso! Estes discos estão todos em catálogos, se não estão no Brasil, estão nos EUA, Japão e Europa. Hoje temos tudo no Youtube, mas se você quiser o objeto mesmo, é raro no Brasil. Os discos do Edson Machado, Os Cobras, Tenório Jr., você não encontra aqui. Já a música brasileira dos anos 30, mesmo a música samba-canção, não se encontra no país.

O Brasil não faz questão de ser vantagem na elaboração de samba, assim como os argentinos não fazem questão de fazer o melhor tango do mundo, agora a canção é uma coisa universal, todo mundo faz. A música produzida nessa fase, anos 30, no Brasil foi excepcional, tendo autores como Antonio Maria, Dolores Duran, Armando Cavalcanti, Dóres Monteiro – minha grande amiga e cantora. Na época existiam compositores e cantores que não estavam ali para enganar. A Bossa Nova até permite que você se engane na hora de cantar, mas o samba-canção ou canta ou não se canta.

Na palestra você disse que demorou cinco anos para terminar a biografia da Carmen Miranda, as personalidades femininas são mais difíceis de serem escritas?

Depois que eu fiz a biografia do Garrincha, existiu um intervalo grande entre os dois livros, do Garrincha e da Carmen, que foram dez anos,  eu fiz várias outras coisas, entre essas coisas o Ela é Carioca, que tratei de 231 personagens e desses existiam várias mulheres. Foi aquele livro que me deu uma vontade de biografar uma mulher, então até cogitei várias como Leila Dinis, a Carmen e pensei em uma ou outra, porque seria um desafio.

Foi um desafio passar de um movimento musical, que foi o Chega de Saudade, para uma biografia de um dramaturgo, Nelson Rodrigues, passando depois à biografia de um jogador de futebol, logo em seguida sobre a história de um bairro.  Então sempre procurei diversificar o tema e criar mais dificuldade, achei que biografar uma mulher seria um desafio. Mas na Carmen se vai descobrindo que ela foi uma pessoa que se entregava de tal maneira que a própria narrativa dela quase que se escreve por si. Eu não precisei ter nenhum conhecimento prévio da alma feminina para escrever a biografia da Carmen.

Ela foi mulher de generosidade extrema. A Carmen, nos EUA, fazia o seguinte, às vezes um compositor dela aqui do Brasil ia ser pai, todo mundo pobre e fodido aqui na época, e a Carmen não poderia saber se nasceria menino ou menina. Então, ela pegava um amigo e mandava para o futuro pai dois enxovais, porque ela queria ser madrinha a distância. Ela mandava dois enxovais – caso nascesse menino ou menina –  e já se sentia madrinha. Isso era o tempo inteiro.

Os caras abusavam dela, eles entravam na casa da Carmen – e não tinha menos de vinte brasileiros para almoçar e jantar na casa dela em Los Angeles. Era um verdadeiro consulado a casa da Carmen nos EUA. Os caras iam lá pedir para ela quebrar um galho para conseguir visto permanente, dinheiro emprestado, comiam, fumavam e bebiam de graça e queriam que ela desse um monte de carros para eles, além de pegarem o dela emprestado. Impressionante! Eu tenho relatos de brasileiros que foram lá, um deles foi o Rubem Fonseca, está no livro.

O Almirante também. A Carmen teve muito contato com o Almirante na década de 1930?

Sim, o Almirante nesta fase foi muito bom para ajudar a carreira da Carmen, depois ele não foi uma pessoa positiva na vida dela. O Almirante era muito quadrado e reacionário. A única maneira da Carmen saber o que estava acontecendo na música brasileira na época era por intermédio do Almirante, pois naquele período não se tinha informação rápida. Então ela tinha que saber por meio do Almirante e ele achava que nada existia de 1940 pra frente. Ele a manteve bem desinformada do que estava acontecendo…  E foi uma pena. Isso meio que cortou a carreira da Carmen de cantora nos EUA, porque ela não podia cantar em português, pois ninguém iria entender. Mas tinham coisas que estavam sendo feitas no Brasil, inclusive numa espécie de samba Boogie Woogie, que teria dado o maior pé para ela lá nos EUA e a Carmen não chegou a tomar conhecimento.

Ela dependia dele para mandar os discos?

O Almirante que fazia ela cantar “Mamãe eu quero”, “Touradas em Madrid”, que era isso que os americanos iriam entender.

Valeram a pena todas as biografias escritas por você?

Quando eu fiz o Chega de Saudade, o meu trabalho maior até então, eu era um jornalista absolutamente integrado, muito contente, ou seja, minha vida não teria sido em vão se eu tivesse morrido naquela época, começo dos anos de 1990. Porque eu passei a vida inteira fazendo exatamente o que eu queria fazer, que era ser jornalista.  Mas chegou o momento que eu comecei a ter ideias que não cabiam nos meios da imprensa, que ficariam melhores em livros, então saiu o Chega de Saudade.

Enquanto eu estava fazendo o livro [Chega de Saudade], conversando com amigos que falavam que isso seria uma mudança radical em minha vida, eles diziam: “Não vai ter como voltar para trás, seu futuro é isso!” E foi o que aconteceu, e não só isso como se tornou a minha vida até hoje. Não posso voltar mais à redação, hoje quando eu vou para a redação até evito atrapalhar o trabalho dos outros, pois acabo atrasando o jornal. Na verdade, o que me deixa satisfeito é que não importa se é jornal ou livro, as duas matérias-primas continuam sendo a palavra e a informação.

Como você definiria uma biografia perfeita?

A que cubra a vida pessoal e profissional da pessoa, e que sendo lida possa transformar a vida.

Entrevistadores: Cirilo Braga, Jorge Filholini, Julio Bastoni e Vinicius de Andrade

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