Dia Nacional do Escritor e entrevista com 10 autores no Livre Opinião

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Hoje se comemora o Dia Nacional do Escritor. Profissão árdua de transmitir sentimento em palavras, focalizando a multifacetada sociedade, assim como proporcionar a crítica social do país. Com uma leva bastante original de escritores brasileiros, desde Machado de Assis, passando pelo Sertão de Guimarães Rosa e se enrolando nos laços de família de Clarice Lispector, a literatura nacional transformou gerações e nos presenteou com obras importantes.

O Livre Opinião sempre trabalhou para fornecer as melhores entrevistas com respeitáveis escritores contemporâneos de nossa literatura. Questões sobre o processo criativo, o trabalho na elaboração da narrativa de um determinado romance, assim como a importância da literatura no íntimo de cada escritor.

Para comemorar o Dia do Escritor, o Livre Opinião separou as entrevistas feitas com grandes nomes da literatura nacional para o site, como Luiz Ruffato, Marcelino Freire, Paulo Lins, Reni Adriano, Ruy Castro, Lourenço Mutarelli, Marçal Aquino, João Gilberto Noll, Santiago Nazarian e Fábio Kabral. Confira o resumo e o link para a entrevista completa:

Luiz Ruffato

Luiz Ruffato

LUIZ RUFFATO – Vencedor de diversos prêmios na área literária, Luiz Ruffato consolidou sua carreira ao publicar, no ano de 2001, o romance “Eles eram muitos cavalos”, no qual retrata as peculiaridades das camadas sociais na cidade de São Paulo. Durante quinze anos, Ruffato também escreveu a pentalogia “Inferno Provisório” – publicada entre 2003 e 2012 –, onde propõe uma reflexão a respeito da passagem do Brasil de uma sociedade rural, na década de 1950, para uma sociedade pós-industrial, no fim do século XX. (LEIA MAIS).

Marcelino Freire

Marcelino Freire

MARCELINO FREIRE – Autor de livros consagrados, como “Angu de Sangue” (2000) e “Contos Negreiros” (2003), Marcelino Freire concedeu uma entrevista por e-mail para o Livre Opinião em que explicou o processo criativo de seu romance: “Acho que escrevo este livro desde que nasci”. Ele também comentou sobre a temática da violência cometida aos homossexuais e a difícil convivência em sociedade: “Parece que não há homossexual feliz em meu livro. Hoje é bem mais fácil ser alegre. No meu tempo, era uma melancolia só”. Marcelino comentou sobre a Literatura Contemporânea e o espaço que suas obras estão tendo nas discussões acadêmicas: “A literatura que eu escolhi fazer, sem concessão, já tem me levado a lugares aonde eu nem imaginava estar”. (LEIA MAIS).

Paulo Lins

Paulo Lins

PAULO LINS – O escritor Paulo Lins marcou a Literatura Contemporânea com o romance Cidade de Deus (1997). Na obra, Lins retratou a violência policial, a falta de auxílio das Políticas Públicas e a rotina das camadas sociais menos favorecidas do Rio de Janeiro entre as décadas de 1960-80. Quinze anos depois, Paulo Lins lançou seu segundo romance em que relata a origem do samba, o surgimento das escolas de samba, a Umbanda, assim como a construção da identidade negra no país através das culturas africanas. Desde Que o Samba é Samba (2012). (LEIA MAIS).

Reni Adriano

Reni Adriano

RENI ADRIANO – Aos 28 anos, Reni estreou na ficção com o romance “Lugar”, vencedor do Prêmio Minas Gerais de Literatura de 2009. Graduado em filosofia pela PUC-SP, há 12 anos se dedica à mediação de leitura e formação de leitores públicos, sobretudo com adolescentes. É blogueiro de conteúdo educacional para leitura e escrita do Portal Ecofuturo e mediador do projeto “Leituras em Órbitas”, que será desenvolvido no Sesc Bom Retiro. De 2009 a 2012, o autor teve a oportunidade de conhecer as ações de leitura promovidas por profissionais de bibliotecas comunitárias em 11 estados brasileiros. A reflexão sobre essas práticas resultou no livro Confiar no texto, habitar os livros: boas práticas de leitura em bibliotecas comunitárias, que será publicado e distribuido gratuitamente no segundo semestre de 2014, através do Instituto Ecofuturo. (LEIA MAIS).

Ruy Castro

Ruy Castro

RUY CASTRO – Vencedor de quatro prêmios Jabuti – um deles com a obra Estrela Solitária (1995), sobre a vida do jogador Garrincha -, as obras de Ruy Castro são diversas, como Chega de Saudade: A história e as histórias da Bossa Nova (1990), O Anjo Pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues (1992), Bilac Vê Estrelas (2000), Carmen – Uma Biografia (2005), Era no Tempo do Rei: Um romance da chegada da corte (2007) e Morrer de Prazer – Crônicas da Vida por um Fio (2013). (LEIA MAIS).

Lourenço Mutarelli

Lourenço Mutarelli

LOURENÇO MUTARELLI – Artista múltiplo, é escritor, ator, dramaturgo e autor de histórias em quadrinhos. Sempre original Mutarelli leva o leitor até o abismo da consciência, não se importa de traçar os perfis mais deploráveis da nossa sociedade.  Mestre dos diálogos marcantes da atual literatura, suas obras se destacam pela imagem crua do ser humano, incomodando o leitor, mas fazendo-o refletir sobre a multifacetada sociedade. Dos anos 80 com quadrinhos que já são clássicos, até os anos dois mil com romances que inovaram a literatura brasileira, rasgando o cânone e desestruturando o conceito tradicional da narrativa, Mutarelli transformou a cultura nacional. (LEIA MAIS).

Marçal Aquino

Marçal Aquino

MARÇAL AQUINO – Considerado um dos maiores escritores da literatura contemporânea, o escritor Marçal Aquino transformou o gênero com romances que exploram o submundo e a violência das grandes cidades, destacando O Invasor, O Amor e Outros Objetos Pontiagudos (Prêmio Jabuti 2000), Cabeça a Prêmio e Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios. Escreveu livros infanto-juvenis para a Coleção Vagalume, entre eles O Jogo do Camaleão e A Turma da Rua Quinze. (LEIA MAIS).

João Gilberto Noll

João Gilberto Noll

JOÃO GILBERTO NOLL – Autor de O Cego e a Dançarina (1980), A Fúria do Corpo (1981), Harmada (1993), Mínimos Múltiplos Comuns (2003) eSolidão Continental (2012), o porto-alegrense João Gilberto Noll construiu uma obra singular e uma carreira literária memorável. Seu currículo é múltiplo e notável: formado em Letras, já foi revisor, jornalista, lecionou na Universidade de Berkley, nos Estados Unidos e no King’s College, em Londres, teve o conto “Alguma coisa urgentemente” adaptado para o cinema (sob o título de Nunca fomos tão felizes) e venceu nada menos que quatro vezes o Prêmio Jabuti. (LEIA MAIS).

Santiago Nazarian

Santiago Nazarian

SANTIAGO NAZARIAN – O escritor Santiago Nazarian lançou neste ano o romance Biofobia(Editora Record). O livro narra a história de André, um roqueiro decadente que depois da morte da mãe retorna à casa de campo onde ela vivia e passa a ter crise existencial a partir do ambiente rural em que se encontra. Conhecido como “existencialismo bizarro”, neste oitavo livro Nazarian explora a temática da crise de meia idade, em que as frustrações e rancores de André são profundos, deixando o enredo cada vez mais tenso. Outro aspecto evidenciado no romance é a  aversão ao ambiente natural e o terror bem desenvolvido, traço este marcado na obra de Nazarian. (LEIA MAIS).

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FÁBIO KABRAL – O escritor e ativista Fábio Kabral lançou neste ano o romance Ritos de Passagem. A obra explora a narrativa fantástica inspirada nas tradições africanas, misturando temática política e social. O romance traz a história de quatro jovens e o sofrimento que cada um enfrenta em um ambiente onde transcorre a conduta e expectativa criada em torno deles. O enredo mantêm as tradições africanas conduzidas fortemente pelos traços singulares e atentos de Kabral. (LEIA MAIS).

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