“Num mundo em que o livro deixasse de existir, eu não gostaria de viver”: 100 anos de José Mindlin

José Mindlin

José Mindlin

José Mindlin completaria hoje, se estivesse vivo, 100 anos. Apesar de ter começado sua vida profissional aos 15 anos, como repórter do jornal O Estado de S. Paulo, Mindlin não seguiu uma carreira jornalística, tampouco dedicada a tornar-se um literato, por assim dizer.

Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, trabalhou como advogado por alguns anos antes de fundar a empresa Metal Leve, que viria a tornar-se uma das mais importantes indústrias nacionais do setor de peças automotivas.

Porém, sua paixão por livros e pela literatura o fizeram apoiar inúmeros artistas e autores, fomentando a produção artística brasileira de seu tempo. Foi responsável pela edição e publicação de pelo menos 40 livros e revistas de arte a literatura brasileiras. Além disso, com sua paixão de colecionar livros raros, que segundo ele vinha desde os 13 anos de idade, Mindlin foi capaz de reunir um acervo que foi considerado nada menos que a maior biblioteca pessoal e também a mais importante do Brasil.

Prédio da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Prédio da Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin.

Em 2006, foi eleito membro da Academia Brasileira de Letras, sucedendo Josué Montello na cadeira 29. Naquele mesmo ano, resolveu doar seu acervo de cerca de 40 mil livros, incluindo volumes raros, primeiras edições de clássicos nacionais e também manuscritos, à USP. Lá, a biblioteca recebeu o nome de Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, ocupando desde 2013 um moderno prédio nas instalações da universidade – a biblioteca é aberta ao público. Grande parte do acervo também está disponível na internet, no site da Biblioteca.

Além de sua carreira como jornalista ainda menino, Mindlin chegou a publicar inúmeros artigos e conferências, sobre assuntos variados. Também publicou livros de sua autoria, como Uma Vida entre Livros – Reencontros com o tempo, prefaciado por ninguém menos que Antonio Candido.

Fica aqui uma singela homenagem do Livre Opinião – Ideias em Debate a José Mindlin e sua história de valorização da arte e da literatura, os bens maiores de uma nação.

*Citação do título: “Paixão e perdição” – Texto de José Castello, para ISTO É, 12/11/97

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