Sacolinha: “A literatura não te salva de uma morte física, te salva de uma morte alienada”

IMG_1575E agora Maria? 
Que acordou cedo, 
Já fez o café, 
Ouviu no rádio 
Transporte não tem. 
No trabalho atrasada, 
Mandam voltar.
[...]
E o trabalho Maria?
Por causa da greve
Tudo acabou?
Você é tão forte mulher,
Dá-se um jeito
Corre atrás,
Mas puta que pariu...
Correr pra onde?

Poema "Maria ou A versão feminina do tempo que emana".

Ademiro Alves de Souza, o Sacolinha, é romancista, contista, cronista e poeta. Autor de Graduado em Marginalidade e 85 Letras e um Disparo, Sacolinha ganhava a vida entregando panfletos nos faróis e trabalhando como cobrador de lotação no Metrô Itaquera – e daí surgiu seu pseudônimo.

Sacolinha, acompanhado por Larissa Lisboa e Jorge Valentim.

Sacolinha, acompanhado por Larissa Lisboa e Jorge Valentim.

Desenvolvendo um importante trabalho de recuperação de detentos através da literatura nas Fundações CASA e em presídios federais, Sacolinha mostra a força da palavra literária e também – através de belos exemplos ao longo de sua carreira e de si mesmo – o poder da escrita para transformar vidas.

Premiado, Sacolinha obteve nada menos que 4 Prêmios Cooperifa, Prêmio Escola Oswaldo de Artes, Universidade Mogi das Cruzes de Melhor interpretação e melhor poesia, Prêmio Davi Capistrano e Prêmio Netinho por seu trabalho com a militância cultural.

Confira a entrevista que o escritor concedeu ao Livre Opinião – Ideias em Debate, durante sua participação no Mês da Consciência Negra em São Carlos, na mesa “Africanidades: Negritude e Literatura Marginal”, realizada pelo NEAB/UFSCar (Núcleo de Estudos Afrobrasileiros da UFSCar) e pela CAAPE (Coordenadoria de Ações Afirmativas e Outras Políticas de Equidade), onde contou com a participação do Prof. Dr. Jorge Vicente Valentim e da Profa. Larissa Lisboa:

Entrevista: Filipe Baldin, Jorge Filholini e Vinicius de Andrade.

3 comentários sobre “Sacolinha: “A literatura não te salva de uma morte física, te salva de uma morte alienada”

  1. Pingback: Literatura e marginalidades: espaços de interrogação | Livre Opinião - Ideias em Debate

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