Um olhar diferente para o cinema: 72 anos de Martin Scorsese

939e0798a07e6d7581f6d103ad4f64a02b070c

Martin Scorsese é o diretor renomado no cinema mundial. Dono de um acervo de filmes marcantes, Scorsese se tornou nome consagrado da sétima arte, sendo expectativa de críticos e espectadores a cada lançamento de longa.

Nesta segunda-feira (17), o cineasta completa 72 anos e mais de quatro décadas de carreira cinematográfica, colocando-o no patamar dos melhores diretores de todos os tempos. Nascido no Queens, Scorsese adquiriu experiência pelas ruas do bairro observando a construção e desmoronamento de gangues e mafiosos.

Seus filmes tocam na ferida moral da sociedade estadunidense, como a religião, violência familiar, conduta policial e – principalmente – o submundo. Muitos de seus filmes estão em listas importantes do cinema.

O cineasta foi por muitos anos injustiçado no Oscar. Das diversas indicações, ele venceu apenas em 2007, pelo filme Os Infiltrados. A entrega foi histórica, Scorsese foi recebido por três outros diretores da pesada: Steven Spielberg, Francis Ford Coppola e George Lucas, além de ser aplaudido de pé pelo merecimento do prêmio. (você pode ver a cena clicando aqui).

Sempre atualizado com as novas técnicas de filmagens, Scorsese já mexeu com efeitos especiais e utilizou a filmagem em 3D como experimento e homenagem ao começo do cinema – presenteando-nos com o belo Hugo. A montagem do clássico Viagem a Lua, de Georges Méliès, enchem os olhos e emoção.

Na temática do submundo nova-iorquino, Scorsese é mestre. Ofereceu para o cinema incontestáveis películas, como Os Bons Companheiros, Cassino, Gangues de Nova York, Táxi Driver e a adaptação do cinema japonês Os Infiltrados – recebendo seu único Oscar de Diretor.

Nos 72 anos de Martin Scorsese, o Livre Opinião selecionou quatro cenas marcantes de sua carreira, tendo sempre a direção segura e colocando a sua assinatura na história sa sétima arte.

 tumblr_inline_mnycjp9RhS1qz4rgp

 

Os Bons Companheiros

Já considerado um clássico do cinema, assim como o melhor filme de Scorsese, Os Bons Companheiros é aquele longa singular, que fornece o estilo de Scorsese, As narrativas em Off são necessárias para contar a histórias de três amigos que almejavam o sucesso no submundo. Seu primeiro grande astro, Robert de Niro está como sempre impecável, Joe Pesci um admirável pavio curto – venceu o Oscar na categoria Melhor Ator Coadjuvante – e o protagonista Ray Liotta. Você que não assistiu a este clássico, não sabe o que está perdendo, a sequência final é algo primoroso e mostra a decadência do caráter humano. Amigos? Até certo ponto! A cena escolhida retrata a magnífica direção de Scorsese, em que consegue conciliar as cenas com a trilha sonora – esta no caso é Layla, de Eric Clapton -, assim como em poucos minutos toda a queda de um império do crime.

Touro Indomável

Um verdadeiro marco do cinema, Touro Indomável colocou Robert de Niro no patamar das melhores atuações de todos os tempos. Além disso, fez de Scorsese um diretor consagrado. A história do pugilista Jake LaMotta é construída com tom melancólico, por isso ser filmado todo em preto e branco deu valor ao filme. A cena escolhida é parte principal da trama. A sequência em que Jake chama Ray para bater nele nas cordas é espantoso, o barulho da multidão é abafado para entrar o som da respiração de ambos lutadores, assimilando a de dois touros. Scorsese apontou que somos animais querendo comer um ao outro. E há também a frase famosa do filme: “You never got me down, Ray”.

Taxi Driver

O realismo é forte nesta pérola de Scorsese e transformou Robert de Niro em seu primeiro grande astro dos anos de 1970-80. A crítica à violência urbana e ao caráter da sociedade do início da década de 1970, após a desastrosa guerra do Vietnã, Táxi Driver, é a experimentação da violência, do ódio e do declínio moral americano. O jeito então é combater isso com violência também. A cena a seguir é a mais conhecida do longa, falando com o espelho e treinando o saque de arma, Travis desafia o espelho, ou o próprio reflexo. É a mudança de um sujeito que começou a fazer justiça, de modo a colocar o sociedade nos trilhos.

O Aviador

O dinheiro compra tudo? O dinheiro traz felicidade? Scorsese mostra a decadência que o dinheiro fornece, assim como o desejo de realizar aquilo que sempre quis. A história real do magnata Howard Hughes que criou um monopólio da aviação. Mas o passado e os problemas psíquicos fizeram de Howard uma pessoa problemática, reclusa e sem caminho para o futuro, ou apenas forneceu o primeiro passo para o conglomerado da aviação. Leonardo DiCaprio está um fenômeno em cena, mostrando ser um dos maiores atores desta geração, assim como tendo a confiança de Scorsese em outros diversos trabalhos. A cena a seguir finaliza o filme e também a carreira do Hughes, em que o desejo sempre vem caro, mas sempre priorizando o futuro.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s