A VERDADE É TÃO TRISTE E SOZINHA QUE É MELHOR VIVER DE T(E)V(ER)

foto de Katy Grannan

foto de Katy Grannan

– eu nem sei se já me apaixonei alguma vez na vida.

ouvi isso de um homem casado,

pela segunda vez casado, com filhos nos dois relacionamentos, ao todo

5.

Teve mãe, pai, avós, tias-avós, hoje

todos mortos.

Ouvi isso de um homem que estudou na gringa, que prefere a música, que

lê jornal, que quase não vai ao cinema por conta desses canais

por assinatura que tem de tudo, inclusive os filmes mais antigos que ele assistia muito na década de 70, época em que ele tinha um galinheiro no quintal de casa e não era crime. Um homem que não sabe dançar, que viajou menos do que gostaria porque

quando menino

ele imaginou

Partir de Barco pra

nunca mais, um

Marinheiro.

Ouvi isso desse homem, estávamos conversando e sendo sinceros um com o outro, algo que

Nunca tínhamos feito, sentando pra dizer do que realmente importa, eu

Ouvi isso e

doeu demais no meio peito, foi um tiro.

Nunca tinha escutado algo

nem parecido

na vida, tenho 27 anos e sou barroca mais do que

romântica, segundo me disse um professor de literatura do qual

eu sinto

uma Saudade

seríssima.

Dinheiro, política, trabalho, sobre esses temas eu

Sempre escuto as pessoas reclamando, tenho amigos atores, a situação é eternamente difícil, inclusive gosto de escutar as pessoas,

Aprendo especialmente

Sobre as coisas que não quero ser.

Mas,

Sobre se apaixonar,

Eu achava que

Pelo menos 1 vez na vida, Sim

Acontecia pra todo mundo. Tudo bem que ele ainda não morreu, tem 50 e poucos anos, ainda dá tempo, mas

Caso ele morra

o tempo não existe.

Na infância o amor acontecia direto comigo, eu me apaixonava até pelo lanche, talvez ele não se lembre e, ao mesmo

Tempo, se ele já tivesse se apaixonado antes, não é possível que ele tenha se esquecido assim.

Talvez

ele esteja só Desiludido, me dizendo uma frase sem verdade,

apenas verdadeira pro momento, também já fiz assim

especialmente quando bebo e bebíamos whisky feito loucos em pleno domingo à tarde. Tá tudo muito vazio quando chega o fim de ano. As ruas caladas, pessoas querendo mudar de cidade pelo

menos por 2 ou 3 semanas, mudar a Rotina, gastar dinheiro com presentes inúteis, bolsinhas, camisetas, mais 1 pra lotar a gaveta, eu

entendo e também preciso

do que todo mundo precisa. Mas quando olhei pra aquela boca magra

Que

Segundos antes

Tinha me dito, quase confessado, que

Talvez

Nunca tivesse se apaixonado na vida, eu o senti a pessoa mais triste do mundo, ainda mais do que eu e do que as ruas todas tão caladas em vésperas de natal.

Talvez, e o mais trágico disso tudo,

Talvez ele tenha Tentado. Conheceu meia dúzia de mulheres especiais, pensou

que casando aconteceria algo, ele quis sentir e tentou. Eu também jamais culparia as mulheres que ele conheceu,

como elas poderiam fazer qualquer coisa por ele se O Amor, e agora entendendo claramente, o amor

É como deus, não funciona pra todo mundo

Apenas

pra aqueles que,

por hora, se encontram um pouco mais distraídos.

 Por Aline Bei

Texto originalmente publicado no portal Oitava Arte – A Busca do Novo

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