11ª edição do “ChorandoSemParar” homenageia Chiquinha Gonzaga e Luciana Rabello

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No ChorandoSemParar 2014 o ano é das mulheres! Desde seu início, em 2004, o festival de música instrumental ChorandoSemParar dedica cada uma de suas edições a um compositor em memória e a outro, convidado a participar do elenco.  O 11º ChorandoSemParar tem como homenageada in memoriam a maestrina, pianista e compositora Chiquinha Gonzaga; e, como convidada-homenageada, a cavaquinhista e compositora Luciana RabelloChiquinha Gonzaga, como se sabe, paira absoluta como o maior nome feminino da história da música popular brasileira; quanto a Luciana Rabello, é com certeza o maior nome feminino do Choro na atualidade.

Choro e gêneros afins – O ChorandoSemParar, idealizado pelo Projeto Contribuinte da Cultura, já se consagrou como o maior festival no País de Choro Brasileiro – na verdade, não apenas de Choro, mas também de seus gêneros afins.

Com todas as suas atividades gratuitas e abertas ao público, o ChorandoSemParar transforma São Carlos na capital nacional do Choro, a manifestação musical mais marcadamente brasileira.

Nesta décima-primeira edição, as atividades do ChorandoSemParar  terão lugar na Praça XV, no SESC São Carlos, no Teatro Municipal São Carlos e no Centro Cultural Espaço 7.

A partir da segunda-feira 1º, e até o sábado dia 6 de Dezembro, serão realizadas nesses espaços oficinas, palestras e mesas-redondas e rodas de choro. Como sempre, o ponto alto do ChorandoSemParar será a deliciosa maratona musical a se realizar no último dia do Festival na Praça XV, centro de São Carlos, com doze horas de “música-sem-parar”, das 10 horas da manhã às 10 horas da noite, com revezamento ininterrupto dos instrumentistas convidados. Neste ano, a festa de encerramento será no domingo 7 de Dezembro.

O elenco do 11º ChorandoSemParar reúne nomes de grande importância na cena instrumental brasileira de hoje. Entre eles, a cavaquinista Luciana Rabello; seu convidado, o pianista Cristovão Bastos; o violonista Swami Junior; a pianista Maria José Carrasqueira; o saxofonista Leo Galdelman; a Spok Frevo Orquestra; Daniela Spielmann entre outros e, como anfitriã dos músicos convidados, a Orquestra Experimental UFSCar.

Destaque-se ainda que, como em suas edições anteriores, o ChorandoSemParar tem novamente entre suas atrações músicos estrangeiros que têm grande afinidade com o choro e com a música instrumental brasileira: os norte-americanos Howard Alden, guitarrista, e John Berman, clarinetista e maestro.

Homenagem às tradições carnavalescas – Fátima Camargo Catalano, diretora do Projeto Contribuinte da Cultura e idealizadora do ChorandoSemParar, conta que a escolha do homenageado in memoriam – Chiquinha Gonzaga – norteou o trabalho da curadoria do festival para definição do elenco e de toda a programação.

Segundo Fátima, “esta edição do ChorandoSemParar enfatizará a dificuldade e a importância do ativismo feminino no século XIX e início do século XX e ainda o papel de Chiquinha Gonzaga no cenário político social e cultural de sua época – além, e principalmente, mostrando sua importante contribuição para a música brasileira.”

Ela destaca ainda que como “Ó Abre Alas”, tem uma importância emblemática na história do Carnaval Brasileiro e, por isso, “o festival vai também ressaltar as formas musicais características desse grande festejo.”

“Além de estar a serviço do Choro Brasileiro, a edição Chiquinha Gonzaga do ChorandoSemParar será também uma homenagem às tradições carnavalescas, ao frevo e à história do Carnaval”, finaliza.

CHIQUINHA GONZAGA

Francisca Hedwiges de Lima Neves Gonzaga, ou apenas Chiquinha Gonzaga, nasceu no Rio de Janeiro em 17 de Outubro de 1847 e morreu, na mesma cidade, em 28 de Fevereiro de 1935.

Pianista, maestrina e compositora, é sem qualquer dúvida, o maior nome feminino da história da música popular brasileira. Foi a primeira chorona do Brasil, a primeira pianista de choro, a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil e também a autora da primeira marcha carnavalesca com letra (“Ó Abre Alas”, 1899).

Vale observar que embora em tempos recentes tenham chegado ao mercado vários projetos (discos, livros, peças de teatro, séries de tevê) com o objetivo de resgatar e apresentar ao público de hoje a música de Chiquinha Gonzaga, o fato é que a obra da pianeira carioca permanece praticamente desconhecida entre os não-iniciados, exceto por meia-dúzia de suas composições – entre elas, “Gaúcho (Corta-Jaca)”, “Lua Branca”,  “Atraente” e “Ó Abre Alas”.

A explicação é simples: o legado de Chiquinha Gonzaga é de tamanho verdadeiramente descomunal: 77 partituras de peças de teatro e mais de 2 mil composições entre polcas, tangos brasileiros, valsas e modinhas. Em outras palavras: a cada vez revela-se muito, mas sobra sempre muito mais a revelar.

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LUCIANA RABELLO

Um dos principais nomes do instrumental brasileiro  e do movimento carioca de revitalização do Choro, Luciana Rabello – nascida em Petrópolis, RJ, em 1961 – é compositora, instrumentista, autodidata no seu instrumento. “Aprendi a tocar cavaquinho sozinha, ouvindo, imitando e, sobretudo, tocando com vários mestres em rodas de choro.”

Teve como maiores influências e referências  os mestres  Canhoto e Jonas Pereira da Silva (Conjunto Época de Ouro). Aos seis anos começou aprendendo violão com o avô materno José de Queiroz Baptista.

Iniciou carreira artística  em 1976, com apenas 15 anos, integrando o histórico conjunto Os Carioquinhas, um dos mais importantes de sua geração. Neste grupo, também se profissionalizaram seu irmão Raphael Rabello, o violonista Maurício Carrilho e o pandeirista Celsinho Silva.

Pouco depois integrou também outro grupo de importância seminal na revitalização do choro, a Camerata Carioca

Em 1980, acompanhou como solista os shows do violonista Toquinho pela Itália, França e Suíça. Apresentou-se em casas como o Teatro Sistina, em Roma, e o Olympia, em Paris. Sua participação foi aclamada pela crítica e pelo público daqueles países.

O disco mais recente de Luciana Rabello é “Candeia branca”, lançado em 2014 através de seu selo Acari Records, especializado em Choro.

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A CADA ANO, DOIS HOMENAGEADOS

Criado por iniciativa do Projeto Contribuinte da Cultura / FAI-Universidade Federal de São Carlos, todos os anos o festival ChorandoSemParar homenageia convidados. No início, apenas um músico em atividade:

Izaías do Bandolim (2004)
Altamiro Carrilho (2005)
Paulo Moura (2006)
Zé Menezes (2007)

A partir de 2008 os homenageados passaram a ser dois: um músico em atividade (“convidado homenageado”) e um músico já falecido (in memoriam):

Zé da Velha & Jacob do Bandolim (2008)
Hermeto Pascoal & Sivuca (2009)
Armandinho & Waldir Azevedo (2010)
Jorginho do Pandeiro & Pixinguinha (2011)
Toninho Carrasqueira & Benedito Lacerda (2012)
Arthur Moreira Lima & Ernesto Nazareth (2013)
Luciana Rabello & Chiquinha Gonzaga (2014)

 

CHORANDOSEMPARAR 2014
FICHA TÉCNICA

Concepção e direção

Fátima Camargo Catalano

Projeto Contribuinte da Cultura
Leis de incentivo à cultura:

Ministério da Cultura – Lei de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet
Governo do Estado de São Paulo e Secretaria da Cultura – ProAc

Parceiros realizadores

UFSCar – Universidade Federal de São Carlos
FAI UFSCar
USP São Carlos
Prefeitura Municipal de São Carlos
Sesc São Carlos
e Patrocinadores

Outras informações

Projeto Contribuinte da Cultura
Tels. (16) 3501-4703 & 3307-5691
contribuinte.cultura@ufscar.br

Jornalista Colaborador
Hever Costa Lima
16 99727 6133
hever.costalima@gmail.com

Fonte: Comunicação ChorandoSemParar

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