O criador de mundos: 74 anos de Hayao Miyazaki

Fonte: indiewire.com

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Nesta segunda-feira (5), um dos maiores criadores do cinema de animação japonês completa 74 anos. Hayao Miyazaki construiu um histórico singular na área em que desenvolveu traços marcantes para a nova geração do cinema japonês. Em seu currículo estão os já clássicos Meu Amigo Totoro (1988); Serviço de Entregas da Kiki (1989); A Viagem de Chihiro (2001) e Vidas ao Vento (2013).

Os temas abordados por Miyazaki são sobre as relações humanas n embate com o desenvolvimento moderno da sociedade, assim como o envolvimento da humanidade com a tecnologia. Atrelado a isso a utilização do realismo fantástico é fundamental na sua obra cinematográfica.

studio-ghibli

O primeiro sucesso de seu trabalho na animação foi em 1982 com o mangá Kaze no tani no Naushika, que logo em seguida foi adaptado para uma versão em anime. Com o sucesso imediato, Miyazaki, juntamente com Isao Takahata, Toshio Suzuki e Yasuyoshi Tokuma, fundou em 1985 o Studio Ghibli, dedicado à animação japonesa elaborada por eles. Os filmes de animação desenvolvidos pelo estúdio teve aclamação mundial, tornando-se referência na área – o chefe de criação da Pixar, John Lasseter, é admirador assumido de Miyazaki e do Studio Ghibli.

A VIagem de Chihiro (Foto: Divulgação)

A VIagem de Chihiro (Foto: Divulgação)

A animação A Viagem de Chihirro rendeu o primeiro Oscar de Animação para o estúdio e também a Miyazaki, além do Urso de Ouro no Festival de Berlim. A animação emocionou plateias de todo o mundo ao contar uma inusitada e misteriosa cidade em que os valores e a relação humana de Chihirro serão colocadas à prova.

Seu mais recente trabalho – e anunciado como sendo seu último –  foi com o emocionante Vidas ao Vento. O mais intimista trabalho de Miyazaki, que assumidamente é admirador da área de aviação. A animação narra a biografia de Jiro Horikoshi, engenheiro aeronáutico que desenvolveu diversos projetos de aviões modernos durante a Segunda Guerra Mundial. Criatividade se mistura com desencanto. Jiro entra na decepção por construir modelos inovadores que são utilizados como máquinas de morte. No entanto, a questão da guerra é um traço forte na característica do personagem e Miyazaki explora este fator muito bem, acompanhando Jiro no conflito interior de se tornar engenheiro brilhante na carreira e a mágoa de ver suas criações serem encarregadas na destruição de vidas.

VIdas ao Vento (Foto: Divulgação)

VIdas ao Vento (Foto: Divulgação)

Recentemente Miyazaki anunciou sua aposentadoria, mas se espera ser apenas um hiato e que voltará a nos presentear com mais obras-primas. Feliz aniversário, mestre!

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