Literatices e outras conversas: “50 tons do carnaval”, por Jorge Valentim

literaticesjorgevalentim

12 de fevereiro de 2015. Em plena 5ª. feira, véspera do Carnaval, estreava nas salas de cinema do Brasil o filme Cinquenta tons de cinza, baseado no romance homônimo de Erika Leonard James. Sem qualquer tipo de ironia, o título faz jus à obra e ao filme. É cinzento, nebuloso, para não dizer, inexpressivo. O romance tenta dar conta de uma relação amorosa entre um dominador (Christian Grey) e uma jovem virgem, estudante de literatura inglesa (Anastasia Steele), colocando em evidência as múltiplas formas de prazer e de realização sexual.

Olhando o resumo de maneira fria, até poderia se esperar uma trama bem feita, afinal, os muitos tons de cinza vêm tanto do trocadilho evidenciado no sobrenome de um dos protagonistas (a assimilação de Grey com “gray”, cinza, em inglês, é visível), quanto de sua escolha refinada de gravatas e ternos da cor anunciada. Por outro lado, a jovem virgem, firme no seu propósito de “converter” o praticante de sadomasoquismo a integrante numa relação “algodão doce e jardim florido”, não deixa de ter o seu caráter sugerido no seu nome. Se pela sua composição, ela acaba se tornando uma figura singular no meio de jovens completamente liberados (como a Anastasia, a jovem russa desaparecida em meio a uma revolução czarista), por outro, a sua docilidade não a impede de ser firme nos seus propósitos (daí o “Steele”, nítida referência a “Steel”, ao aço, em inglês).

Também não será à toa o fato de ser estudante de literatura inglesa. Em certo momento, o protagonista desafia a jovem, ao afirmar que ela parece mais seduzida por personagens e tramas de Jane Austen. Até poderia, não fosse a série de banalidades que a obra e o filme reproduzem. Que Mr. Grey gosta de sexo com violência, de disciplina e submissão de suas parceiras, não restam dúvidas. Que a jovem encontra-se, muito curiosa, por sinal, para se envolver com este homem que exala mistério e, ao mesmo tempo, sedução, também não há o que negar. No entanto, a literatura inglesa, ou seu possível laço com alguma obra significativa, fica absolutamente de fora. Caso a autora, pelo menos, fosse leitora de Lord Byron (quem não se lembra das aventuras inacabadas do seu Don Juan?) ou do Marquês de Sade, logo se aperceberia que o “I don’t make love, I fuck hard” do seu personagem não tem nada de atual. Muito pelo contrário, data de séculos atrás.

Fato é que, em pleno carnaval, com as ruas explodindo de calor humano, cores exuberantes e músicas arrebatadoras de multidões e blocos, as filas dos cinemas estavam lotadas de curiosos, acreditando que iriam encontrar na tela todos os tons de cinza anunciados no romance. Ledo engano. Todos os encontros, as relações e os atos (mais?) violentos são extremamente higienizados. Dá para imaginar uma situação em que se pressupõe um certo desgaste físico, sem falar na pressão psicológica, sem uma gota de suor ou sem um suspiro de cansaço? Não sejamos hipócritas, sexo é prazeroso, sim, mas também constitui um exercício físico, para alguns, desgastante. Interessante observar que nada disso é retratado. Assim, fazer sexo parece uma coisa fácil, basta estalar os dedos e tudo está no seu devido lugar, ou encaminhando-se para ele. Podemos até desculpar os personagens, afinal, com a riqueza de Mr. Grey, todos os cômodos do seu luxuoso apartamento devem ter um ar condicionado de primeira geração, até porque, na Seatle de Anastasia e Christian, não há racionamento hídrico ou crise energética.

Cena de "Cinquenta Tons de Cinza" (Foto: Divulgação)

Cena de “Cinquenta Tons de Cinza” (Foto: Divulgação)

E, como se não bastassem as incongruências e banalidades, a autora até tenta dar um ar intelectual(oide?) ao seu protagonista, quando o coloca sentado ao piano, tentando executar o “Prelúdio em mi menor, op. 28, no. 4”, de Frederick Chopin. Mais um engodo. A jovem parece ficar mais magnetizada pelo ricaço, como a mariposa se sente irresistivelmente atraída pelo fogo. A pretensa sensibilidade parece ser mais uma artimanha de um Don Juan (que, aliás, do personagem conquistador nada tem) fadado a ser uma hard sex machine. A repulsa de Anastasia vem, exatamente, quando ele resolve mostrar um dos tons do seu acinzentado, ao açoitá-la numa posição que, para ela, é o ápice da humilhação.

As feministas ortodoxas de plantão, é claro, viram nestas sequencias um prato cheio para poder reclamar contra o machismo, a sede de poder, o exagero do falocentrismo, etc, etc, etc. Não deixam de ter razão, é óbvio, e nem eu estou aqui condenando o direito que elas e todos tem de reivindicar o que lhes é devido. Mas, é interessante observar o fato de que nenhuma delas pontuou a intolerância da jovem que não consegue entender a alteridade, a multiplicidade das subjetividades sexuais e as possibilidades que o sexo oferece para se atingir o prazer. Se Grey é um exemplo de consumidor capitalista ortodoxo, machista, que vê tudo como um produto possível de ser comprado, negociado e acordado, literalmente, a Anastasia não deixa de ser também um exemplo de incompreensão e intolerância. Afinal, só o sexo feito depois de uma seção de cinema com um pacote de pipoca, de passeio de mãos dadas por jardins floridos, é capaz de ser dignificado como expressão única do ser humano? Não sejamos hipócritas, sexo é uma fonte de prazer e, como tal, pode ter, não uma, mas várias nascentes e várias praias onde desaguar.

Será o sadomasoquismo condenável, simplesmente porque não se adequa a regras e padrões pré-estabelecidos? E não seria bom interrogar de onde e de quem essas regras saíram? Se formos seguir tais normas, então, pobre do Marquês de Sade e de sua A filosofia da alcova (1795), e de Chardelos de Laclos, com seu romance epistolar Ligações perigosas (1782). Estariam todos condenados à santa fogueira da moral e dos bons costumes. E não sejamos ingênuos ao creditar a Anastasia uma ingenuidade e uma inocência que a fazem parecer um cordeiro, vítima de uma águia algoz. Se a autora fosse inteligente, de repente, até mesmo o famoso quadro “O rapto de Ganimédes” poderia ser convocado. Mas, isto é apenas uma digressão minha.

Por isso, gosto tanto de Natália Correia, escritora portuguesa, defensora avant garde de classes marginalizadas e relegadas ao silêncio das academias. Sua postura matrista, e não feminista, como ela gostava de defender, apontava uma visão mais ampla e mais humanista das manifestações femininas/feministas em Portugal. Seus ensaios, suas peças de teatro, suas prosas de ficção e, sobretudo, seu estudo histórico sobre a mulher, mostram que é possível sim ser defensora da condição feminina/feminista sem cair em radicalismos e exacerbações tresloucadas, independentemente de sua fonte originária.

A escritora portuguesa Natália Correia

A escritora portuguesa Natália Correia

Toda esta elucubração inicial, na verdade, é apenas para mostrar a banalidade dos modismos, e como estes, na verdade, não tem tons. Tonalidades múltiplas, cores diversificadas, brilhos exuberantes e contrastes sedutores tem a grande festa brasileira: o Carnaval. E, para exemplificar esta idéia, basta olhar para os dois eixos metropolitanos do Brasil que concentram as grandes agremiações em desfiles apoteóticos: São Paulo e Rio de Janeiro.

Em 2015, no Sambódromo do Anhembi, venceu a tradicional Escola de Samba “Vai-vai”, de um dos bairros mais singulares da cidade, o Bexiga. Seu enredo traz a trajetória de uma das grandes vozes da Música Popular Brasileira, Elis Regina: “Reluziu, seu canto ecoou no meu Brasil / Cantora igual jamais se ouviu / Saracura a cantar, bem mais feliz / Simplesmente Elis”. Com versos encantadores, Zeca do Cavaco, Zé Carlinhos e Ronaldinho FDQ conquistaram o público, trazendo à cena os sucessos, a vida e o talento da grande Diva da MPB. Como em outra oportunidade afirmei, lembrando a lição da mestra Sonia Maria Vieira, não existe uma diferença entre música erudita e música popular, existe sim uma grande divisão entre música de excelente e de péssima qualidade estética. Acredito que o Samba da “Vai-vai” de 2015 constitui exatamente uma prova desta primeira condição:

Águas de março a rolar

Trem azul vai passar, um sonho mais lindo

Na batucada da vida, um samba no Bexiga

Vai amanhecer

A cantar a dor o amor o bêbado e a equilibrista

A voz do povo diz que o show de todo artista

Tem que continuar

Glória fina da bossa com Jair só alegria

Hoje retrato em preto e branco na folia

A grande estrela deste meu país

Ora, se a intertextualidade é uma das marcas mais evidentes da literariedade que um texto pode oferecer, como, então, não reconhecer, aqui, o diálogo estabelecido com os versos de Tom Jobim e da própria Elis Regina, sem falar nas marcantes performances que a cantora teve no palco, acompanhada de Jair Rodrigues, Tom Jobim e Chico Buarque? Intertextual, inteligente e instigante este samba. Prova concreta de que o show na avenida tem muitas tonalidades e estabelece vínculos com outros gêneros musicais e com outras expressões artísticas. Vale lembrar que, em São Paulo, outra Diva também foi enredo de uma agremiação: Marília Pera apareceu como tema da Escola Mocidade Alegre. Mas, não foram as musas do teatro as grandes vencedoras na passarela paulista, foram as da música. E alguém pode pensar numa recompensa mais justa? Samba é movimento, esplendor, glamour, mas é também Arte, e quando feito com saber e sabor, são os espectadores que saem ganhando.

Desfile da Vai-Vai, que homenageou a cantora Elis Regina (Foto: Divulgação)

Desfile da Vai-Vai, que homenageou a cantora Elis Regina (Foto: Divulgação)

Se, em São Paulo, as artes foram contempladas pelas Musas do Samba, no Rio, elas se curvaram frente às tradições africanas. Como diria o carnavalesco Milton Cunha, “Beija-Flor e África dão babado!”. E deu mesmo. Com um desfile impecável de ponta a ponta, com um enredo sobre o país africano (a Guiné Equatorial), a Escola de Nilópolis reergueu-se de um amargo 7o lugar, no ano passado, para se coroar a campeoníssima de 2015.

Confesso que não foi a que mais me encantou na Avenida. E, posso dizer isso porque, sendo carioca “da gema”, com família e amigos residentes em Bangu (um dos bairros ao lado da tradicional Mocidade Independente de Padre Miguel), não torço e não faço parte de qualquer agremiação. Se os paraquedas na abertura, o Cristo Redentor como uma águia de asas abertas que se curva em reverência ao público para poder passar, a comissão de frente celebrando o famoso quadro de Dali – novamente, o Samba dialogando intertextualmente com as Artes! –, a multidão cantando num coro grandioso o samba enredo e tantos outros pontos altos do desfile da Portela me deixaram completamente de queixo caído, não posso deixar de olhar criticamente o desfile de outra Escola que cantou os encantos de um país da África.

Como em 2007, quando a Comunidade de Nilópolis levou para a passarela o enredo “Áfricas: do berço real à corte brasiliana”, novamente a Beija-Flor investiu nas tradições e nas culturas do continente e abocanhou o campeonato de 2015, com “Um Griô Conta a História: Um Olhar sobre a África e o Despontar da Guiné Equatorial. Caminhemos sobre a Trilha de Nossa Felicidade”. O grande problema deste enredo foi exatamente o seu tema. A escola acabou inserida numa situação delicada porque o país africano é governado por um ditador. Conforme divulgado em sites na internet (http://carnaval.uol.com.br/2015/noticias/redacao/2015/02/17/com-enredo-polemico-beija-flor-desfila-patrocinada-pela-guine-equatorial.htm), a Escola parece ter recebido investimentos maciços de um país comandado por um Presidente que, há 35 anos, está no poder. E, por mais que tentemos desvincular desfile de situação política, fato é que o público não conseguiu esconder a sua insatisfação em ver o principal evento festivo envolvido com polêmicas políticas. A reação, é claro, não poderia ser outra. No desfile das campeãs, no sábado dia 21, a Escola foi vaiada ao ser anunciada (http://alalao.blogfolha.uol.com.br/2015/02/21/beija-flor-e-vaiada-na-sapucai-antes-mesmo-do-desfile-das-campeas). Muitos não conseguem entender, e é compreensível a reação. Carnaval é festa, é alegria, é celebração da sociabilização, é manifestação de liberdade. Como expressar tais sentimentos, cantando um país sob o jugo de um monopólio político? Difícil. No entanto, a par de toda esta situação complicada, também é preciso notar que não é esta África politicamente conturbada que a Beija-Flor tentou cantar na Avenida.

Se, por um lado, a exaltação demasiada aponta uma tentativa de apagamento dos problemas vigentes, por outro, não se pode deixar de perceber que, sempre quando se fala em determinados países africanos, algumas imagens parecem já ter invadido o imaginário coletivo com lugares comuns: fome, pobreza, doenças, intolerâncias, exotismo. É claro que não estou sendo hipócrita ao ponto de dizer que estas situações não existem, é óbvio que existem e estão lá. No entanto, os países do continente não se resumem exclusivamente a estas categorias e nem podem ser representados unicamente sob este viés. E, por mais que décadas de um eurocentrismo colonialista ferrenho tenha tentado bloquear, cada um dos países tem a sua história própria, as suas tradições, os seus costumes, as suas mais variadas expressões culturais. Esta, sim, parece-me que foram a África e a Guiné Equatorial cantadas pela Escola de Nilópolis. E como Professor de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, na UFSCar (Universidade Federal de São Carlos, SP), não posso deixar de observar e tecer algumas breves considerações críticas sobre aquilo que vi e ouvi no desfile – e não no âmbito externo deste.

Não concordo, é claro, com qualquer tipo de celebração de impedimento da liberdade. Aceitar recursos de fonte extremamente polêmica não constitui um gesto condizente com o espírito que vemos nas ruas, nos blocos e nos desfiles. No entanto, se do lado ideológico, a atitude foi, no mínimo, infeliz, do lado artístico, sejamos honestos, a escola fez uma passagem impecável e técnica pela avenida, aliás, marca registrada da Beija-Flor. E é sobre este aspecto que gostaria de contrapor aquele cinza a este colorido.

Com a mão segura e firme de um carnavalesco experiente, um verdadeiro maestro, diria eu, a Beija-Flor respirou de ponta a ponta a história que contou ao longo de 82 minutos. Mérito de uma comissão de carnaval eficiente, sob a supervisão sempre firme do mestre Laíla. A própria figura do carnavalesco inspira um pouco de medo. Lembro-me da primeira vez que o vi, no Centro Cultural do Banco do Brasil. Mas, por detrás daquela figura austera, existe um artista sensível capaz de imprimir a sua tradução do tema aos componentes das alas e que não se envergonha de ir às lágrimas, quando o resultado sai e coroa todo um trabalho desenvolvido ao longo de 12 meses.

Desfile da Beija-Flor (Foto: UOL)

Desfile da Beija-Flor (Foto: UOL)

O que mais chamou a atenção neste desfile da Beija-Flor foi o diálogo estabelecido entre a tradição do próprio carnaval, daquele ofício esperado num desfile de agremiação, as tradições africanas – não nos esqueçamos que o “Griot”, como dirá Laura Padilha (1995), tem uma função primordial no estabelecimento de vínculos culturais inseparáveis entre os membros das sociedades africanas – e as inovações tecnológicas disponíveis para encantar o público. Neste sentido, as máscaras utilizadas pela comissão de frente, movendo olhos, boca e expressões musculares, foram um show à parte.

Os que estavam acostumados a ver o casal de Mestre Sala e Porta Bandeira destacados no meio das escolas podem até estranhar a atual disposição nos desfiles: a Comissão de Frente seguida logo pelos guardiões do estandarte da Escola, prática, aliás sempre muito bem tecida pelos criadores dos enredos. Lembro-me, no entanto, de que, em 2006, um jovem ex-coordenador de Ala da Beija-Flor (José Bonifácio Júnior), decidiu dar um passo ousado e lançou-se como apresentador e coreógrafo responsável por conduzir e coordenar os passos do casal no enredo e no desfile da Escola de Samba Acadêmicos da Rocinha. A minha memória fotográfica (que não é tão ruim assim) me faz reverberar essa data porque, na época, este gesto foi considerado uma ousada inovação. Muitos olharam com reticências e desconfiança. O tempo passou e, dez anos depois, afinal, parece que aquele pioneirismo na função, procurando dar uma integração ao casal como personagens e também narradores do enredo, já se tornou uma realidade inquestionável. Se, em algumas escolas, a preparação do casal por um profissional envolvido na infra-estrutura do espetáculo constitui um componente fundamental para a coerência dos atores na passarela, por outro lado, não se pode negar que, no caso da Escola de Nilópolis, Claudinho e Selminha Sorriso estabeleceram um padrão singular para esta categoria, com uma performance narrativa que sublinha o papel das tradições e dos guardiões dos ritos sagrados nas sociedades africanas. E a idéia de um carnaval técnico sem abrir mão da emoção e da sensibilidade tem rendido frutos que ultrapassam as fronteiras da agremiação e invadem a grande festa que anima o público na Marques de Sapucaí.

Quando chamei o carnavalesco Laíla de maestro não foi à toa. Quem já teve a oportunidade de assistir ao desfile das arquibancadas do Sambódromo do Rio de Janeiro, conhece bem a dimensão operística do espetáculo que as escolas proporcionam. Trata-se de um desfile com dimensões sinfônicas. Há início, meio e fim, ou, em termos técnicos, introdução, desenvolvimento e conclusão. O envolvimento da comunidade de Nilópolis como grande narradora dessas fábulas carnavalescas e o calor envolvente da voz rouca e sedutora de Neguinho da Beija-Flor, grande intérprete ligado à história da Escola, são partes importantes na composição dos enredos. Há personagens principais (protagonistas), da mesma forma como são representados também seus opositores (os antagonistas). Tempo e espaço comparecem para contextualizar a sequencia narrativa adotada pelo desfile da Escola. Enfim, histórias, ações, temas e personagens são oferecidos ao público que, generosamente, aceita as ofertas trazidas na passarela do Samba. No caso da Beija-Flor, foram as cores regidas pelo carnavalesco e pela escola que, felizmente, na minha opinião, sobrepujaram aqueles tons de cinza de Mr. Grey.

Há quem goste e quem não goste do Carnaval, claro, afinal, como diz o ditado popular “Gosto não se discute”. Mas, acredito ser muito difícil ficar indiferente ao Carnaval e aos espetáculos grandiosos que ele oferece. Se os que gostam de prazer com sofrimento (ou o inverso, tanto faz – e claro, mais uma vez, “gosto não se discute”!), os tons de cinza podem ser suficientes. Felizmente, para outros, que gostam de cores, sabores e temperos das mais variadas tonalidades, há o Carnaval, com seus mais de 50 tons de todas as cores. Basta ter sensibilidade e aceitar, com o coração generoso, as lições de Arte e de Vida que o Samba tem para oferecer. E, ainda bem, que o cinza fica apenas com Mr. Grey, porque, nos desfiles, uma cor só é pouca para dar conta da diversidade, basta observar o arco-íris que se forma em torno das cores e dos conjuntos das agremiações: verde e branco, vermelho e branco, azul e branco, amarelo e azul, verde e rosa, preto e branco, etc. Ainda bem que, neste ano, foram estas cores que deram os tons do Carnaval! Será possível uma combinação melhor para a grande festa que anima o Brasil? Acredito que não. Mas, como disse no início, isto é apenas uma digressão minha. Ou melhor, como bem nos ensina o site, é apenas uma livre opinião.

jorge_valentim

 

Referências bibliográficas:

PADILHA, Laura Cavalcante. Entre voz e letra. O lugar da ancestralidade na ficção angolana do século XX. Niterói: EdUFF, 1995.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s