LITERATICES E OUTRAS CONVERSAS: “Eu Sou o Samba…”, por Jorge Valentim

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É que na verdade o samba e a umbanda – porque o livro também trata da umbanda – foram as manifestações que dignificaram o negro no Brasil. Porque quando o negro começou a votar, os políticos se viram obrigados a negociar os votos desta população negra através de seus líderes e os líderes da comunidade negra eram justamente as mães de santo e os sambistas. Então o samba e a cultura, vamos dizer assim, de origem africana, foi o que determinou, de certa maneira, a inserção do negro na sociedade brasileira.

[PAULO LINS. Entrevista ao Livre opinião – Idéias em debate]

 

Samba-completa

Capa do romance “Desde que o samba é samba”, de Paulo Lins

Depois de um longo período de intermitência ficcional, Paulo Lins volta à cena e retoma a sua verve de criação literária, agora, focando as suas atenções nas ladeiras dos morros cariocas, nas favelas das primeiras décadas do século XX, no período do nascimento das escolas de samba do Rio de Janeiro, enfim, no momento áureo de uma grande geração de artistas populares.

Desde que o samba é samba (Editora Planeta, 2012) continua, de certo modo, o projeto de escrita em inscrever e assinalar a diferença e a marginalidade como marcas fundantes do seu metier criador. No lugar de Zé Pequeno e Zé Galinha, personagens marcantes de Cidade Deus, o leitor agora depara-se com Brancura, negro e cafetão da Tijuca, “o perigoso, o malandro velho do Largo do Estácio, cobra de duas cabeças, faca de dois gumes” (p. 11), morador do morro, dono de um típico gingado carioca e das mulheres que circulavam pelas zonas de prostituição do Baixo Meretrício da cidade.

Ao lado deste, a personagem Sodré, um português vindo de Évora, das zonas do Alentejo – região, por si só, também demarcadora de uma certa marginalidade, se lembrarmos as personagens proletárias deixadas pela herança neorrealista de um Alves Redol e de um Manuel da Fonseca, por exemplo –, surge como o elemento exógeno nesta paisagem carioca. Filho de imigrantes portugueses, informa o narrador a sua trajetória: “Chegou ao Brasil com três anos de idade para morar em Quintino com os pais, na casa de um tio que estava havia dez anos estabelecido no Brasil” (p. 93). Sempre marcado por doenças na infância, com um comportamento pouco sociável na escola, Sodré tem a sua vida alterada a partir do contato direto com Seu Lotório, “índio caiçara, marinheiro velho” (p. 94) e usuário de uma erva que, segundo suas palavras, “dá vontade de cantar, de cuidar das plantas, de fazer poesia, de desenhar, pintar, escrever, lavar louça… Trabalhar, estudar…” (p. 94). Aclimatado aos poucos, aos temperos, ritmos e cheiros da terra, Sodré passa a consumir cannabis e a construir os seus passos de afetividade familiar e amorosa.

São essas duas personagens (Brancura e Sodré) que protagonizam uma disputa (que poderíamos até chamar de épica, dependendo do ponto de vista adotado) pela bela Valdirene. Prostituta sob o comando de Brancura, Valdirene é a mulher “arrasa quarteirão”, aquela que deixa os homens de queixo caído, ou, como bem irreverentemente descreve o narrador:

Era dessas que deixava qualquer um de pica em pé mesmo depois de ter gozado várias vezes. Com ela, todo homem virava grande fodedor. Sempre a queriam de novo. Gostava de ser assim, talvez por isso ela vivia comprando roupas, cremes, batons, maquiagem, embora não precisasse: mulher que nasce pra ser gostosa não tem jeito (p. 13).

São os três que compõem a trama deste romance arrebatador, que devassa as zonas mais inauditas do Rio de Janeiro da década de 1920. Já aqui o leitor poderá se perguntar qual a novidade deste romance de Paulo Lins, já que parece repetir aquela velha fórmula do triângulo amoroso formado por mulatos, brasileiros e portugueses, tal qual O cortiço (1890), de Aluísio Azevedo, legou à tradição literária brasileira. Se é certo que os cenários das duas obras em questão convergem para a inscrição de personagens marginalizados e esquecidos pelo status quo social, ao contrário do desfecho marcado pelos desencontros, pelas tocais e pelos crimes, como ocorre com Rita Baiana, Jerônimo e Firmo (n’O cortiço), a trajetória de Valdirene, Brancura e Sodré é marcada pela união física e cultural, numa espécie de celebração da diferença que a cultura brasileira representa. Não será gratuito, portanto, o diálogo estabelecido entre as três personagens, quando a mulher informa que, depois de fazer sexo com os seus dois amantes – um depois do outro, é bom frisar, antes que as mentalidades mais ortodoxas coloquem sobre esta criatura ficcional a pecha de permissividade, característica dos habitantes dos trópicos (sic!) – está grávida e não sabe dizer quem é o pai do seu filho.

Aqui, parece-me, entra a capacidade inventiva de Paulo Lins, ao fazer sua personagem gerar não um, mas dois filhos (gêmeos, é claro), cada um de uma cor. À primeira vista, esta gestação inusitada e improvável poderia até lembrar as ocorrências inexplicáveis de um J. J. Veiga ou de um Guimarães Rosa, por exemplo. Aliás, vale destacar, homenagem mais que coerente de um escritor que nunca deixou de revelar as suas relações intertextuais com os grandes escritores de língua portuguesa.

No entanto, no lugar de abrir espaço para a instauração de um fantástico urbano, Paulo Lins prefere (e muito sabiamente) reconhecer neste fenômeno inusitado a marca incontestável da cultura brasileira:

Sol de verão, vento lestada, trinta e sete graus às onze horas da manhã, os cinco, cara a cara, diante da mudez do povo.

– Eu não posso dizer de quem é o filho, porque nasceram dois, e um é preto e o outro é branco. Mas seja de quem for, sou eu que vou criar mesmo. Qualquer pai que for de vocês tá bom.

– Você tinha que saber quem era o pai – disse Brancura.

– Só você pode saber – completou Sodré.

– Eu só sei que amei vocês dois. Que em toda a minha vida eu só gozei com vocês dois. Sei que amo os meus filhos e estamos conversados.

– Então, eu assumo o pretinho – disse Brancura.

– O branquinho é meu – disse Sodré.

– Mas quem manda sou eu – rebateu Valdirene.

– Por mim tá tudo bom.

– Por mim também (p. 289).

Sob um calor tropical, as três personagens celebram a comunhão das diferenças, com a tutela precisa e ativa da personagem feminina. É dela a voz de autoridade que faz os dois homens (representações alegóricas de duas das grandes forças étnicas na formação do povo brasileiro – o negro e o branco) perceberem a importância do papel feminino na união e na consolidação deste convívio entre indivíduos com identidades e comportamentos tão distintos. Longe de qualquer tipo de conclusão moralista, a fala de Valdirene (“Mas quem manda sou eu”), diante dos reclames de paternidade de seus amantes, surge como uma proposta de se entender a possibilidade de gestação e criação de novos sujeitos, cada um resguardando a sua particularidade, mas sem perder a ligação umbilical com o espaço de origem, a Terra Mãe brasileira, representada pela mulher calorosa e impositiva.

Ao lado dessas personagens, saídas da imaginação do autor de Cidade de Deus, outras também são convocadas para reafirmar o contexto de ebulição cultural de onde seus protagonistas emanam. Assim, Pixinguinha, Francisco Alves e Cartola, por exemplo, andam lado a lado com eles, fazendo emanar pelas páginas do texto também as diferenças de ritmos, de linhas melódicas e de gêneros musicais, advindos das agremiações cariocas:

– Eu venho pensando nesse ritmo há anos, por causa do bloco.

– Como assim?

– É que estamos fazendo um bloco, mas não dá para entusiasmar cantando maxixe. Já imaginou um grupamento carnavalesco na rua andando e cantando Pelo telefone, o samba: “O chefe da polícia pelo telefone manda me avisar…” Tem que andar assim, ó – falou, fazendo trejeitos de maxixe. – Não dá pra cantar, dançar e andar assim, entendeu? É muito mole, parece procissão. Olha a diferença: “Mulher, tu não me faz carinhos…”

Alves começou a cantar junto:

Teu prazer é de me ver abandonado
Ora vai mulher és obrigada a viver comigo
Se eu fosse homem branco
Ou por outra mulatinho
Talvez eu tivesse sorte
De gozar os teus carinhos
A maré que enche vaza
Deixa a praia descoberta
Vai-se um amor e vem outro
Nunca vi coisa tão certa […] (p. 208)

Gosto de pensar, portanto, que, diante dos versos de Francisco Alves e Ismael Silva dispostos ao longo da trama, este romance de Paulo Lins não aborda unicamente as primeiras décadas do século XX no Rio de Janeiro. Para além da história da cidade, é a própria história do samba, do surgimento das grandes Escolas que marcarão o futuro do gênero no país, da presença do negro nas mais distintas esferas da vida cultural carioca e brasileira e da consolidação da Umbanda, como crença que prega a união e a solidariedade entre os povos. Enfim, toda uma tradição que teve, nos anos de 1920, uma época áurea com uma geração altamente criativa e criadora.

E esta tradição de uma cultura negra está presente de maneira tão incontestável nas raízes brasileiras, que, ao lado dos versos destes sambas, Paulo Lins resgata os pontos de defumação da Umbanda (“Defumavam com as ervas da jurema”, p. 188) e do Candomblé de Maria Padilha (“Arreda homem que aí mulher”, p. 235), além de reverenciar outras entidades como Caboclo Ubiratã, Caboclo das Sete Encruzilhadas, Mãe Maria Joana, Vovó Maria Redonda, Pai Joaquim do Cruzeiro das Almas, Seu Sete Encruzilhadas e Seu Tranca-Rua, por exemplo.

Interessante observar que, na confluência destas entidades presentes nos centros espirituais, não há espaço para intolerância, impaciência, desrespeito ou intimidação. Ao contrário, a grande lição deixada pelo autor de Desde que o samba é samba vem pela voz da personagem Mãe de Santo, que, na sua sabedoria de mais velha, transmite aos mais novos, nos moldes das tradições africanas ao pé e em volta da fogueira:

– É isso mesmo, minha filha! Tudo na vida é assim: a gente tem que dar para receber, a começar pelo respeito às pessoas, aos animais, à natureza, enfim, ao planeta, ao universo. Se você não tiver respeito pelos outros, nada nem ninguém vai te respeitar. É dando que se recebe amor, carinho, amizade, perdão. E aqui, com os nossos guias, é um toma lá dá cá de carinho, cuidado, caridade, proteção, que você não imagina. No universo, cada coisa e cada ser são dependentes, por isso tudo todos têm que doar. Isso é a Umbanda, que é essa religião nova a que a gente vem dando corpo e que você tá vendo aí. Ela mistura tudo, tem santo do Oriente, tem santo da Igreja Católica, te orixá do Candomblé, espírito de índio, de exu, de criança, de malandro, pomba-gira, cigano, marinheiro, vovó e vovô.

– Sei…

– É que a melhor condição do ser humano é a de quando ele está ajudando. Você pode fazer qualquer outra coisa e se sentir muito feliz, mas quando está ajudando alguém, você está evoluindo, fazendo evoluir, e o prazer, mesmo que a gente não tenha grandeza para perceber, é o maior do mundo. A Umbanda nasceu assim. A gente tá na terra para ajudar. A outra opção é a de ser ajudado que é a vida sorrindo para você… (p. 38-39).

Em tempos de intolerância religiosa exposta nas mídias, não se poderia ter lição mais sensível e generosa, afinal, é preciso amar e respeitar o próximo para se compreender que a homogeneidade e a monolitização das coisas não são prerrogativas obrigatórias. Pelo contrário, a diferença e a diversidade aumentam o grau de riqueza. Tem razão, portanto, André Camargo, quando, acertadamente, afirma que este romance de Paulo Lins “mescla com eficiência literatura, arte e religião”.

Se, por um lado, São Paulo, nos idos anos de 1920, era o foco central da ebulição das renovações no meio acadêmico, com a Semana de Arte Moderna, em pleno Teatro Municipal de São Paulo, o Rio de Janeiro de Paulo Lins transforma-se no palco de outras inovações. É a cultura do cotidiano, o samba, as rodas animadas nas ruas dos morros cariocas, a necessidade de concentração dos veios populares criativos, a ebulição do repertório e do cancioneiro dos sambistas, enfim, todo um elenco que, ao lado dos nomes mais consagrados da alta cultura, estabelece elos e vínculos inseparáveis.

Acredito, portanto, que a grande lição deixada por Paulo Lins, neste romance, equivale àquela máxima de que, em outro “Literatices…”, tive a oportunidade de apontar, afinal, entre a música erudita e a música popular não existem fronteiras, existem, sim, diferenças bem nítidas entre arte de péssima e de boa qualidade estética.

O romance Desde que o samba é samba deixa isso evidente de maneira muito clara.

Mas, celebrar a diferença é isto: reconhecer no outro a parcela de pertença com a qual consegue dialogar, sem esquecer a bagagem que o artista carrega. De modo especular, parece ser este também o signo das personagens principais. Valdirene faz amor sucessivamente com dois homens diferentes. No momento do parto, dá luz a um casal de gêmeos. Mas, a partir da idéia defendida pelo seu criador, a sua criatura não obedece às leis naturais, como era de se esperar. Daí, concebe duas crianças bem diferentes, mas ambas partilhando o mesmo útero materno: uma branca, a outra negra. Lição sedutora a do autor deste romance que aponta a possibilidade de irmandade das diferenças, de convívio pacífico entre crenças e ritmos diversos, de amor e afirmação do partilhar as divergências.

Se no final da trama, as escolas organizam-se, as agremiações reúnem-se, também no drama humano, as diferenças não se apagam, mas estabelecem os seus pactos de convívio, respeito e solidariedade. Por isso, se é possível dizer que existe um lastro autobiográfico no projeto de escrita de Paulo Lins, Desde que o samba é samba parece apontar para uma afirmação categórica, bem ao gosto do autor:

Eu sou o samba
A voz do morro sou eu mesmo sim senhor
Quero mostrar ao mundo que tenho valor
Eu sou o rei do terreiro
Eu sou o samba
Sou natural daqui do Rio de Janeiro
Sou eu quem levo a alegria
Para milhões de corações brasileiros
Salve o samba, queremos samba
Quem está pedindo é a voz do povo de um país
Salve o samba, queremos samba.

Pré-Balada Literária com Paulo Lins

Pré-Balada Literária com Paulo Lins

Nada mais significativo para autorrepresentar o autor. Natural do Rio de Janeiro, Paulo Lins parece se comprazer numa espécie de representação e revigoração de uma geografia afetiva da cidade. Estácio, Mangueira e o Morro de São Carlos formam a sua paisagem cultural, fonte de inspiração que o coloca como herdeiro de toda uma geração de ouro do samba brasileiro. De Pixinguinha a Francisco Alves, de Almirante aos Demonios da Garoa, de Cartola a Cacique de Ramos, o que importa ao autor é a afirmação do samba como a marca inconteste da cultura brasileira.

Na esteira de um João do Rio, por exemplo, pode-se dizer que, em Desde que o samba é samba, Paulo Lins oferece generosamente ao seu leitor a sedução encantadora das ruas e das vielas dos morros do Rio de Janeiro dos anos de 1920, além dos versos dos seus sambistas. Interessante observar a maneira singular com que trata todo este acervo áudiovisual como uma grande herança cultural imaterial, que os jovens leitores do século XXI desconhecem. No lugar de um Cartola marcado pelos óculos escuros e por uma cabeleira grisalha, por exemplo, Paulo Lins oferece o músico da Mangueira no frescor da idade, no auge da virtuosidade criadora, no apogeu de sua poeticidade musical.

Não querendo roubar o prazer da leitura, vale a pena, portanto, conferir este romance de Paulo Lins. Recentemente, graças à parceria com o escritor Marcelino Freire e os coordenadores do Livre Opinião (Jorge Filholini “Filhote” e Vinicius Ribeiro “Fulgore”, como são carinhosamente chamados e conhecidos), o público no Auditório do CECH (UFSCar) teve a oportunidade de conferir tudo isto (e algo mais) ao vivo e a cores.

Há um ditado muito corrente entre alguns estudiosos da literatura (e lembro-me, aqui,  de uma grande amiga minha, leitora do Eça) que diz “Escritor bom para se trabalhar é escritor morto”. Em alguns casos, pode-se até dizer que sim, mas, na última sexta-feira, dia 02 de outubro, tivemos a oportunidade de constatar que até mesmo a sabedoria popular entre acadêmicos é absolutamente relativa! E ainda bem! Oportunidades como esta são poucas e, por isso, precisam ser celebradas.

Confesso que nunca fui muito de ficar levantando bandeiras de bairrismos patrióticos, mas, naquela mesa redonda, ao lado de Paulo Lins, conterrâneo e vizinho meu, tive mesmo orgulho do refrão do samba que ele tantas vezes fez questão de frisar: “Eu sou o samba / Sou natural daqui do Rio de Janeiro / Sou eu quem levo a alegria / Para milhões de corações brasileiros”. Afinal, como bem ensina Dona Maria Padilha das Sete Rosas Vermelhas, personagem de Paulo Lins, em Desde que o samba é samba: “A arte é a maior alegria do humano, é a coisa que vocês fazem que une todo o mundo. Vocês falam direto com o que é de mais humano. A arte inventa este mundo, mostra outros, adivinha o futuro, descobre o passado…” (p. 236).

Paulo Lins e Jorge Valentim em bate-papo na UFSCar

Paulo Lins e Jorge Valentim em bate-papo na UFSCar

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Referências Bibliográficas:

CAMARGO, André. “Recensão a Desde que o samba é samba, de Paulo Lins”. Disponível em http://noaquieagora.weebly.com/desde-que-o-samba-eacute-samba.html

LINS, Paulo. Desde que o samba é samba. São Paulo: Planeta, 2012.

__________. “Entrevista a Livre opinião – Idéias em debate”. Disponível em https://livreopiniao.com/2014/04/26/paulo-lins-o-samba-e-a-umbanda-foram-as-manifestacoes-que-dignificaram-o-negro-no-brasil/

 

 

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