Coletivo Pi percorre as ruas do baixo xentro com espetáculo itinerante

O Coletivo PI, famoso por realizar intervenções efêmeras na cidade e performances impactantes, reestréia seu espetáculo “O retrato mais que óbvio daquilo que não vemos”, que volta repleto de novidades! Com um espetáculo itinerante que tem como ponto de partida a SP Escola de Teatro, o grupo percorre as ruas do Baixo Centro, com cenas e intervenções que dialogam com o espaço e demonstram figuras marcantes do centro da cidade.

“O RETRATO MAIS QUE ÓBVIO DAQUILO QUE NÃO VEMOS” DE VOLTA ÀS RUAS

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A partir do dia 07 de novembro, os moradores do Baixo Centro da cidade de São Paulo, vão se deparar com uma movimentação muito diferente pelas ruas da região! Nesse dia, o Coletivo Pi, famoso por realizar intervenções e performances impactantes na cidade, reestreia seu espetáculo “O Retrato Mais Que Óbvio Daquilo Que Não Vemos”, um espetáculo itinerante, que começa na SP Escola de Teatro e percorre as ruas do entorno, propondo importantes reflexões sobre a cidade.

Em 2014, com esse mesmo espetáculo, o Coletivo PI ocupou a Casa das Caldeiras, zona oeste de São Paulo, e com uma temporada de muito sucesso, movimentou a região com uma intensa pesquisa e uma série de apresentações, percorrendo as ruas do bairro. Agora, contemplado pelo Prêmio Funarte Artes Cênicas na Rua (Circo, Dança e Teatro) 2014, da Funarte (Fundação Nacional das Artes) ligada ao Ministério da Cultura, o Coletivo se muda para a região do Baixo Centro de São Paulo para falar sobre os desafios e conflitos deste novo local.

O grupo inicia uma temporada com doze apresentações, partindo sempre da sede da SP Escola de Teatro, localizada na Rua Marquês de Itu, onde atualmente faz residência, e percorre diversas ruas do entorno, com cenas e intervenções que dialogam com o espaço e demonstram figuras marcantes do centro da cidade.

A montagem tem como base propositora a especulação imobiliária e o conceito de espetacularização da cidade. O espetáculo começa com o público sendo recepcionado por corretores de imóveis, que tratam a todos como compradores em potencial e os levam para um tour pela região, apresentando um novo conceito em moradia: O Complexo New Wave, um empreendimento único da cultura “sharing”, que revitalizará a região do centro, propondo uma nova forma de moradia e comportamento.

O roteiro trata da vida agitada das grandes metrópoles e tem como fio-condutor uma mulher comum, a personagem Norma, e um empreendimento imobiliário como mote principal. O projeto brinca com realidade e ficção, tornando o público ora observador distante, ora personagem da trama, e evidencia acontecimentos banais, na aparente normalidade da vida cotidiana. O público se torna jogador/feitor de uma história que se faz, a cada dia, única.

A encenação tem inspirações teóricas de Michel Foucault e Zygmunt Bauman e propõe ao público uma imersão na arquitetura da região e no próprio organismo urbano, do qual somos partes.

“O espetáculo ganha novas cenas, intervenções e características com a pesquisa no Baixo Centro. O roteiro e as imagens criadas, foram pensados para este universo, que é marcado pelo processo de embelezamento dos novos empreendimentos e exclusão dos antigos moradores, ignorando a presença da prostituição e moradores de rua. O centro é um híbrido de ritmos, moradores, comércios e funções. O nosso roteiro dialoga com suas peculiaridades e questiona o que queremos para nossa cidade. Nessa temporada, nosso projeto foi enriquecido com presenças importantes como a do Coletivo Bijari e suas criações conosco para instalações; Pedro Vale, artista plástico, tecendo novas imagens das figuras que perambulam durante o trajeto e Renato Navarro, realizando a trilha sonora. Estamos ansiosos para compartilhar com o público o trabalho, ocupando as ruas e dialogando com a arquitetura e os moradores desta região”, diz Pâmella Cruz, diretora do espetáculo e do Coletivo PI.

Para esta temporada o Coletivo PI amplia sua pesquisa por meio da parceria com o Coletivo Bijari, um núcleo de São Paulo, que trabalha há mais 18 anos com arquitetura e intervenção urbana, compondo a proposta de iluminação e projeções durante o trajeto.

PIPI – PROVÁVEIS INQUIETAÇÕES SOBRE PERFORMANCE E INTERVENÇÃO
Além da temporada, o Coletivo PI fará a terceira edição do PIPI – Prováveis Inquietações sobre Performance e Intervenção, um encontro para reunir pesquisadores e coletivos que ocupam a cidade com intervenções e pensam novos significados para a cidade. O PIPI será realizado dia 17 de novembro (terça-feira), às 19h na SP Escola de Teatro da Praça Roosevelt e é aberto ao público.

COLETIVO PI – PERFORMANCE E INTERVENÇÃO

O Coletivo Pi criado em 2009, pelas atrizes e diretoras Pâmella Cruz e Priscilla Toscano, é um núcleo de performance e intervenções urbanas que realiza intervenções e ações híbridas, trabalhando nas fronteiras das linguagens: teatro, vídeo, instalações plásticas, dança, entre outras. O núcleo é formado também por Natalia Vianna, Chai Rodrigues, Mari Sanhudo e Jean Carlo Cunha.
A pesquisa do grupo tem como base o diálogo entre o artista e o espaço na construção de formas poéticas que representem e transformem um espaço (físico ou imaginário), resgatando memórias, discutindo suas funções e propondo novas percepções nas relações entre o sujeito e a cidade. E um dos objetivos do coletivo, é pensar e realizar intervenções e performances sob a ótica do gênero feminino, reafirmando a rua e locais utilizados cotidianamente como espaços da experiência, memória e afetividade.

Em 2013, o Coletivo PI recebeu o Prêmio FUNARTE – Mulheres nas Artes Visuais, com a performance urbana “Entre Saltos”, chegando a reunir cerca de 150 pessoas atuando em cada uma de suas ações, passando por cidades como São Paulo, Campinas/SP, Porto Alegre/RS e Salvador/BA.

Fruto deste trabalho é o documentário “Entre Saltos”, que apresenta um panorama geral das quatro ações, realizadas. Entre os entrevistados estão a representante da Associação das Mulheres Guerreiras de Campinas, Denise Martins, que defende a proposta de regulamentação da prostituição; e a artista plástica mexicana Ana Tereza Fernández, que foi uma das convidadas especiais do projeto.
Já em 2014, com grande sucesso de público, realizou temporada do seu espetáculo inspirado em pensadores como Michel Foucault e Zygmunt Bauman, chamado “O retrato mais que óbvio daquilo que não vemos”, resultado de sua ocupação artística na Casa das Caldeiras.
Em 2015, realizou a performance Contornos, no Sesc Ipiranga e Universidade Presbiteriana Mackenzie, questionando o corpo feminino na sociedade e suas marcas, criando uma tela pintada com seus corpos. Em parceria com o SESC-SP, realizou temporada da intervenção “Na Faixa”, propondo uma reflexão sobre as relações com a terceira idade na sociedade contemporânea. Viajou por diversas cidades de São Paulo, realizando intervenções efêmeras, promovendo encontros de gerações, na faixa de pedestres, surpreendendo motoristas e passantes.
Também em 2015, realizou uma série de Saraus Culturais sobre “Literatura Feminina Contemporânea”, no espaço histórico Casa das Rosas, em São Paulo. Com o Sarau do Pi, o grupo realizou edições com lotação máxima da casa, intercalando temas como poesia e crônica, literatura erótica, literatura de periferia e dramaturgia feminina.

Em Julho, o Coletivo Pi se apresentou pela primeira vez no Rio de Janeiro. Com sua intervenção “Entre Saltos” fez uma passagem histórica e emblemática pelas cidades de Teresópolis e Nova Friburgo, durante o Festival de Inverno do Sesc Rio, ocupando as ruas para discutir o gênero feminino. Logo em seguida, a convite da Funarte, o Coletivo Pi voltou ao Rio de Janeiro, para apresentar pela primeira vez a sua performance Contornos, no pátio do Museu Nacional de Belas Artes. A performance integrou a programação da Maratona Cultural Cidade Olímpica, que celebrou o marco de um ano para o início dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Agora, de volta a São Paulo, o Coletivo Pi se prepara para mais uma vez ocupar as ruas da cidade, unindo diversas linguagens artísticas e demonstrando ao público, que a rua é lugar de encontro!

SERVIÇO
Temporada: 07/11 a 12/12 – Sábados e Domingos.
Horários: 20h (Sábados) e 19h (domingos)
Chegar com vinte minutos de antecedência para retirada dos ingressos
Onde: SP Escola de Teatro – Rua Marquês de Itu, nº273, Vila Buarque, São Paulo – SP, CEP 01223-001.
Espetáculo Itinerante: Favor comparecer com roupas leves, bolsas e mochilas pequenas. Haverá chapelaria para o público guardar pertences.
Público- Alvo: Pessoas acima de dezoito anos.
Quantidade por apresentação: 40 pessoas

FICHA TÉCNICA
Produção: Coletivo PI
Concepção Original: Natalia Vianna, Pâmella Cruz, Priscilla Toscano
Criação: Coletivo PI
Dramaturgia: Coletivo PI
Direção: Pâmella Cruz
Assistência de Direção: Natalia Vianna
Iluminação: Coletivo Bijari
Trilha Sonora: Renato Navarro
Figurino e Adereços: Emanuela Araújo e Pedro Vale
Preparação Corporal: Júlio Razec
Elenco: Chai Rodrigues; Emanuela Araújo; Fernanda Pérez; Júlio Razec; Marcelo Prudente; Mari Sanhudo; Matheus Félix; Natalia Vianna; Pâmella Cruz; Thiago Camacho.
Direção de Produção: Chai Rodrigues
Assistentes de Produção: Jean Carlo Cunha e Mari Sanhudo
Assessoria de Comunicação: Chai Rodrigues
Contrarregragem: Eduardo Garcia, Darah Menezes e Lucas S. do Couto
Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini

Assessoria de imprensa: Luciana Gandelini – Cel: (11) 99568-8773 – lucigandelini@gmail.com

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