19ª Jornada de Letras da UFSCar começa nesta segunda-feira, veja a programação

teste1Começa nesta segunda-feira, 16 de novembro, a 19ª Jornada de Letras da UFSCar. A programação é variada e traz apresentações artísticas, intervenções, palestras e minicursos. Nomes como Almeida Faria e Isadora Krieger estão entre os convidados.

O evento acontece no campus São Carlos da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), do dia 16 ao 18, e tem entrada gratuita – algumas atividades necessitam de inscrição prévia pelo site da Jornada. Confira abaixo o resumo da programação e participe!

16/11 – Segunda Feira

12211225_638679609568610_476060678_o14h: Apresentação Artística “Tribal Fusion”, de Bárbara Bhadra.

Bárbara apresenta a coreografia “Raízes Pulsantes”, fruto do contato da bailarina com uma das vertentes do Tribal Fusion, o Tribal Brasileiro. Tal vertente funde o Tribal Fusion com danças brasileiras, como o Maracatu, o Carimbó e o Coco e ritmos e danças africanas, como o Afoxé. A coreografia é a experimentação de um novo estilo pela bailarina, devido ao seu encanto pelo Tribal Brasileiro.

12188877_10153235842117081_1679871228_n14h-15h40: Palestra “Paralelos entre a criação e a individuação”, com Isadora Krieger.

A autora Isadora Krieger propõe um bate-papo a partir do processo de criação do seu romance e da leitura de livros de outros autores, nos quais há questões que transcendem o cotidiano, investigações que vão além do eu subjetivo, que se aproximam do que o psicanalista Carl G. Jung chamou de “si-mesmo”, o símbolo da totalidade do ser humano.

servletrecuperafoto16h-18h: Palestra “Orfeu: Mago, Sacerdote e Poeta”, com o Prof. Dr. Fábio Gerônimo Mota Diniz (UNESP/ FCLAr).

O herói Orfeu tem sido concebido não apenas como personagem mitológico, presente na literatura clássica e posterior, mas um símbolo que representa a própria poesia e sobretudo a persona poética. Ele aparece como referencial para diversos artistas, das artes plásticas à música, e fundamental principalmente à literatura. Em língua portuguesa, de Jorge de Lima e seu Invenção de Orfeu a Vinícius de Moraes e seu Orfeu da Conceição, é possível enumerar diversos poetas que, até a modernidade, buscam o mito órfico como a referência da semente poética primeira: a do mago.

18h-19h: Sessão de pôsteres;

18h45: Intervenção “Silenciário”.

Atores: Gustavo Primo, João Gabriel Bruscato Mistura, Raquel Silveira, Simone Pereira, Vitor Pereira
Local: Anfiteatro Bento Prado Jr.

Um tesouro, se evocado com consentimento. Uma doença, se a nós imposto. Ao longo da vida, colecionamos vários tipos de silêncio. Nesta intervenção de abertura da 19a Jornada de Letras, várias almas silenciosas receberão os participantes, fazendo tocar uma lira no interior de cada um, dando voz aos inúmeros silêncios que nos habitam.

timthumb19h-22h40: Abertura oficial com a palestra “Os dilemas da tradução da prosa literária”, do Prof. Dr. Caetano Galindo (UFPR).

Via de regra as discussões sobre tradução acabam tendendo a uma visada excessivamente teórica. Quando, nelas, aborda-se mais diretamente a prática, essa abordagem tende a enfocar a poesia. Claro que essas duas tendências só são “problemáticas” se nós calharmos de preferir uma abordagem mais prática da tradução de prosa literária. Como, no entanto, é exatamente isso que pretendo abordar nesta fala, será bem esse o nosso viés.

17/11 – Terça-feira

André Correia de Sá10h-12h: Minicurso “António Lobo Antunes e o mal-estar do mundo: observar, prever, intervir”, com o Prof. Dr. André Damasceno (UFSCar/ São Carlos).

Nesta comunicação, que se desenvolve na interface entre Literatura e Medicina, analisaremos o universo depressivo das narrativas de António Lobo Antunes e a ação catártica do seu discurso, defendendo que a polifonia antuniana tem pontos de contato irrecusáveis com a psicoterapia analítica de grupo. A partir desta perspetiva, é nosso objetivo propor uma reavaliação da atmosfera de disforia e pessimismo em função da qual geralmente se carateriza a obra do escritor.

timthumb14h-18h: Workshop “Tradução da prosa contemporânea de língua inglesa”, com o Prof. Dr. Caetano Galindo (UFPR).

Nesta oficina vamos analisar um trecho de um romance inédito de um romancista inglês. Esse capítulo foi apresentado pelo autor para uma oficina internacional de tradução em Paraty, em 2014. De lá para cá, com autorização dele, venho usando o mesmo trecho como material para disciplinas de prática de tradução. Tanto em Paraty quanto na UFPR, a ideia vem sendo a de uma leitura conjunta do texto (o que possibilita, no caso da UFPR, a integração inclusive de alunos cuja segunda língua não é o inglês) e, igualmente, a elaboração de uma tradução conjunta, de consenso.

18h-19h: Sessão de pôsteres;

como-funciona-a-fala-maisbyte19h-20h40: Minicurso “O papel da pronúncia nas aulas de espanhol como língua”, com a Prof. Me. Cristiane Silva (UNESP/FLCAr).

A pronúncia é uma das habilidades que todo estudante precisa dominar quando está em processo de aprendizagem de uma língua estrangeira. Por essa razão, o ensino da pronúncia deveria, necessariamente, fazer parte de qualquer grade curricular de ensino de língua estrangeira e, além disso, deveria ser incorporado às atividades em sala de aula.

12218909_908652292522851_497587503_o21h-22h40: Palestra “Falantes (des)viados: linguística queer e mudança social”, com o Prof. Dr. Rodrigo Borba (UFRJ).

Esta conferência visa aventar a possibilidade de uma linguística queer. À primeira vista, este sintagma pode parecer um paradoxo. Afinal, como a linguística, disciplina tida como a “mãe” do estruturalismo, se relaciona com a “filha” mais rebelde do pós-estruturalismo? Desde a década de 1990, estudioses da linguagem no contexto anglo-saxão têm se debruçado sobre a questão de como a linguística pode trazer ganhos para as inquietações queer e, centralmente, sobre como o escracho queer pode trazer ganhos para a linguística.

18/11 – Quarta-feira

12218909_908652292522851_497587503_o10h-12h: Minicurso “Linguística queer na sala de aula: alternativas para (des)aprender pelas diferenças”, com o Prof. Dr. Rodrigo Borba (UFRJ).

O estudo crítico de como discursos macrossociológicos sobre sujeitos abjetos (Butler, 1993) – aqueles/as que em seus corpos e subjetividades não vinculam linearmente sexo, gênero, desejo, e práticas sexuais – se materializam nos mais variados níveis linguísticos (como a morfologia e a sintaxe, por exemplo) nos fornece um poderoso aparato para que, em nossas salas de aula, possamos fomentar práticas de (des)aprendizado pelas diferenças.

wilton marques14h-15h40: Palestra “A pesquisa em literatura: percursos e percalços (inéditos de Machado de Assis e José de Alencar)”, com o Prof. Dr. Wilton Marques (UFSCar/São Carlos).

Discussão sobre o processo de pesquisa em literatura, sobretudo a partir das recentes descobertas de textos inéditos de Machado de Assis e de José de Alencar.

12032978_1642884595994297_4509938007448081857_n16h-18h: Minicurso “Silêncio e palavra na poesia brasileira contemporânea”, com a Prof. Dra. Diana Junkes (UFSCar/São Carlos).

O objetivo desde mini-curso é oferecer aos participantes, por meio da leitura de poemas brasileiros contemporâneos, alguns parâmetros para a reflexão acerca da importância do silêncio na poesia recente, tanto no que diz respeito ao seu ingresso nos textos como procedimento estético,  quanto em termos daquilo que se tematiza em torno do dito e não-dito, do interdito e do impossível de dizer. Serão lidos poemas de Orides Fontela, Paulo Henriques Britto, Marcos Siscar e Hilda Hilst.

12182332_1090221197663259_1751138121_n19h: Apresentação teatral “Mineirinho”, de João Gabriel Bruscato Mistura.

A força narrativa de Clarice Lispector nos conduz a inúmeros questionamentos sociais, políticos e sobre nossas capacidades de sanidade e de loucura. Esta cena pretende apresentar um recorte de toda a profundidade de tal crônica, mergulhando no intervalo em que o corpo de Mineirinho permanecera inerte e oculto, jogado numa rodovia, após o homem ser brutalmente assassinado; buscando revelações subjetivas – possivelmente inalcançáveis – sobre o que de violento compõe o humano.

almeida faria19h-22h40: Palestra de encerramento “A paixão”, com o escritor Almeida Faria.

Autor da Tetralogia Lusitânia (A paixão, 1965; Cortes, 1978; Lusitânia, 1980; Cavaleiro Andante, 1983), Almeida Faria falará sobre aspectos no seu processo de criação literária, os temas mais centrais de suas obras, a sua relação com o público leitor, bem como com a crítica. Centro da polêmica entre Vergílio Ferreira e Alexandre Pinheiro Torres, quando da publicação do seu primeiro romance (Rumor branco, 1962), o escritor irá abordar a sua trajetória como ficcionista, dramaturgo e ensaísta ao longo da segunda metade do século XX. A experiência de criação nos anos da ditadura salazarista, a euforia vivida nos anos sucedâneos à Revolução dos Cravos, em 1974, e as expectativas em relação a situação atual do país. Sempre com o foco centrado na sua obra, esta mesa tem como objetivo destacar a paixão do escritor pela criação literária ao longo de sua trajetória artística.


Para a programação completa, acesse o site da Jornada de Letras.

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