8º Encontro Internacional Conexões Itaú Cultural promove debate entre autores e pesquisadores estrangeiros e brasileiros

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Nos dias 19 e 20 de novembro (quinta-feira e sexta-feira), nos dois dias a partir das 15h, o 8º Encontro Internacional Conexões Itaú Cultural – O olhar do outro: a recepção da literatura brasileira reúne autores contemporâneos com pesquisadores, estudiosos e tradutores brasileiros e estrangeiros de suas obras, na Sala Vermelha do Itaú Cultural. Estão na pauta os desafios enfrentados para a recepção, pesquisa e ensino da literatura brasileira no exterior. Por outro lado, entra no debate o grande alcance que tem se detectado na cena literária contemporânea na última década, quando escritores do Brasil vêm conquistando espaço e leitores internacionais.

Milton Hatoum, Ana Paula Maia, Ricardo Lísias e Daniel Galera são os autores convidados para discutirem as formas de vencer a barreira do idioma, como superar expectativas limitadas que exigem a produção de textos formatados para exportação e, ainda, como driblar a marca do exotismo. Nos debates, cada escritor é colocado em diálogo com dois profissionais que estudam ou traduzem a sua obra.

Hatoum debate com a pesquisadora mexicana Consuelo Rodríguez Muñoz, e com o professor de literatura comparada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) João Cezar de Castro Rocha. Lísias dialoga com Petra Bös, que atualmente verte para o alemão o seu livro Divórcio, e Karl Erik Schøllhamer, professor da UFRJ que discute sua obra em Cena do crime: violência e realismo no Brasil contemporâneo (2013). Com Galera conversam José Luiz Passos, professor de literatura brasileira na Universidade da Califórnia em Los Angeles, e a tradutora Alison Entrekin, mestre em criação literária pela Universidade de Curtin, na Austrália. Ana Paula se reúne com a pesquisadora de literatura brasileira da UFRJ Anélia Montechiari Pietrani e o argentino Gonzalo Aguilar, também tradutor e professor de literatura brasileira e portuguesa na Universidade de Buenos Aires.

As mesas

O 8º Encontro Internacional Conexões, abre às 15h da quinta-feira, 19, com Milton Hatoum ao lado da mexicana Consuelo Rodríguez Muñoz e do brasileiro João Cezar de Castro Rocha, que também é consultor do Conexões, como o jornalista e antropólogo Felipe Lindoso, que faz a medição. Amplamente premiado com Relato de um certo Oriente (Jabuti 1990), Dois irmãos (Jabuti 2001) e Cinzas do Norte (Jabuti, APCA, Portugal Telecom e Bravo!), os romances do autor amazonense residente em São Paulo, têm recebido adaptações para cinema, televisão, quadrinhos e teatro, bem como traduções no exterior. Consuelo é professora e pesquisadora da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), além de tradutora. Pesquisa literatura brasileira contemporânea, em especial a obra de Raduan Nassar e a do autor com quem se reúne nesta mesa.

A mesa das 17h15, a seguir, reúne Ana Paula Maia com a professora e pesquisadora de literatura brasileira da UFRJ Anélia Montechiari Pietrani e o argentino Gonzalo Aguilar. A mediação é da produtora cultural e pesquisadora do Conexões, Fernanda Guimarães. A autora brasileira escreveu, entre outros, De gados e homens (2013), A guerra dos bastardos (2007) e O habitante das falhas subterrâneas (2003). Seus livros foram traduzidos na Sérvia e, em 2013, ano em que o Brasil foi o país homenageado na feira de Frankfurt, Alemanha e França. Tem contos publicados em antologias no Brasil e no exterior e participou de coletâneas em Portugal, México, Argentina, Itália, Peru. O argentino é tradutor e professor de literatura brasileira e portuguesa na Universidade de Buenos Aires e passou para o espanhol Ubirajara, de José de Alencar, e, junto a Florencia Garramuño, Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

A terceira e última mesa do dia promove uma conversa entre Ricardo Lísias e os tradutores Petra Bös, da Alemanha, e o dinamarquês Karl Erik Schøllhamer. A mediação é da professora de literatura brasileira e editora Rita Palmeira, também pesquisadora do Conexões. Selecionado para a edição especial da revista Granta com os 20 melhores jovens escritores brasileiros, aos poucos, o trabalho o escritor vem ganhando importância no exterior, sendo traduzido para a Argentina, Itália e Espanha.

Lísias é autor de O livro dos mandarins (2009), O céu dos suicidas (2012 Prêmio APCA), Divórcio (2013) e da série de ebooks Delegado Tobias, entre outros. Petra, autora de Brasilianische Literatur in deutscher Sprache (2013) é responsável por verter para o alemão, entre outros, Fetiche, de Carina Luft, e atualmente, traduz para o alemão Divórcio, romance do autor com quem dialoga nesta mesa. Schøllhammer é professor do departamento de Letras da PUC-Rio, tradutor e doutor em semiótica e literatura latino-americana pela Aarhus Universitet, da Dinamarca. É autor de Ficção brasileira contemporânea (2010) e organizador, junto a Heidrun Krieger Olinto, de Cenários contemporâneos da escrita (2014). Em Cena do crime: violência e realismo no Brasil contemporâneo discute a obra de Lísias.

Na sexta-feira, 20, às 15h, o Encontro Internacional Conexões abre com Daniel Galera, José Luiz Passos e a australiana Alison Entrekin. A mediação é de João Cezar de Castro Rocha. O escritor e também tradutor, é autor, entre outros livros, de Mãos de cavalo (2006), Cordilheira (2008), Barba ensopada de sangue (prêmio São Paulo de Literatura 2013) e do álbum em quadrinhos Cachalote (2010), com o desenhista Rafael Coutinho. Seus livros foram publicados em países como Inglaterra e Estados Unidos.

Radicada no Brasil há 19 anos, Alison é tradutora literária, mestre em criação literária pela Universidade de Curtin, na Austrália, formada em tradução na Associação Alumni, em São Paulo, e no Instituto Britânico de Lingüistas, em Londres. Traduziu diversas obras brasileiras de ficção e não ficção para o inglês, entre os quais Budapeste e Leite derramado, do Chico Buarque e Barba ensopada de sangue, do próprio Daniel Galera. Passos é professor titular de literatura brasileira na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde também foi o diretor inaugural do Centro de Estudos Brasileiros.

O encontro fecha com Conexões – O Olhar do outro, Felipe Lindoso, João Cezar de Castro Rocha, e o jornalista e gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural, Claudiney Ferreira. Além de debater o tema que permeia o encontro, é lançada nesta mesa a sétima edição da Machado de Assis Magazine – coedição da Fundação Biblioteca Nacional e do Itaú Cultural.

Conexões Itaú Cultural

Criado em 2007, contempla um mapeamento inédito da presença da literatura brasileira no mundo, seja na mídia, na pesquisa universitária ou no mercado editorial, além de realizar encontros de pesquisadores que trabalham com literatura brasileira no Brasil e no exterior e produzir textos reflexivos sobre as condições da literatura brasileira no exterior.

O projeto surgiu a partir da constatação de que, desde a Feira de Frankfurt, Alemanha, em 1994, e a Feira de Guadalajara, México, em 2001, há um aumento no interesse na literatura brasileira. Uma de suas metas é analisar a visão que o pesquisador estrangeiro tem da nossa literatura, das tendências de pesquisa e dos novos nomes brasileiros que começam a firmar seu espaço na literatura internacional. Desse trabalho, resultam produtos como documentários, textos analíticos e um inédito banco de dados, disponível online.

Os objetivos gerais do Conexões Itaú Cultural são mapear e identificar o perfil de institutos e centros de pesquisa estrangeiros de estudos de literatura e cultura brasileiras, seus pesquisadores, professores, estudantes, tradutores, editores, catalogação das obras publicadas no exterior que reflitam sobre algum aspecto da literatura brasileira, entre outros. A médio e a longo prazo, esse mapeamento vai gerar um conjunto de informações que trará uma percepção mais acurada da presença da literatura brasileira mundo afora. Além disso, o mapeamento deve colaborar para que escritores, gestores públicos, editores e produtores culturais identifiquem políticas culturais, tendências de interesse, canais de divulgação, etc., para o conhecimento, entendimento e fortalecimento da literatura e, por consequência, da cultura brasileira e do país.

O mapeamento vem gerando informações. Parte delas disponibilizadas online no Banco de Dados Online do programa.  Outra ação do Conexões Itaú Cultural é a criação de uma memória da presença da literatura brasileira no exterior e dos trabalhos dos pesquisadores, seja em texto ou em vídeo. Também são produzidos vídeos com depoimentos dos mapeados, disponibilizados no canal do instituto no Youtube, e um blog com notícias e informações sobre os mapeados e a presença da literatura brasileira no exterior – http://www.conexoesitaucultural.org.br .

O Conexões Itaú Cultural tem, como consultores, o professor e ensaísta João Cezar de Castro Rocha, e o jornalista e antropólogo Felipe Lindoso. Rita Palmeira, professora de literatura brasileira e editora, e a produtora cultural Fernanda Guimarães são as pesquisadoras do mapeamento.

Mais sobre os participantes

Alison Entrekin

(Austrália)

Tradutora literária australiana, radicada no Brasil há 19 anos. É mestre em criação literária pela Universidade de Curtin, na Austrália, e se formou em tradução na Associação Alumni, em São Paulo, e no Instituto Britânico de Lingüistas, em Londres. Traduziu diversas obras brasileiras de ficção e não ficção para o inglês, entre os quais Budapeste e Leite derramado, de Chico Buarque; Cidade de Deus, de Paulo Lins; O filho eterno, de Cristovão Tezza; Perto do Coração Selvagem, de Clarice Lispector; Estação Carandiru, de Drauzio Varella; Azul-corvo, da Adriana Lisboa; Barba ensopada de sangue, de Daniel Galera, A chave de casa, de Tatiana Salem Levy, Felpo Filva, de Eva Furnari, e Dias perfeitos, de Raphael Montes.

O jornal The Independent considerou a sua tradução de Budapeste um dos 10 melhores livros publicados no Reino Unido em 2004. A obra foi finalista no prêmio de ficção estrangeira do mesmo jornal naquele ano. O filho eterno foi finalista no prêmio IMPAC Dublin de Literatura de 2012, e Perto do Coração Selvagem foi finalista no prêmio PEN America de Tradução de 2013. Alison foi três vezes finalista no prêmio de tradução do premiê da Nova Gales do Sul e da Medalha PEN Austrália, pelo conjunto da obra. Escreve uma coluna mensal sobre tradução na revista Pessoa: http://www.revistapessoa.com/2014/08/sintaxes-sinapses-e-conversa-de-bar/

Ana Paula Maia

(Rio de Janeiro)

Escritora, é autora de De gados e homens (2013), A guerra dos bastardos (2007) e O habitante das falhas subterrâneas (2003), entre outros. Seus livros foram traduzidos na Sérvia, na Alemanha e na França. Tem contos publicados em antologias no Brasil e no exterior.

Anélia Montechiari Pietrani

(Rio de Janeiro)

Professora de Literatura Brasileira da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (NIELM) e do projeto de extensão 100 Anos sem Euclides UFRJ/UERJ. Integrante do Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea da UFRJ. Autora dos livros O enigma mulher no universo masculino machadiano (Niterói: EdUFF, 2000) e Experiência do limite: Ana Cristina Cesar e Sylvia Plath entre escritos e vividos (Niterói: EdUFF, 2009). Organizadora de Euclides da Cunha: presente e plural (Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010) e coorganizadora deEuclides, mestre-escola (Rio de Janeiro: EdUERJ, 2015), além de autora de diversos ensaios sobre literatura brasileira publicados em livros e periódicos. É, também, autora de artigos sobre a obra de Ana Paula Maia e organizadora, junto a Lucia Helena, de Literatura e poder (2006).

Claudiney Ferreira

(São Paulo)

Jornalista, radialista, produtor e gestor cultural, é gerente do Núcleo de Audiovisual e Literatura do Itaú Cultural.

Consuelo Rodríguez

Muñoz  (México)

Mestre em estudos latino-americanos, doutora em literatura brasileira e tradutora. Professora e pesquisadora de literatura latino-americana e brasileira na Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM). Faz parte da equipe de Latinoamérica. Revista de estudios latinoamericanos do Centro de Investigaciones sobre América Latina y el Caribe (UNAM). Pesquisa literatura brasileira contemporânea, em especial a obra de Raduan Nassar e Milton Hatoum.

Daniel Galera

(Porto Alegre)

Escritor e tradutor, vive em Porto Alegre. Na virada do milênio, participou do cultuado “mail-zine” Cardosonline e da editora Livros do Mal, onde publicou os primeiros livros. É autor, entre outros, de Barba ensopada de sangue (2012, prêmio São Paulo de Literatura 2013) e Mãos de Cavalo (2006) traduzidos para vários idiomas e de Cordilheira (2008), além do álbum em quadrinhos Cachalote (2010), com o desenhista Rafael Coutinho. Traduziu para o português autores como John Cheever, Zadie Smith e David Mitchell.

Felipe Lindoso

(São Paulo)

Antropólogo, jornalista e editor. Foi consultor do Cerlalc (Centro Regional de Fomento ao Livro na América Latina e no Caribe) e atualmente se dedica ao desenvolvimento de projetos culturais, especialmente na área de literatura. É autor do livro O Brasil pode ser um país de leitores? e consultor do Conexões Itaú Cultural. Mantém ainda o blog http://www.oxisdoproblema.com.br, no qual comenta a atualidade do mercado editorial.

Fernanda Guimarães

(Rio de Janeiro)

Produtora cultural com experiência na área de comunicação, ênfase em jornalismo e cinema, tendo participado da produção de documentários e do projeto de restauração digital da obra de Joaquim Pedro de Andrade (2003-2006). Foi coordenadora de projetos na Cinemateca Brasileira e atualmente é coordenadora de comunicação da área cultural do Instituto Butantan. É pesquisadora do programa Conexões Itau Cultural desde 2014.

Gonzalo Aguilar

(Argentina)

Tradutor e professor de literatura brasileira e portuguesa na Universidade de Buenos Aires e pesquisador no Conselho Nacional de Investigações Científicas (CONICET). Coordena o mestrado em Literaturas de América Latina da Universidade Nacional de San Martín e é professor visitante na Stanford University, em Harvard University, e na Universidade de São Paulo. En 2005 recebeu a bolsa Guggenheim. Publicou numerosos ensaios en volumes coletivos, participou com textos nas mostras sobre Marcel Duchamp na Fundación Proa e da Asociación Amigos del Arte en el Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires, ambas na Agentina e em 2008. Colaborou no texto de El cine de Leonardo Favio (1993) e Borges va al cine (2010). É autor, entre otros, dos livros Poesia concreta brasileira: as vanguardas na encruzilhada modernista (2005) e Por una ciencia del vestigio errático. Ensayos sobre la antropofagia de Oswald de Andrade (2010). É também o tradutor para o espanhol de Ubirajara, de José de Alencar, e, junto a Florencia Garramuño, Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

João Cezar de Castro Rocha

(Rio de Janeiro)

Professor de literatura comparada na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), autor de oito livros, entre eles: Machado de Assis: por uma poética da emulação (2013, Prêmio de Ensaio da Academia Brasileira de Letras, 2014; edição para o inglês pela Michigan State University Press, 2015); ¿Culturas shakespearianas? Teoria Mimética y América Latina (2014); Cultures latino-américaines et poétique de l’ émulation. Littérature des faubourgs du monde? (2015); Literatura e cordialidade (1998, Prêmio Mário de Andrade, Biblioteca Nacional, 1999). Organizador de mais de 20 títulos, no momento é presidente da Associação Brasileira de Literatura Comparada (Abralic) e consultor do programa Conexões Itaú Cultural.

José Luiz Passos

(Pernambuco)

Professor Titular de literatura brasileira na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), onde também foi o diretor inaugural do Centro de Estudos Brasileiros. Pela Alfaguara, é autor, entre outros livros, de Romance com pessoas: a imaginação em Machado de Assis (2014) e O sonâmbulo amador, vencedor do Grande Prêmio Portugal Telecom de Literatura nas categorias de melhor romance e melhor livro do ano, além de vencedor do Prêmio Brasília de Literatura.  Unidos, França, Itália, Argentina, Portugal, Romênia e Holanda.

Karl Erik Schøllhammer

(Dinamarca)

Professor associado e diretor do departamento de letras da PUC-Rio e tradutor. É doutor em semiótica e literatura latino-americana pela Aarhus Universitet (Dinamarca). Pesquisador com bolsa de produtividade do CNPq, é Cientista do Nosso Estado da Faperj e recentemente assumiu a coordenação de Área de Letras da Faperj (2013). É autor de Além do visível – o olhar da literatura (2007), Ficção brasileira contemporânea (2009) e organizador, junto a Heidrun Krieger Olinto, de Cenários contemporâneos da escrita (2014). Em Cena do crime: violência e realismo no Brasil contemporâneo (2013), discute a obra de Ricardo Lísias.

Milton Hatoum

(Amazonas)

Formado em arquitetura, estreou na ficção com Relato de um certo Oriente (1989, prêmio Jabuti de melhor romance 1990). Em 2000 publicou Dois irmãos (2000, prêmio Jabuti 2001), eleito o melhor romance brasileiro no período 1990-2005 em pesquisa feita pelos jornais Correio Braziliense e O Estado de Minas.  Seu terceiro romance, Cinzas do Norte, obteve os prêmios Portugal Telecom, Grande Prêmio da Crítica/APCA -2005, Jabuti/2006 de melhor romance, Livro do Ano (CBL) e BRAVO! de literatura. Em 2008 publicou a novela Órfãos do Eldorado (Prêmio Jabuti 2º lugar).  É também autor do livro de contos A cidade ilhada (2009) e de um livro de crônicas: Um solitário à espreita (2013). Sua obra foi traduzida em 14 línguas e publicados em 17 países. Em 2011 recebeu nos Estados Unidos o prêmio Brazilian International Press Award. Seus romances têm recebido adaptações para cinema, televisão, quadrinhos e teatro, bem como traduções no exterior. Nascido em Maaus, vive em São Paulo e é colunista do jornal O Estado de S. Paulo.

Petra Bös

(Alemanha)

Passou no Mestrado de Estudos de Tradução na língua portuguesa e francesa da Universidade Johannes Gutenberg, Mayence FTSK Germersheim. Trabalha com tradução literária, de obras científicas e não fictícias. Teve sua pesquisa Literatura brasileira na língua alemã. A tradução literária nos estudos de tradução e responsável por verter para o alemão, entre outros, Fetiche, de Carina Luft. Atualmente, verte para o alemão Divórcio, de Ricardo Lísias.

Ricardo Lísias

(São Paulo)

Publicou vários romances, entre eles O livro dos mandarins (2009), O céu dos suicidas (2012 Prêmio APCA) e Divórcio (2013) e a série de ebooks Delegado Tobias. Em 2012 foi selecionado pela edição especial da revista Granta como um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. Seus livros foram publicados em países como Argentina, Itália e Espanha. É doutor em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP) e editor da revista Peixe-elétrico.

Rita Palmeira

(São Paulo)

Doutora em literatura brasileira pela USP e mestre em Teoria Literária pela Unicamp. Foi professora da Facamp (2001-2011) e professora temporária na USP (2012). É editora-assistente da Três Estrelas, selo de não ficção da Folha de S.Paulo e, desde 2008, pesquisadora do programa Conexões Itaú Cultural.

PROGRAMAÇÃO

Dia 19, quinta-feira

Às 15h

Mesa 1: Com Milton Hatoum, Consuelo Rodríguez Muñoz (México) e João Cezar de Castro Rocha

Mediação: Felipe Lindoso

Às 17h15

Mesa 2: Com Ana Paula Maia, Gonzalo Aguilar (AR) e Anélia Montechiari Pietrani (UFRJ)

Mediação: Fernanda Guimarães

Às 19h30

Mesa 3: Com Ricardo Lísias, Petra Bös (DE) e Karl Erik Schøllhamer (DK, PUC-RJ)

Mediação: Rita Palmeira

Dia 20, sexta-feira

Às 15h

Mesa 4: Com Daniel Galera, José Luiz Passos e Alison Entrekin

Mediação: João Cezar de Castro Rocha

Às 17h15

Mesa 5: Conexões – O Olhar do outro

Com Claudiney Ferreira, Felipe Lindoso e João Cezar de Castro Rocha

SERVIÇO

8º Encontro Internacional Conexões Itaú Cultural

O olhar do outro: a recepção da literatura brasileira

19 e 20 de novembro (quinta-feira e sexta-feira), a partir das 15h

Sala Vermelha, 70 lugares

Classificação indicativa: indicado para maiores de 12 anos

Entrada franca

Os ingressos para todas as mesas serão distribuídos a partir das 14h30

Estacionamento com manobrista: R$ 14 uma hora; R$ 6 a segunda hora;

mais R$ 4 p/ hora adicional / Estacionamento gratuito para bicicletas

Acesso para deficientes físicos

Itaú Cultural

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