Livro conta a história do Pearl Jam com depoimentos dos próprios músicos

2fc99595-4d36-4a91-b79d-e31532d04875No Brasil para a turnê do álbum “Lightning bolt” em novembro, o Pearl Jam é indiscutivelmente uma das mais importantes bandas de rock do mundo. Já teria deixado seu nome na história apenas com a produção do início dos anos 1990, época da explosão do grunge em Seattle. Mas, diferentemente da maioria de seus contemporâneos, a trupe de Eddie Vedder continuou evoluindo e sendo relevante no cenário musical.

No livro “Pearl Jam Twenty”, que chega ao Brasil em novembro pela editora BestSeller, são os próprios integrantes da banda que contam essa história. Com muitas imagens e entrevistas com todos os músicos, o texto vai relembrando, ano a ano, os momentos mais importantes da carreira deles.

O relato é abrangente: começa ainda com a Green River e a Mother Love Bone, bandas que acabaram dando origem ao Pearl Jam; a participação dos rapazes no filme “Vida de solteiro”, do diretor e amigo Cameron Crowe, ainda antes do estrelato; e o lançamento do lendário álbum “Ten”, que já trazia alguns dos maiores clássicos da banda, como “Alive”, “Black” e “Even flow”.

De lá para cá, o livro mostra as diferentes fases da carreira do Pearl Jam e muito de como o grupo lidou com o sucesso depois da explosão do grunge. Momentos tão distantes como a briga com a Ticketmaster em 1994 – o grupo considerava injustas as taxas de serviço cobradas por eles nos preços dos ingressos – e a decisão de lançar o álbum “Backspacer” sem o apoio de uma gravadora em 2009, 15 anos depois, são exemplos de como os músicos sempre procuraram trabalhar de forma independente e com foco na música e nos fãs.

Os integrantes também falam sobre momentos traumáticos, como a morte de Kurt Cobain e, principalmente, a morte de 9 fãs durante uma confusão numa apresentação no festival de Roskilde, na Dinamarca, em 2000. O episódio marcou para sempre a história da banda, que demorou muito a voltar a fazer shows em grandes arenas.

“Nós repensamos tudo a partir daquele momento. Quando éramos responsáveis pela nossa própria segurança, quando éramos responsáveis pelos nossos próprios shows, eles eram selvagens, mas estávamos muito cientes do que acontecia à nossa volta. Depois do que ocorreu, passamos a não acreditar mais em eventos em que não tínhamos permissão no contrato para intervir e supervisionar a segurança da forma como sabíamos que deveria ser feito, sobretudo lidando com públicos grandes como aquele”, diz o guitarrista Stone Gossard no livro.

Há ainda depoimentos de outros músicos, amigos e parceiros da banda, como Chris Cornell, Dave Grohl e Neil Young – que gravou um álbum, “Mirror Ball”, com os músicos do Pearl Jam. O cineasta Cameron Crowe, amigo de longa data da banda, escreve o prefácio do livro. Ele é o diretor do documentário “Pearl Jam Twenty”, lançado nos EUA na mesma época.

TRECHO

“Ainda parece que estamos crescendo até hoje”, diz Eddie Vedder. “Vi uma resenha há pouco tempo sobre como é raro ver uma banda que está junta há tanto tempo tocando com tanta disposição quanto tocamos. E realmente isso não deveria ser uma surpresa. Estamos fazendo isso agora há vinte anos. Você deveria ficar melhor. Você deveria ser capaz de trabalhar mais. Mas é um jogo de números, também, porque o rock´n´roll e a rebeldia e todas essas coisas são meio que um jogo para os jovens. Mas esse fogo não tem que se apagar. Na verdade, ele não se apaga a não ser que você permita. Temos cinco pessoas ainda querendo continuar a jogar grandes troncos na fogueira.”

 

PEARL JAM TWENTY

Pearl Jam

Páginas: 384

Preço: R$ 99

Tradução: Rodrigo Tavares de Moraes

Editora: BestSeller | Grupo Editorial Record

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