Coluna 46: ‘Abalada’, por Lucimar Mutarelli

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Viva a Balada

A Balada está viva!!!

 

Lembrei do Augusto de Campos para escolher o título deste texto

Abalada depois de cinco dias de intensa correria e ansiosa para sentar aqui e contar tudo que aconteceu

O Marcelino é um louco, desvairado, transfigurado. Como ele faz tudo isso?

E ele faz tudo com a equipe perfeita de Baladeiros, move mundos e moinhos e ainda tem tempo de sentar e assistir praticamente a todos os eventos que ele inventa. Eita homem criador

Este ano foi nós na Balada. Nós desatados, desamarrados, bando de loucos

Nóis e o Corinthians que nos brindou com o sexto título brasileiro, na mesma hora do meu lançamento, mandando 6 no adversário. Não podia ser mais perfeito

Renato, cadê você? E o Thiago e o Luís? Já foram pro Salim e ao meu lado, no lançamento do Só aos Domingos, tinham mais dois Corinthianos, Marina e Rafael, parceiros da Livraria da Vila, ali do meu lado enquanto eu tremia para escrever do primeiro ao último autógrafo. Pedi para o Tiago que me deixasse ficar ao lado da Márcia e da Isa. Protegida. Segura. Bem paradinha ali no canto. Distribuindo bis e sorrisos para tentar adoçar a boca do leitor. E funcionou que foi uma beleza. Fiz tanto novos amigos. Troquei livros por livros. Livro sendo usado como dinheiro. O dinheiro que sumiu da mão de todo mundo e os artistas todos pedintes mendigando não só os trocadinhos mas também um pouco da sua atenção. Artistas pedindo silêncio por favor enquanto outros queriam mais é batucar, cantar e fazer festa

– gente, é o Glauco Mattoso e o Mutarelli que estão falando, por favor

– e daí? A gente também é escritor que nem eles e a gente fala alto e grita e não estamos nem aí para o Jards Macalé ou para a Suzana Amaral. O que a gente quer mesmo é ir lá para a Praça Roosevelt porque hoje tem Satyrianas e a Praça está fervendo. Esse é o clima da Balada

– deixa acabar a palestra que eu te levo

– não precisa me levar. Prefiro ir sozinha e sentar longe de todo mundo porque estou aqui para ouvir, não para falar

– como você fazia quando dava aula?

– aula é diferente, eu falo de outros, não preciso falar de mim. É um personagem que invento, uma máscara

– você devia fazer teatro. Vai acabar no cinema igual ao Lourenço

– deus que me livre. Odeio decorar texto e não gosto de aparecer

– você é tão contraditória. Cada hora fala uma coisa

– eu nunca falei que queria aparecer. Eu gosto de escrever, de ficar sozinha no meu quarto. Na minha escrivaninha, no sofá ou na mesa da sala. Eu e meus personagens, minha família, meus amigos, minhas crianças e meus gatos

– então para com essa besteira de livros. Escreve e depois fica aí sofrendo, martirizando toda a família. Parece que você não cresce

– estou tentando. Uma hora vou conseguir um trabalho normal de novo, das 10 as 18:00 com marmita, uniforme, salário, férias e décimo terceiro. Segurança é o que eu preciso

– o Lou falou pra você parar de falar isso

– eu tenho que falar até cansar. E ele não precisa saber que eu estou falando isso

– mas você está escrevendo

– ele não precisa ler tudo que eu escrevo também não precisa saber tudo que penso. Eu perguntei se ele queria ler antes que eu publicasse e ele falou que não precisa então estou liberada

– ai, Lulu, você é terrível!!!

– eu fiquei tão magoada no começo do ano que me chamaram de palhaça mas acho que vou assumir esse meu lado engraçado. A gente tem um preconceito com comédia, né? Olha os filmes que ganham Oscar. Tudo drama, sério, concentrado, tema histórico, documentário ou biográfico. As pessoas engraçadas sofrem mais. Não, tem ator que ganha prêmio por comédia também

– no teatro é mais fácil porque o teatro é mais livre mais democrático mais solto, não tem essa preocupação com prêmios com status é um povo mais descolado

– sei

– é verdade, eu juro que é verdade. O ator que trabalha só para o teatro ou para o cinema e não se rende ao capitalismo da Rede Globo vive mais feliz, é mais consciente do seu trabalho, entende?

– é claro que eu entendo mas quer dizer que se a Globo te chamar para fazer a novela das 9, e te oferecer uns 20.000 por mês, você não vai?

– depende, vou ter que pensar na proposta, ver o conceito, a profundidade do personagem, quem escreveu a história, o contexto sócio político, a época em que se passa, tudo é conversável

– entendi. Tipo Luis Fernando Carvalho você faz mas Manuel Carlos não

– É, tipo isso

– Mas eu prefiro as novelas do Manuel Carlos, as que ele escreve e o Luis Fernando Carvalho faz muitas adaptações, usa referências literárias. E ele não escreve. Ele só dirige. Eu entendo o que você está falando, é muito bonito visualmente mas não me pega, a história, sabe?

– porque ele é mais artístico. Ele vem do cinema, fez Arquitetura e Letras, é outra pegada

– é difícil uma obra que agrade aos críticos e que seja popular, né?

– é muito difícil. Não consigo lembrar nem de um exemplo. Uma produção que tenha agradado a crítica e público

Cidade de Deus!!!!!!!!!!!!!!!!!! Lourenço gritando na plateia

– Caralho. Cidade de Deus é um puta filme mas eu não li o livro então não posso comparar

– mas o Marçal falou que quem ama o livro é melhor não ver o filme e vice versa. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa

– ele falou assim, desse jeito?

– não com essas palavras porque ele fala bem demais, deve ter falado de um jeito melhor mas é tipo isso

– que mais você gostou?

– Amei a Ivana entrevistando os jornalistas, as coisas que o Humberto Werneck falou sobre crônica, a liberdade para escrever aquilo que bem entende. Eu corri e fui contar para o Jorge

– quem é Jorge?

– o dono do Livre Opinião, o site onde eu escrevo. Fiquei muito emocionada e agradeci: olha, Jorge, é isso que você está fazendo por mim. Me dando um espaço para que eu posso falar tudo que eu quiser e do meu jeito caótico, engraçado, dramático, exagerado, tudo ao mesmo tempo agora

– imagina, você que é uma querida. Eu que agradeço

– não, sou eu que agradeço e pra sempre

– então vamos combinar que ambos somos gratos. Eh nóis, tamo junto, certo?

– feito

Teve ainda a Guiomar que veio lá das montanhas e eu nem sabia que ela escrevia tão bem e tão forte bem do jeito que eu gosto e pedi Lourencinho pega o livro pra mim porque vou para o Sesc Pinheiros porque quero ver o Bressane, o cubano e o Binho

E enquanto a gente esperava a palestra começar, conheci a Tania e o Miguel sorrindo e a Rita, uma querida, que não usa facebook e não vai saber que gostei tanto dela e foram cinco minutos de prosa e poesia ela me explicando o sotaque dos brasileiros e eu chamei o Nicolas e o Edu, olha isso que ela está falando, ela é portuguesa e fala igual a gente e ela sorriu discreta, desconfiando da minha cara de louca e eu saí de fininho para sentar bem na frente e prestar muita atenção porque não entendo nada de política mas gosto de ouvir quem entende e o Carlos Moore que eu nunca tinha ouvido falar deu uma aula de história, de vida, cidadania e sofrimento e eu comecei a chorar porque todos na plateia, um por um, foram se levantando, eu também queria agradecer o senhor por seu trabalho e dar meu depoimento a minha mãe queimava minha cabeça com ferro quente porque bonito é quem tem cabelo liso e a pele branca e o senhor e todos os negros e negras que vieram antes e que lutaram por nossos direitos, índios, mulheres, homossexuais, travestis, transexuais, meu deus, todo mundo precisa ter os mesmos direitos e eu fui embora estava exausta esgotada adoraria ter visto mais uma vez o show da linda e querida Fabiana Cozza mas não podia porque precisava fazer a lição de casa. Rever Uma vida em segredo para fazer umas perguntas inteligentes para não ficar com cara de boba na minha primeira mesa da Balada Literária. E que linda a Sabrina Greve tão menina tão frágil sozinha naquela história que eu não conhecia mas agora preciso ler o livro para entender o que não ficou muito claro. Volta o Marçal e o Lourenço falando na minha cabeça mas se você não gosta do filme vai ler o livro por quê? Porque eu quero entender a construção do roteiro, como a Suzana criou, as partes que ela omitiu e o que ela preferiu contar

– não precisa, chega de estudar tanto. Faz do seu jeito e pronto! Para de complicar!

E o Bressane chegou com a camisa 9 do Corinthians e na hora eu pensei gente , preciso mandar uma mensagem para a Simone Fonseca, nova parceira do Coletivo Palê que a gente lançou na Balada que era pra chamar Estive na Lua e lembrei de você e fui voto vencido virou Órbita mas tudo bem, a maioria sempre ganha, depois eu faço a camiseta – carinha amarela sorrindo e um coraçãozinho colorido, sempre Polyana

– Esta é a Regina, Dona do Martelinho!!!

E não esquece de falar das meninas do Martelinho porque estão todas chateadas porque até grupo no whats você criou e deu o nome de Lua Literária e fala do Coletivo Literário Martelinho de Ouro, finge uma selfie espontânea na Vila da Fradique e como é querida a Luciana, em dois dias vocês pareciam melhores amigas e já estavam trocando confidências e segredos e combinando armadilhas, simpatias e ai que medo de vocês, meu deus!!!

Depois a Regina mandou pizza porque achou que você não tinha comido ainda mas a Márcia e a Isa estavam ali do lado e você pediu uma torta, pãozinho de tapioca, Tipiti, procura no face, e aqueles sucos que elas inventam para fazer bem pra saúde e dar energia e força e é isso que você precisa. Rosa branca, paz, pureza, inocência, e era só isso que você queria, chegar em casa, tomar um Dorflex, deitar e finalmente descansar e acordar as 6:00 na segunda, dia 23 de novembro para escrever a coluna da semana e agradecer ao Marcelino Freire para sempre por ser um cabra tão teimoso, masculino e feminino e agora quando escrevo parece que estou dividindo tudo em sete sílabas porque foi linda a homenagem ao Glauco onde cada hora ganhava um mote e os repentistas no palco precisavam improvisar e, antes, na Praça Benedito Calixto onde fui encontrar o autor na praça e achei a Aline, o Alex, o Wallace e o Nicolas e cada um falava uma poesia e eu fiquei com vontade e me animei. Li Larissa do Nicolas e de cor A Lua no Cinema do Leminski, esqueci só um pedacinho, era um livro infantil que eu e Lourencinho líamos para Francisco quando ele ainda dormia no berço. 20 anos e eu ainda sei o poema, pulei só um pedacinho porque eu decorei, aprendi com o coração e era isso que eu queria falar naquela palestra onde chamaram a atriz de lerda e eu quis te defender mas seria muito grosseira, já estava quase acabando e pra que fazer isso, não precisa, todo mundo que assistiu viu e opinião é que nem cu, citando Dona Iracema, cada um que cuide da sua

E lá na Praça chegou Sidney Rocha e cantou uma poesia e agora eu quero saber o nome para compartilhar no meu face porque quando a gente vive assim um estado tão grande de lindura, música e delicadeza a gente vira tantas e a Luciana ficava inconformada meu deus que mulher chata cada hora fala uma coisa e é isso somos geminianas típicas e Anna Zêpa é Áries eu já deveria saber porque a primeira vez que a vi lendo seus versos fiquei chocada e gamei, meu deus, além de linda é inteligente não fala isso que a mulherada vai cair de pau em cima de você, Miss Balada, não fui eu quem deu o título mas não sei se posso contar porque a Luciana falou pra mim em segredo na confiança e eu fui e soltei no microfone, linguaruda, Lucimar e não esquece da Andrea, da Concha e o Sopro, a Paula pedindo autógrafo para a Babette e eu é muita responsabilidade e autógrafo para Senhor Paulo Lins e Sidney Rocha, Gabriel Pinheiro e Mabel, o Tiago levou bis pra você???E chama a Regina, por favor, acabaram os Fancines e que sucesso seu jornalzinho, parabéns, muito obrigada, espera só um minutinho que eu vou chamar a Rainha Regina, a dona do Martelinho

– Ai meu deus, para com esse negócio de dona

– Desculpa, eu acho engraçado e acho que é verdade. Se não fosse você e o Senhor Marcelino nada disso teria acontecido

E o que é que eu escrevo pra Lena que veio de tão longe, a Val, Renata e Ana, o Aleksandro da Vila, quanto tempo, meus sobrinhos apareceram de surpresa e quase enfartaram a tia, de surpresa a tia não aguenta, lindos e amores e queridos, Lourencinho sempre atento, ali do lado, cuidando de mim e de todos e a família toda mandando mensagens no face ou no grupo

– mandaram porque você pediu

Mas eu já falei que eu sou pedinte, não falei? Eu peço e se a pessoa quiser me dar eu levo se ela não quiser tá tudo bem do mesmo jeito porque ano que vem tem mais Balada e essa vai ser muito foda porque o escritor homenageado será Caio Fernando Abreu <3

Que presente, que surpresa

Caio, 4 letras

vida, amor, tudo e nada

não vejo a hora de chegar de novo para desaguar aos prantos e reviver aqueles dias mágicos da oficina Oswald de Andrade que o Vanderley disse que vai resgatar o espírito La Garçonière e que lindo o Espaço Lâmina e o Lou fez a minha foto com o Martinelli no fundo e eu tirei foto daquele grafite maravilhoso, depois eu posto, preciso acalmar um pouco

– Você não gosta mais de selfie?

– Claro que eu gosto, eu amo, principalmente se for espontânea

– Então, faz uma comigo???

– Demorô

Foi o Caio, meu primeiro professor de escrita criativa e que me deu um exercício que até hoje eu repito: buscar as histórias nas ruas, nas pessoas de verdade, que vivem fora ou dentro da gente. Pessoas de verdade que estão na cidade, que botam a cara pra bater como ensina Mestre São Marcelino, Salve, Salve, Amém, Jesus!!!!!!!!!!!!!!

Vamos reverberar pra sempre do jeito que ele fez no Quebras, rodou o Brasil inteiro tendo o Jorge como fiel escudeiro e tem fotos e textos para provar. Cadê o livro do Quebras? Quem faria uma aventura dessas? Marcelino Freire faz. Mata a cobra e mostra o pau

Lembrei também do Manuel Bandeira que o Marcelino sempre cita: Caio é estrela da vida inteira. Eterno como o amor de Vinícius que outra professora, me apresentou, Alfa, pra sempre, meu amor <3

Caio é dilacerante, corte angustiante de Clarice, Ana C. a homenageada da Flip, lindas e Virgínia Woolf. Caio é muitos. Caio, meu amor <3

E o povo do barco? Aquele mar de cultura, um banho de literatura, cinema, roteiro e série. A paciência do Tiago com a mimadinha querendo mesa do lado da Marcia e da Isa para ficar conversando com a Marina. A Jaci (Lua) linda e prática e eficiente e emocionante contando tanta história e a Mabel que também quis o livro e eu perguntando para todos que passavam moça qual é o seu signo e Cassia que eu conheci há quatro dias foi também e levou uma amiga e comprou mais um livro para a filha. Confiança, amizade, carinho, amor, paixão, exagero, tudo isso e mais um pouco a gente aprende na Balada

Almoço com Flavia, Izilda, Fatima, Gisele, Regina e Lourencinho. São Cristóvão. Quero uma mesa perto do símbolo do Corinthians

– Esses corinthianos são chatos pra caralho

– O senhor ainda não viu nada. Espera acabar o jogo – 6 carinhas amarelas gargalhando

E durante o lançamento, nos momentos que ficava sozinha, recebia figurinhas do João, Rogerinho e Elaine e visitei as páginas dos amigos corinthianos, hexa de 6 é foda!!! 6 coraçõezinhos brancos e pretos com uma pontinha de vermelho piscando o olho direito

Café com leite e pão na padaria: Deborah, minha filha, você perdeu o cubano. Lembrei tanto de você!!!

Teresinha veio para ver a mesa, pediu autógrafo e foi embora, muito obrigada amiga querida. Não quero ficar citando os nomes porque vou esquecer de amigos e eles vão ficar chateados comigo mas se a gente esquece hoje amanhã a gente lembra e seu não deu pra você vir nessa, ano que vem tem tudo de novo e a gente continua, vai levando, né, Chico?

Só mais uma coisinha, esqueci de contar que chorei quando vi meus quatro  livros na mesa da Balada, na Livraria da Vila, não na mesma loja mas na mesma rede que aos 40 anos eu publiquei meu primeiro livro “Impessoal”, foi na Livraria da Vila que eu voltei a ler e a escrever ficção porque durante 20 anos eu me afastei dessa agonia, dessa aflição de ficar engasgando com esse monte de letras e palavras que ficam enchendo a minha boca toda hora todo dia

2009 – 2015 – 6 anos – 5 livros – ficou faltando publicar aqui, pelo Livre Opinião, este livro que escrevo, semanalmente, só as segundas (dica do Naldinho) enquanto vou conversando com vocês. Eu sei que você queria ir e não deu, está tudo bem mesmo. Fica tranquilo, eh nóis, tamo junto e agora 6 vezes. É muita coisa para um único final de semana.

E Lucimar Bello, que lindo seu livro arte poema, presente para a Takai que nem ia aparecer nesse texto mas foi lá só para me dar um beijo e Marina Filizzola, sua linda, não esquece a borboleta

– qual é o seu signo?

– metamorfose, meu bem

E, para terminar, o poema do Leminski

A Lua foi ao cinema
passava um filme engraçado
a história de uma estrela
que não tinha namorado

Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!

Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que ela tinha
cabia numa janela.

A Lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
– Amanheça, por favor!

lucimar-mutarellinovo

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