Aline Bei: Expectativa no balcão vesus Realidade de um almoço de negócios

sentei no balcão pra te esperar e

o meu coração parecia que sabia tudo o que estava em jogo naquela

Espera,

meu coração sabe

de mim por dentro, ele batia em alto relevo de um jeito tremendo que era impossível ignorar,

eu tinha 3 peitos: 2 fixos e 1 terrível, que ia

e vinha

em batimentos cardíacos inacreditavelmente rápidos pra quem não está tendo de fato

um infarto.

Deu vontade de ir ao banheiro,

não fui,

se eu fosse você poderia chegar, seu eu fosse

ia demorar e

de m o r ando

você poderia pensar que eu não tinha vindo sendo que eu

já estava te esperando fazia

muito

Tempo, no banheiro eu estaria temporariamente incomunicável de porta trancada, a perna

bamba, o corpo expelindo a merda da Ansiedade em Bolas

de merda e você

iria embora achando o fim da picada eu ter faltado em um compromisso  de trabalho tão

importante. Eu lavaria as mãos correndo mesmo sendo tarde demais, você já descia

sem esperança

a rua

Mourato

Coelho.

Não fui ao banheiro. Tentei silenciar meu cu dizendo internamente

– Chega.

e o meu corpo ficou em estado de

Dilatação.

O balcão estava vazio na minha frente em pessoas e isso me causava sérias

expectativas.

Quem me olhava era só uma garrafa de Spray

com produto de limpeza dentro e o seu pequeno furo vindo de fábrica pra sair na quantidade exata o produto

de limpar balcão, sem fazer meleca

pelo excesso.

Aquilo

estava me enlouquecendo devagar, aquele furo

fixo na minha direção e o produto

dentro

esperando pra limpar o que quer que fosse, aquele produto de limpeza

era eu. O furo era meu teste

de paciência. O furo era você vigiando a minha espera, me fazendo

contorcer ao mesmo tempo que eu tinha que manter a pose,

afinal eu estava te esperando em um lugar público

chamado

Restaurante.

Passou o garçom com uma caixa de garrafas vazias.  Por 1 segundo pensei que era você e senti

alívio. Quando vi que não,

olhei as garrafas e achei todas

tão Vazias

quanto o meu estômago

de fome, eu devia ter almoçado antes, eu devia ter trazido

um livro. Foi quando

finalmente

você Chegou.

Levantei de pronto, apertamos as mãos.

Conversamos, etc,

ficou acertado que Sim sobre o contrato e que o cachê seria de

muitos reais, daria

tudo certo, inclusive as minhas angústias se revelaram Ridículas depois de conversarmos pessoalmente, rimos delas,

meu riso era

bem mais nervoso que o seu.

Usei uma caneta com tinta permanente pra assinar os papéis que saíram da sua maleta

nova

de couro, Você estará feliz e tranquila daqui no máximo 30 dias

úteis,

apertamos de novo as mãos agora em

tchau,

– só se Nunca Mais eu tiver que esperar assim. – eu disse em tom de

brincadeira, mas

com o fundo de quem

Impl(ora).

Aline Bei

A busca ou o processo.
(nunca o pronto)

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