Paulo Scott ao Livre Opinião: “O escritor brasileiro contemporâneo não é um ingênuo”

Paulo Scott

Paulo Scott

“O escritor brasileiro contemporâneo não é um ingênuo, sabe o quão marginal é escrever em português, o quão necessário é produzir algo que sustente uma identidade, uma singularidade; é um momento rico, na prosa e na poesia. É preciso estar atento e procurar, ir além dos releases, das listas dos confirmados, das turmas, dos apadrinhamentos, das curadorias”. Paulo Scott em resposta à condição da literatura contemporânea no país. Em entrevista ao Livre Opinião – Ideias em Debate, o escritor e poeta conversou sobre o seu recente romance, O ano em que vivi de literatura (Editora Foz), bem como da carreria e detalhes de sua obra.

Em O ano em que vivi de literatura, Paulo Scott explora, de modo satírico, o mundo dos escritores, jornalistas e editores. O romance, na maior parte ambientado no Rio de Janeiro, conta a história de Graciliano, um autor que ganha o prêmio de melhor escritor em 2011, no Brasil. Alçado à categoria de celebridade intelectual, o escritor passa o ano inteiro em festas, baladas e solidão.

Paulo comentou sobre a ideia do romance: “O impacto que as redes sociais produziram e vêm produzindo em nossas vidas (e também em nossa relação com a literatura) é um dos pontos desencadeadores do O ano em que vivi de literatura”. Sobre ser um enredo autoficcional, o que muitos críticos apontaram, Scott respondeu: “Sei que testemunhei de perto (e de dentro) o cenário (suas conjunturas, suas idiossincrasias) que acaba sendo transfigurado no romance, sei que essa riqueza de leituras me proporcionou material suficiente para ser, talvez, remodelado, deturpado, distorcido, expandido, ironizado, satirizado, dentro de um projeto de pura ficção”. O autor também comentou dos diversos gêneros literários que já transitou: “Não penso muito em diferenças de gênero quando começo a escrever um texto literário. Vou construindo e em seguida destruindo, manuseando as feiuras, arriscando (às vezes, quanto mais errado, quanto mais ruído, melhor é, melhor fica). O cruzamento é constante e inevitável. Tento ser o mais desencanado e livre possível, tento não me limitar, tento não cair na armadilha da vaidade e por ter alguma experiência, por ter o domínio das técnicas (claro, não se pode desconhecê-las), cair na armadilha do tal equilíbrio dos elementos, tento não escrever para agradar”. Confira abaixo a entrevista completa.

Capa do livro "O ano em que vivi de literatura"

Capa do livro “O ano em que vivi de literatura”

O Ano Em Que Vivi de Literatura expressa as relações de muitas pessoas e também de muitas solidões. Conte-nos um pouco da ideia do romance e o que te motivou a escrevê-lo?

O impacto que as redes sociais produziram e vêm produzindo em nossas vidas (e também em nossa relação com a literatura) é um dos pontos desencadeadores do O ano em que vivi de literatura.

A solidão, driblada ou amplificada, sim, é um elemento permanente nessa construção; o excesso de sexo é decorrência disso e o não se reconhecer nesse excesso, mesmo estando mergulhado até o pescoço nele – como acontece com o protagonista da história –, também.

Suponho que haja, no livro, abordagem alinhando o fim de um ciclo do modo como compreendíamos (e compreendemos) a literatura com essa nova solidão proporcionada pelas redes sociais, por suas fugacidades e fragmentações – essa solidão e seus aspectos mais patéticos, como a troca de máscaras, as que usamos nas postagens, nas manifestações nas caixas de comentários, nas curtidas, nas mensagens privadas trocadas com pessoas que sequer conhecemos, nos grupos, nas páginas de fãs, um rodízio louco que pode levar qualquer um a perder o controle.

O estar só, sem ter a clara dimensão do que isso representa e, ainda por cima, interpretando-a como sendo liberdade é a impressão que acaba impulsionando o protagonista e suas contradições.

A opção por um protagonista imperfeito – bem longe da opção por protagonismos justiceiros ou de vingança santificada, irredutíveis ou dispostos (sobretudo em sua marginalidade social) a largo espectro de empatias e caridades, românticos ingênuos ou desgraçados (de preferência intelectualizados, no último grau do ilusório e do autoilusório) perseverantes – possivelmente estressa um pouco a cumplicidade narrativa/leitor que se pretende, de início e também depois, mansa, pacífica.

Não posso garantir que todos os leitores perceberão (ou aceitarão) o traço satírico que o livro propõe – considero a história vivida por Graciliano uma sátira – um tipo de sátira na qual se conjugam muitas solidões, como você referiu na pergunta, uma sátira que acaba sendo pouco óbvia – sobretudo porque há espelhos não muito agradáveis posicionados diretamente contra o leitor –, mas que integra todos os elementos da sátira.

O que me parece claro, sem ter com isso a pretensão de resumir a narrativa, é que se trata da notícia de um historiador que, em algum lugar do futuro e com o olhar severo de um historiador, volta-se para o passado, para um ano específico, um ano em que buscou ser livre e enfrentar os fantasmas que mais lhe incomodavam, revelando, nesse trajeto, nesse recontar-se, o que de melhor e o que de mais podre ele provocou contra outros e contra si mesmo.

O ambiente do Rio de Janeiro no romance é um “personagem” à parte. A cidade tem a composição de absorver e iludir Graciliano em alguns aspectos. Para você, que mora no Rio há um bom tempo, como foi a utilização da cidade na narrativa do romance?

Nesses quase oito anos em que moro no Rio de Janeiro apreendi uma complexidade que, às vezes, me parece, é imperceptível aos cariocas, aos que estão acostumados com a sua beleza brutal e os seus encantos sem paralelo. Houve leitores cariocas que me escreveram dizendo que, na leitura, se depararam com informações que estão diante dos seus olhos, com peculiaridade que estão nas suas rotinas, mas que eles nunca haviam notado, apreendido.

O Rio de Janeiro é uma armadilha diabólica, uma armadilha que te atrai, te seduz, depois te mói em segundos, te estraçalha. Como se diz por aí: não é para amadores. Isso, mais do que tudo é o que me encanta. Impossível não torná-la, a cidade, o fator adorável (e enigmático e ameaçador) de uma narrativa literária.

Há também, no livro, nessa perspectiva das geografias, o enaltecimento do bairro Humaitá – acho bem estranho que esse bairro, umas das áreas mais fascinantes da cidade, seja tão pouco explorado pela literatura. Daí que o livro é um pouco a materialidade da missão de colocar/reforçar o bairro Humaitá no mapa da literatura brasileira contemporânea.

Narrar O Ano Em Que Vivi de Literatura exige boa experiência sobre os temas que são abordados, como as relações com editoras, editores, mercado editorial, espaços das premiações literárias etc. Como foi a sua pesquisa para a personagem de Graciliano? Pode-se dizer que há um pouco de Graciliano em Paulo Scott, ou vice-e-versa?

Levei um tempo para encontrar Graciliano; essa demora se deveu muito à minha intenção de construí-lo sem qualquer respaldo no que eu sou ou penso – porque já há a coincidência de ele ser poeta e romancista e de eu ser poeta e romancista.

Sei que testemunhei de perto (e de dentro) o cenário (suas conjunturas, suas idiossincrasias) que acaba sendo transfigurado no romance, sei que essa riqueza de leituras me proporcionou material suficiente para ser, talvez, remodelado, deturpado, distorcido, expandido, ironizado, satirizado, dentro de um projeto de pura ficção.

É o primeiro protagonista masculino em romance meu, é a primeira vez que utilizo narrador na primeira pessoa; imagino que tenha conseguido me distanciar o suficiente, digamos, da vida de um escritor brasileiro bem sucedido e criar uma lógica própria para a narrativa. Não tenho dúvida que os leitores perceberam/perceberão que se trata de ficção, que não pretendi traçar retrato, diagnóstico.

Há um forte olhar crítico, mas não é em relação ao meio literário brasileiro. A crítica vai de encontro à própria condição humana, ao comportamento humano e, dentro dos comportamentos humanos, do que é a guerra (ou a guerrilha individual) contra a solidão.

Não tenho aceitado o rótulo de O ano em que vivi de literatura ser um romance à clef; nada contra a solução romance à clef, mas imagino que seria, em livro como esse, escolha pobre da minha parte – não há vingança, raiva direcionada contra obstáculo, subterfúgio para dar notoriedade ao que se pretenda denúncia. Sei que isso pode frustrar alguns, mas, de fato, não há – o livro vai para direção diversa.

Você é um dos escritores que estão sempre antenados com os novos nomes da literatura. Muitos críticos dizem que a literatura contemporânea está se repetindo, utilizando sempre as mesmas linguagens, perdendo a originalidade em seus temas. Você concorda com isto?

Penso que há experimentações, processos de busca (e afirmação), que, inevitavelmente, ao serem levantados, em eventuais análises, sérias, menos sérias, apressadas, menos apressadas, possam ser identificados sob algumas semelhanças. Acredito, entretanto, que está dada, no Brasil, hoje, a intenção de se chegar a uma voz própria, por parte da maioria dos que estão escrevendo, não por aventura, não de brincadeira.

O escritor brasileiro contemporâneo não é um ingênuo, sabe o quão marginal é escrever em português, o quão necessário é produzir algo que sustente uma identidade, uma singularidade; é um momento rico, na prosa e na poesia. É preciso estar atento e procurar, ir além dos releases, das listas dos confirmados, das turmas, dos apadrinhamentos, das curadorias.

O novo sempre vem (e isso é ótimo; não há como impedi-lo, negá-lo, boicotá-lo), e vem forte, mas é preciso estar longe das certezas para percebê-lo; por isso tenho tanto receio dos dogmas, das cristalizações, de algumas sabedorias.

Prefiro pensar, nessa renovação aparentemente caótica (sem as grandes revistas do passado, sem os grandes suplementos do passado, sem os grandes críticos do passado), que estamos todos amadurecendo na produção literária e, sobretudo, amadurecendo como leitores em relação ao que vem sendo produzido hoje no país (e se espalha como nunca graças às novas tecnologias); prefiro ser otimista e pensar que vale a pena buscar o que está fora da nossa comodidade, das nossas convicções e capelinhas.

Como autor, você já passou por vários gêneros literários: poesia, romance, teatro e conto. Onde estes gêneros se cruzam e se ajudam? Em qual destes gêneros Paulo Scott está mais à vontade?

Não penso muito em diferenças de gênero quando começo a escrever um texto literário. Vou construindo e em seguida destruindo, manuseando as feiuras, arriscando (às vezes, quanto mais errado, quanto mais ruído, melhor é, melhor fica). O cruzamento é constante e inevitável. Tento ser o mais desencanado e livre possível, tento não me limitar, tento não cair na armadilha da vaidade e por ter alguma experiência, por ter o domínio das técnicas (claro, não se pode desconhecê-las), cair na armadilha do tal equilíbrio dos elementos, tento não escrever para agradar.

Quando lancei o Mesmo sem dinheiro comprei um esqueite novo percebi o quanto alguns leitores não querem que o escritor de quem eles gostam saia daquele registro que eles, leitores, estão acostumados. Acho que certas expectativas podem ser bem conservadoras – entrar nesse jogo não é bom.

Penso que sou mais feliz escrevendo poesia, porque organizo meus intrincados, desrespeitando, tentando escapar do que já vi, do que já conheço, do que já domino, tentando escapar da clareza, das certezas, dos tapinhas nas costas. Não conheço nada pior do que poetas cheios de certeza – prefiro parar de escrever a entrar (de toga ou sem toga) para esses clubes de receitas, tão explícitos (sob o sol a pino ou sob as sombras) e competitivamente pertinentes soltos por aí.

Você é também um agitador cultural. Já criou vários eventos, ações literárias. É importante para o escritor sair do casulo, estar na rua, em outras frentes de batalha?

Não acho que o escritor deva necessariamente sair do casulo para produzir algo de qualidade, de notável. Acho que os escritores que circulam, que dialogam, que procuram algo fora do que faz parte da sua rotina, tendem a ser mais interessantes e mais generosos. Não acredito em literatura sem generosidade – generosidade da troca, da crítica rigorosa (e honesta), da amizade que aceita lisuras e atritos, da franqueza independentemente do interlocutor (e da coerência), do incentivo.

Quando inventei os meus eventos (em Porto Alegre, em São Paulo, no Rio de Janeiro) jamais os produzi, fiz seguirem adiante, para promover meu trabalho, minha intenção era conhecer gente nova, gente que ainda não tinha sido detectada pelos radares, trocar ideias, visões, loucuras.

Quando fui morar no Rio de Janeiro, em um evento literário de grande repercussão, conheci uma pessoa que se apresentou e em seguida começou a me elogiar dizendo que conhecia e acompanhava os meus projetos e que os meus projetos estavam dando muito certo porque estavam me tornando cada vez mais conhecido. Mantive com essa pessoa uma conversa cordial, interessante até, mas fiquei o tempo todo pensando o quanto ela não tinha entendido nada, o quanto, falando em promover e se autopromover, ela já tinha começado muito mal.

Um dos primeiros autores a publicarem pela Livros do Mal, de Daniel Galera e Daniel Pellizzari, foi você. Como se vê em retrospectiva? Você continua sendo um autor do Mal?

Eu poderia ter publicado o Ainda orangotangos por uma editora de São Paulo que ficou bastante interessada no livro (mandei os originais para umas dez editoras do centro do país), mas acabei conhecendo os meninos e decidimos colocar o livro no Fumproarte da Prefeitura Municipal de Porto Alegre – que é uma espécie de prêmio que viabiliza projetos culturais locais – e o nosso projeto, como já tinha acontecido com outros livros da editora, passou. Sempre digo que talvez o Ainda orangotangos não tivesse causado o impacto que causou Brasil afora se bancado de outra maneira, se publicado por outra editora. Foram dias mágicos aqueles; tudo e todos conspiraram para que a Livros do Mal (do Guilherme Pilla, do Daniel Galera e do Daniel Pellizzari; do jeito deles de fazer as coisas) entrasse para a história da literatura brasileira contemporânea.

Você fez parte de um dos núcleos ferrenhos e propositivos do Partido dos Trabalhadores – assunto, inclusive, presente no seu romance Habitante Irreal. Como vê a atual situação política?

A minha militância, o fato de eu ter me tornado, nos anos oitenta, uma liderança estudantil referenciada no Partido dos Trabalhadores, pouco repercutiu na história contada no Habitante irreal, nunca estive nem perto de ser tão ingênuo como as personagens desse romance, um romance que até hoje incomoda muita gente.

Sou otimista. Mesmo que às duras penas, o Brasil está amadurecendo, nossa cidadania está amadurecendo. Penso que o período de redemocratização, que começou lá nos meados da década de mil novecentos e oitenta, ainda não terminou, penso que precisa ser concluído; há muito pelo que lutar, e nós precisamos lutar (falo como cidadão). Não é admissível um país como o Brasil, tão rico como o Brasil, ser, criminosamente, tão indiferente em relação à educação.

Paulo, como o próprio nome do site (Livre Opinião – Ideias em Debate) pode sugerir, deixamos este final da entrevista como um espaço livre para o artista desabafar, criticar ou colocar em debate uma ideia. Você tem algo a dizer?

Escritores, passem a se posicionar mais vezes, com mais clareza e veemência, em defesa do ensino público de qualidade no país.

Entrevista: Jorge Filholini e Vinicius de Andrade.

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Um comentário sobre “Paulo Scott ao Livre Opinião: “O escritor brasileiro contemporâneo não é um ingênuo”

  1. Senhor que neste momento o (V.D.S) esteja pensando em mim, querendo me ver, me abraçar, me beijar, fazer amor comigo, e que a minha imagem esteja na sua mente.Que a minha imagem esteja e permaneça o tempo todo na mente do (V.D.S), e que de noite ele sonhe comigo.Assim seja, assim sera, assim está feito.Minha Rainha Pomba Gira, Maria Mulambo, Rainha das Sete Encruzilhadas, peço-te va onde estiver o (V.D.S.), e faça com que ele não descanse enquanto não vier falar comigo,pelos poderes da terra, pela presença do fogo, pela inspiração do ar, pelas virtudes das aguas, invoco as 13 almas Benditas, pela força dos corações sagrados e das lagrimas derramadas por amor, peço que se dirijam até onde estiver o (V.D.S), e que ele sinta um desejo enorme e ardente para ficar comigo, de tocar o meu corpo, me abraçar, me beijar, fazer amor comigo. Salve Maria Mulambo, Rainha das Sete Encruzilhada, te peço assim, vai gira ao meu favor, gira, gira a roda a meu favor e me traga o(V.D.S.) para mim, assim como o ar move o fogo, transforma a agua forma e a terra cura, vai girando a roda e traga o (V.D.S) louco de desejo para mim e muito apaixonado e com muito ciumes de mim.Que o (V.D.S.) seja carinhoso comigo, fiel, que se sinta bem ao meu lado, e que sinta a minha falta, que venha ao meu encontro, e me peça para ficar com ele, ser sua a ESPOSA, sua mulher amada. Que assim seja, assim será assim está feito.Salve Pomba Gira, Maria Mulambo, salve suas irmãs, Maria Padilha, maria ArrepiadA e todas as outras, salve a Falange das Pomba Giras, Salve a Sete Saias, minha boa e gloriosa princesa, com a força e o poder que tem, peço te que atenda ao meu pedio, que o (V.D.S.) não durma, não descanse enquanto não vier falar comigo, não vier ao meu encontro, e que o corpo dele queime de desejo por mim,e que ele fique cego para AS OUTRAS MULHERES,e que elaS não consigam satisfaze-lo,que ele crie raiva delaS, pois somente eu terei este poder.Que o (V.D.S.) neste momento sinta um desejo enorme de me ter em seus braços, de fazer amor comigo, e que ele (V.D.S) tenha um ciumes exagerado por mim, um desejo fora do normal por mim, como nuca sentiu por nenhuma outra mulher e nunca sentira.Pelos Sete Exus que acompanham os teus passos, peço te rogo e suplico-te que amarre para mim o (V.D.S) nos sete nós da sua saia, e nos sete guizos da sua roupa, somente para mim. Agradeço-te por estar trabalhando para mim ao meu favor, e eu vou divulgar este pedido por sete vezes, divulgando o seu nome minha gloriosa Pomba Gira, Maria Padilha, traga para mim o (V.D.S) fazendo com que ele se torne o meu escravo, o meu amante o meu homem amado, e ainda que o (V.D.S.)NAO resiSta, com o seu poder Maria Padilha, Rainha das Sete Encruzilhada, coloque a minha imagem na sua mente, para que ele não pare de pensar em mim, que me deseje, que não pare de pensar em mim, que não consiga ficar longe de mim, e que o (V.D.S.) não consiga ficar sem fazer amor comigo. Que ele venha rastejando como uma cobra,manso e humilde, se ele resiStir que a sua falange sopre nos seus ouvidos o meu nome (V.D.S.).Vou divulgar este pedido por sete vezes, com os poderes que tem confio que terei ao meu lado o (V.D.S.) meu homem amado, meu macho apAixonado, do jeito que eu quero.AMEM.

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