DAMA DO LODO: 4 Sílabas, por Marina Filizola

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Amor são vários alguens. Intercalados ou numa lapada só. Tanto faz. O amor é gay, graças a Deus. É quando dá, era até ontem e ‘talvez até seja mas pode ser que não’. Amor regrado nasce cagado. O amor que ama fode com tudo e quando não for mais, amém. O amor é risco que todo filhodaputa corre. Amor não importa, que se tem ou nunca esteve. Amor era até não ser mais e será de novo várias vezes sem nunca se repetir. Amor se escafede liso e ligeiro, por uma mensagem de WhatsApp. ‘Acabou’. Amor é estar ali sem nem mesmo querer. Amor-próprio escasso. É um tiro de chumbinho arregaçado no meio da testa. Amor não mata. Come-quieto arrota e vaza. Amor não presta não tem pena, nem quatro sílabas a porra do amor tem. Amor é o abecedário inteiro. Que ninguém nunca leu. Amor é dizer que o amor acabou, adeus. Amor não é tudo-junto-e-misturado porcaria nenhuma. Amor é cada um com cada seu qual. Amor respira, não asfixia. Amor permite, não omite. Amor é parar por ali mesmo que dê pra continuar. Amor-próprio. Amor não quer saber, quer ser feliz, mesmo que pra isso tenha que acabar. Amor não se impõe. Não funciona no grito não pega embalo, amor se sobressai. Amor é nosso direito de exigir da vida um pouco mais. Se não for isso, na verdade, amor tanto faz.

marinafilizola

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