O aniversário de São Paulo é um bom momento para visitar o Espaço Olavo Setubal

Os dois andares do Itaú Cultural que abrigam este espaço são uma boa opção para a programação do feriado que comemora os 462 anos de São Paulo; entre as obras das coleções Brasiliana e Numismática, que se encontram ali, há itens elucidativos para entender um pouco mais como esta cidade foi se formando

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Nada melhor do que comemorar o aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro, do que conhecendo a sua própria história. Uma boa opção é visitar o Espaço Olavo Setubal e conhecer obras do século 19 referentes à criação da cidade, como a litografia Costumes de São Paulo, a tela Panorama da Cidade de São Paulo, um mapa que mostra a sua planta em 1891, o primeiro livro impresso no estado, moedas feitas na Casa Fundição de São Paulo, entre outras. Localizado no 4º e 5º andares do Itaú Cultural, o lugar reúne 1,3 mil obras selecionadas neste que é um dos mais completos acervos da produção artística sobre o país desde o descobrimento, até o início do século XX.

Como parte do álbum de Johann Moritz Rugendas, a litografia colorida à mão, Malerische Reise In Brasilien, Costumes de San Paulo, de 1835, faz parte do conjunto de gravuras que o artista criou para apresentar aos europeus as cidades, vistas naturais e habitantes do país que havia sido descoberto. Alguns anos antes, em 1821, Armand Julian Pallière pintou o Panorama da cidade de São Paulo, que mostra detalhes do município visto das margens do Tamanduateí. Esta pintura foi perdida em 1889, e somente foi redescoberta quase 110 anos depois, imediatamente incorporada ao acervo da Coleção Brasiliana Itaú. Observando a obra, os visitantes conhecem, além do cenário geográfico local da época, a mais importante imagem da iconografia paulistana do século 19 e o único óleo sobre tela que representa São Paulo antes da criação da fotografia.

O Espaço Olavo Setubal também abriga o livro Travels in the interior of Brazil, do mineralogista John Mawe, com o primeiro relato estrangeiro sobre São Paulo. Ele veio ao país logo após a abertura dos portos, para visitar as minas de ouro e diamantes. Percorreu, também, estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro. Uma gravura da extração do ouro no morro do Jaraguá, que está no volume, é considerada a primeira imagem impressa da cidade.

Na edição italiana do mesmo livro foi acrescentada uma gravura, que não se encontra nas outras versões, conhecida como a primeira representação impressa de uma mulher daqui, intitulada Indumentárias das Paulistas. Nela, o público vê, claramente, a influências dos ponchos guaranis nas roupas das habitantes. Ainda, a coleção possui uma rara planta da cidade, impressa sobre papel colado e editada com um pequeno caderno contendo páginas de anúncios de diversas empresas e comerciantes da época.

Os visitantes também entram em contato com o primeiro livro impresso no estado. É uma das maiores raridades e dos livros mais procurados dos primeiros tempos da imprensa em São Paulo. Esse volume inaugura a produção editorial na futura maior cidade do país. A história do jornalismo paulista também pode ser apreciada pelo público, examinado, por exemplo, o número 1 do jornal O Ypiranga, publicado em 27 de março de 1838.

O volume original, dos anos 1920, de Paulicéia Desvairada, título dado por Mario de Andrade à cidade em livro de mesmo nome, também pode ser visto no Espaço Olavo Setubal. Na parte de Numismática, o visitante encontra moedas de cobre, de 80 réis, cunhadas pela Casa de Fundição de São Paulo, entre 1825 e 1828. Quem tiver interesse, pode pedir o acompanhamento de um educador para a visita.

Sobre o Espaço Olavo Setubal

Ao todo abriga 1,3 mil obras, selecionadas curatorialmente entre os destaques das coleções Itaú de Brasiliana e de Numismática, em um recorte dos cerca de 10 mil itens reunidos somente nestes dois conjuntos. Elas retratam o país desde a chegada dos colonizadores e percorrem cinco séculos de história. Entre as peças a serem exibidas ao público estão o óleo sobre madeira Povoado numa planície arborizada, produzido por Frans Post entre 1670 e 1680 – primeira peça adquirida por Olavo Setubal para a coleção – e uma vasta seleção de gravuras de Rugendas, Debret, Chamberlain, Auguste Sisson, Schlappriz, Buvelot e Moreau, Bertichem e Emil Bauch, reproduzindo as primeiras paisagens vistas do país.

Os dois andares que abrigam o Espaço Olavo Setubal no Itaú Cultural foram reestruturados com projeto especial de Daniela Thomas e Felipe Tassara para expor as obras da coleção. A curadoria da Brasiliana é de Pedro Corrêa do Lago e a de Numismática de Vagner Porto. “Com esta iniciativa, o Itaú traz a público de forma definitiva um dos acervos de maior valor histórico e artístico do Brasil”, diz Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural.

O Espaço Olavo Setubal apresenta, em nove módulos, peças iconográficas, imagens avulsas ou inseridas em álbuns, livros, documentos e mapas que retratam e revelam o Brasil e sua cultura. Os grandes artistas viajantes são representados em gravuras, pinturas, aquarelas ou desenhos originais, assim como as primeiras obras publicadas a respeito do país no exterior e álbuns iconográficos, impressos na Europa e em território nacional. As obras-primas da literatura brasileira também marcam presença, com exemplares de primeiras edições, muitas delas com dedicatória e ilustrações de nomes fundamentais da arte brasileira. Os conjuntos manuscritos não são menos importantes e trazem peças fundamentais da história e na literatura produzida no país ou sobre ele.

Os módulos se desdobram diante do visitante por temas e períodos históricos, mas não necessariamente por cronologia. O trajeto começa com O Brasil Desconhecido, apresentando dos primeiros desenhos que buscaram dar forma aos índios – revelando as primeiras impressões do europeu sobre o nativo, registrando-o com traço mais próximo ao renascentismo, que não lhe era tão estranho, e, por isso, com distorções sobre seus tipos físicos e costumes –, à documentação gerada até o século XVI.

Segue com O Brasil Holandês e O Brasil Secreto, até o século XVIII. O Brasil dos Naturalistas, começa a entrar no século XIX, e, a partir do quinto módulo, O Brasil da Capital, o visitante mergulha no país construído até o limiar dos anos 2000 – O Brasil da província, O Brasil do império, O Brasil da Escravidão e O Brasil dos Brasileiros. Uma série de vídeos com animações mostram outras obras e páginas de livros que não podem ser manuseados. A coleção de Numismática, antigamente acondicionada no Museu Herculano Pires, no último andar do instituto, agora acompanha cada etapa inserida no contexto histórico brasileiro.

SERVIÇO

Espaço Olavo Setubal: aniversário de São Paulo

Visitas Educativas 

Agendadas em Português, Inglês, Espanhol e em Libras [Língua Brasileira de Sinais] – para escolas, ONGs e instituições em geral

Horários: ​de terça a sexta, ​manhã e tarde.

Mais informações pelo telefone 2168-1876, de terça à sexta, das 9h às 20h.

Entrada franca

 

Visitas Espontâneas

A equipe do Itaú Cultural oferece visitas acompanhadas pelos educadores. Consulte percurso e disponibilidade.

Entrada franca

 

Visitas Temáticas

Educadores apresentam ao público roteiros temáticos que propõem relações entre as obras da coleção.

Em Português, Libras, Inglês e Espanhol consulte a disponibilidade e o percurso

Sábados, Domingos e Feriados, às 18h

Duração: 60 minutos

Ponto de encontro: Piso Térreo

Não é necessária inscrição prévia

20 vagas

Entrada franca

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho.

R$ 10 pelo período de 12 horas.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7;

4 horas: R$ 9; 5 e 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

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