Mestre da percussão , Naná Vasconcelos morre aos 71 anos

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Morreu, nesta quarta-feira, no Recife, o percussionista Naná Vasconcelos, aos 71 anos. Eleito oito vezes, por revistas especializadas em música nos Estados Unidos, como o melhor percussionista do mundo. Ele lutava contra um câncer. 
 
Naná também realizava há quinze anos a abertura do carnaval do Recife. Com 12 maracatus, 600 batuqueiros e o coral Voz Nagô, o marco ocorria sempre na sexta-feira de carnaval, levando milhões de pessoas no Marco Zero do Recife. Um espetáculo que só a criatividade de Naná e a força do carnaval pernambucano podiam criar.
 
Naná tem uma extensa carreira no exterior: atuou como percussionista ao lado de diversos nomes de peso como B. B. King, Jean-Luc Ponty, David Byrne, Jon Hassell, Egberto Gismonti, Pat Metheny, Evelyn Glennie e Jan Garbarek. Formou entre os anos de 1978 e 1982, ao lado de Don Cherry e Collin Walcott, o grupo de jazz Codona, com o qual lançou 3 álbuns. Em 1981, tocou no Woodstock Jazz Festival, em comemoração ao décimo aniversário do Creative Music Studio. Em 1998, Vasconcelos contribuiu com a música Luz de Candeeiro para o álbum Onda Sonora: Red Hot + Lisbon, compilação beneficente em prol do combate à AIDS, produzida pela Red Hot Organization.
 
Em 2015, Naná Vasconcelos recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
 
Das parcerias que teve, vale destacar a obra-prima da discografia nacional Isso Vai Dar Repercussão, parceria com Itamar Assumpção e lançado em 2004.

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