Aline Bei: Ele tinha até batina

com meus pais viajando eu dormi na casa dele, meu tios eram pais 2 só que

diferente,

na mão deles

eu ficava

mais solta,

minha mãe sempre chamando pra comer

banana,

 

– vê se não esquece de fazer xixi.

 

eu esquecia

na hora da

brincadeira, ficar com meu primo era muito

divertido, a gente tinha

pijama igual.

fiz minha mala feliz da vida, minha mãe chorosa dizendo:

 

– eu volto.

 

por mim estava tudo

bem.

cheguei

nos tios naquele casão de poucos móveis corredores largos ótimos pra brincar de pega-pega, quintal com

galinha esse bicho

esquisito que nunca olha pra você mas quando olha

que paulada, é profundo e é

de lado.

as galinhas ficavam

no cerco

da bisa

que morava na casa dos fundos, o biso morreu de muito açúcar, não chorei porque ele era fedido.

meu primo disse que homem não aguenta quando a vida é longa igual mulher que tem mais paciência porque tem leite no peito.

eu não tinha leite. Peito sim, crescendo, ainda dava pra driblar

o sutiã.

a gente andava de carrinho de rolimã meu primo

e eu, era dele, ele que montava e me empurrava ladeira abaixo na rua de trás da casa dos tios que era tranquila.

desci sem medo querendo ser rápida mais que carro, o carrinho

tombou

a roda

escapou direto pra grama o joelho um sangue.

meu primo correu, era mais velho e me pegou no colo, o tio

no escritório

do chefe, a tia

na cozinha fazendo macarrão, passamos pelos corredores largos eu rindo

de estar no colo e ser desconfortável, meu primo rindo da queda e do pesado que era me levar até a

cama.

 

– não foi nada.

 

ele pegou merthiolate

que deixava joelho ainda mais

vermelho, antes passou água e o sangue foi maior que o corte,

na verdade um corte pequenininho.

se ralar era legal pela atenção que se ganha, como se fosse sério perder um pouco de pele,

a pessoa machucada fica precisada de carinho.

meu primo me disse:

 

-você tem pouca pinta no corpo.

-tinha 1 no joelho, o machucado tirou.

 

e tinha outra

que morava perto

do lugar que sai

xixi.

contei.

ele disse não acredito

preciso

ver,

ficamos aflitos com a possibilidade de.

ele encostou a porta o mais baixo que pode a tia na cozinha

mexendo o molho,

no quarto um cheiro

de criança, ele jurou

não contar pra ninguém, o dedo cruzado na frente da boca.

abaixei shorts e calcinha

abri a perna pra mostrar a pinta

ficamos atentos e

trêmulos

quando a mão dele que queria ser

padre

encaixou nas dobrinhas da minha carne, encostei na cama pra não cair.

alinebei

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