Livre Opinião: “Num brado homérico”

Por Jonas Lara Marins

Num brado homérico, 64 à vista, vejo corpos caindo no pau de arara e nos porões da Senzala.

Quebram as regras, a mimica e o palavrão.

Lavram a família e dividiram o pão.

Tudo como o diabo gosta.

é nunca fazer o que o Mestre o mandar.

Não há vitoriosos nesse dia, quem perde é o fardo Democracia.

Mundo esse que a Democracia é mera sociedade política, fadada as conciliações nas quais as migalhas são distribuídas ao trabalhador. Nesse jogo de luta de classes para não perderem os “privilégios”, os trabalhadores caiam na premissa das conciliações de classe, na qual, o interesse da Família (Patrimonialismo), na qual, a aura do senhor de Engenho ainda é apresentada a nós. No qual o pacto social é mais importante do que a própria construção de uma Democracia em nome de uma Governabilidade, mesmo que ela seja mórfico e travestida de um discurso Fascista, sobre o pretexto de salvá-la? Fadados a esquecer da nossa luta, nos barganhamos com uma luta incessante e de derrotas inesquecíveis.

A palavra sertão que era típica do povo, das suas conquistas e da sua cultura, é transfigurada para um tipo ideal de sertanejo no qual agora Cicero é Deus na Câmara. A ode ao Debate está ai, as aranhas e os COID, convivem à espreita dominando a câmara do povo, ou será do Agronegócio e dos interesses privados da classe dominante?

Perdemos todos, a democracia e o trabalhador, os arautos estão ai preparados para o processo de cassação, já no segundo mandato a Elite brasileira já dava indícios da tomada do Executivo e do Legislativo, para tanto a aprovação da lei “AI5” ou tantos AI, está ai amórfica com codinome de Lei Anti-Terrorismo, para nos censurar. Essa democracia é a nossa própria derrocada, e é nessa derrocada que podemos incorporar realmente a sociedade civil, no qual, a tomada das decisões sejam tomadas por nos sujeitos políticos.

Esse é o jogo da conciliação com quem não se deve conciliar.

★★★

Jonas Lara Martins, Graduando em Ciências Sociais (UFSCar). Escritor nas horas sombrias da vida.

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