Leia o poema ‘Para nascer asas’, do POETA EM QUEDA

 

PARA NASCER ASAS

Quantos invernos
na breve passagem
de uma borboleta
pelo estômago.

Jamais se conheceu asa
nascida para se prender ao casulo
depois da primeira abertura
para a liberdade,
nem se soube de pessoa
que, depois de abrir os olhos,
merecesse bombas de gás
por lutar pela abertura
de uma escola.

Não existe “aLma”
onde ela se transforma em “aRma”
por qualquer outro motivo
que não o inocente sotaque
de uma mãe que reza
antes da janta.

Minha mãe sempre foi pura poesia,
mas também a poesia é uma mãe –
– uma MÃO, de parteira –
que pela primeira vez
entrega o recém nascido
para a aula do mundo.

Nascemos um amontoado de água.

Nosso primeiro grito
é a nossa sede pela MERENDA
do lutar.

★★★

POETA EM QUEDA

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