Cinemateca Brasileira realiza Mostra Sonia Braga

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A Cinemateca Brasileira presta homenagem a uma das maiores atrizes brasileiras, Sonia Braga. Consagrada no último Festival de Cannes, como protagonista de Aquarius, de Kleber Mendonça Filho, Sonia estreou no cinema em 1968, no clássico O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla. Das participações especiais – como a “Mulher fascinante” de Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil, de Antonio Calmon – às telenovelas – como a protagonista de Gabriela –, Sonia alcança o estrelato definitivo com o sucesso de Dona Flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto, segunda maior bilheteria do cinema brasileiro. Protagoniza outro grande sucesso em A dama do lotação, de Neville D’Almeida. No começo da década de 1980, vai ao Festival de Cannes pela primeira vez como a atriz principal de Eu te amo, de Arnaldo Jabor e dá início a carreira internacional – primeiro com a coprodução de Gabriela, cravo e canela, de Bruno Barreto, no qual divide a cena com Marcello Mastroianni e, em seguida, com O beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco (também exibido na competição oficial de Cannes). Estabelece uma carreira nos EUA, voltando ocasionalmente ao Brasil até o retorno em Tieta do Agreste, de Carlos Diegues – interpretando pela terceira vez uma personagem criada por Jorge Amado. Nesta mostra, a Cinemateca exibe marcos da filmografia de Sonia – como Dona Flor e seus dois maridos e Tieta do Agreste – além de raridades do acervo – como Cleo e Daniel, de Roberto Freire e Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil – que evidenciam o imenso talento desta grande atriz brasileira.

SERVIÇO
CINEMATECA BRASILEIRA
Largo Senador Raul Cardoso, 207
próximo ao Metrô Vila Mariana
Outras informações: (11) 3512-6111
www.cinemateca.gov.br

PROGRAMAÇÃO

QUINTA 02/06
SALA BNDES
19h00 CAPITÃO BANDEIRA CONTRA O DR. MOURA BRASIL
21h00 O BEIJO DA MULHER ARANHA

SEXTA 03/06
SALA BNDES
20h00 CLEO E DANIEL

SÁBADO 04/06
SALA BNDES
18h00 DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS
20h00 TIETA DO AGRESTE

DOMINGO 05/06
SALA BNDES
18h00 O BANDIDO DA LUZ VERMELHA
20h00 EU TE AMO

QUINTA 09/06
SALA BNDES
20h00 TIETA DO AGRESTE

SEXTA 10/06
SALA BNDES
19h00 EU TE AMO
21h00 CLEO E DANIEL

SÁBADO 11/06
SALA BNDES
19h00 O BANDIDO DA LUZ VERMELHA
21h00 O BEIJO DA MULHER ARANHA

DOMINGO 12/06
SALA BNDES
18h00 CAPITÃO BANDEIRA CONTRA O DR. MOURA BRASIL
20h00 DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS

FICHAS TÉCNICAS E SINOPSES

O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla
São Paulo, 1968, 35mm, pb, 92’
Paulo Villaça, Helena Ignez, José Marinho, Luiz Linhares, Sérgio Hingst, Sonia Braga
Marginal paulista coloca a população em polvorosa e desafia a polícia ao cometer seus crimes desconcertantes. Numa de suas incursões, conhece a provocante Janete Jane, famosa em toda a Boca do Lixo, por quem se apaixona. Clássico do cinema moderno brasileiro que toma como ponto de partida um caso policial de grande repercussão à época. Sonia aparece como uma das vítimas.
Classificação indicativa: 16 anos

O beijo da Mulher Aranha, de Hector Babenco
São Paulo, 1985, 35mm, cor, 120’
William Hurt, Raul Julia, Sonia Braga, José Lewgoy
No presídio de um país latino-americano não especificado dois prisioneiros, um homossexual e um militante político, ensaiam uma difícil convivência. Baseado na novela homômina de Manuel Puig. Pelo filme, William Hurt recebeu o Oscar de Melhor ator e o prêmio na mesma categoria no Festival de Cannes de 1985. Sonia aparece como a estrela dos filmes que Hurt narra a Julia.
Classificação indicativa: 14 anos

Capitão Bandeira contra o Dr. Moura Brasil, de Antonio Calmon
Rio de Janeiro, 1971, 35mm, cor, 80’
Claudio Marzo, Norma Bengell, Hugo Carvana, Sonia Braga
Esgotado física e psicologicamente, Capitão Bandeira, que fizera um acordo mefistofélico com o invisível Dr. Moura Brasil, procura combater o vilão para sobreviver. Só o consegue na medida em que nega seu emprego de publicitário, resolve suas conquistas amorosas e foge para um aprazível lugarejo à beira-mar onde se realiza um filme. Filme pop e com brilhante fotografia de Affonso Beato. Participação especial de Sonia Braga.
Classificação indicativa: 14 anos

Cleo e Daniel, de Roberto Freire
São Paulo, 1966, 35mm, pb, 104’
Irene Stefânia, Chico Aragão, John Herbert, Myrian Muniz, Lélia Abramo, Beatriz Segall, Sonia Braga
A trágica história de amor de um casal de jovens sensíveis e desajustados social e psicologicamente, que são atendidos pelo mesmo psiquiatra e se viciam em barbitúricos. Baseado no romance homônimo do diretor.
Classificação indicativa: 18 anos

Dona flor e seus dois maridos, de Bruno Barreto
Rio de Janeiro, 1976, 35mm, cor, 118’
Sonia Braga, José Wilker, Mauro Mendonça, Nelson Xavier
Depois de perder o amante, um malandro viciado em jogo, mulheres e bebidas, viúva decide se casar com um pacato farmacêutico. Tempos depois, ela começa a receber visitas do fantasma do malandro, que passa a dividir as atenções conjugais com seu atual marido. Baseado no romance homônimo do escritor Jorge Amado, Dona Flor e seus dois maridos é uma das maiores bilheterias da história do cinema brasileiro. Estrelado por Sonia Braga, com música de Chico Buarque e Francis Hime, o filme recebeu os principais prêmios nacionais na época de seu lançamento.
Classificação indicativa: 16 anos

Eu te amo, de Arnaldo Jabor
Rio de Janeiro, 1981, 35mm, cor, 110’
Sonia Braga, Paulo Cesar Pereio, Vera Fischer
O encontro de um empresário falido durante o milagre econômico na década de 1970 e uma mulher traumatizada por uma relação frustrada. Sofisticada fotografia de Murilo Salles e clássica trilha de Chico Buarque e Antonio Carlos Jobim. Um dos grandes trabalhos de Sonia no cinema.
Classificação indicativa: 16 anos

Tieta do Agreste
, de Carlos Diegues
Rio de Janeiro, 1996, 35mm, cor, 140′
Sonia Braga, Marilia Pera, Chico Anisio, Zezé Motta, Claudia Abreu, Patrícia França, Jece Valadão, Jorge Amado
Aos 17 anos, a adolescente Tieta é expulsa pelo pai de Santana do Agreste, na Bahia, por falta de decoro. Vinte e seis anos depois, ela volta de São Paulo e é recebida como heroína em sua cidade natal. Adaptado do célebre romance de Jorge Amado, com música de Caetano Veloso.
Classificação indicativa: 14 anos

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