O gênio David Jones, homem que se tornou David Bowie, e o homem que mudou o mundo, agora e para sempre

a2b5cbe6-96a3-474f-8204-29256090401fLançado pela BestSeller, do Grupo Editorial Record, Bowie – A Biografia, de Wendy Leigh, traça a vida e carreira do cantor, passando pelos anos pueris até se consagrar como uma das maiores influências de gerações.

A obra passa pela convivência de David pelas ruas da Inglaterra e EUA, assim como na sua meteórica ascenção com o seu personagem Ziggy: “Deixar Ziggy para trás foi um alívio para David, que em geral levava cinco horas para aplicar sua maquiagem de Ziggy Stardust, e uma hora por noite para retirá-la”.Outro aspecto bem desenvolvida pela biógrafo é em relação à trajetória de Bowie no cinema: “A agende cinematográfica de David, Maggie Abbott, foi até Manhattan conversar sobre um projeto que encontrara para ele, O homem que caiu na Terra. Sua sugestão de que ele estrelasse em um filme não foi a primeira que ele recebeu. Ele estava de olho em Hollywood, mas mesmo assim recusara a oferta de Elizabeth Taylor par aparecer em seu filme O pássado azul.

Wendy relata os problemas de vícios de drogas de David durante os anos de 1970: “Que muitas aventuras sexuais de David eram regadas a drogas era óbvio. Dormindo pouco, ele estava usando quantidades enormes de cocaína, que era muito forte nos Estados Unidos do que na Inglaterra. Ele nunca tivera tanta energia, com groupies, fãs e rodies sempre prontos para lhe fornecer gramas intermináveis de coca. Usar a droga se tornou tão habitual que ele nem se hesitou em cheirá-la diante dos pais de Ava Cherry quando eles o convidaram para jantar”.

Em entrevistas bem espalhadas e articuladas com os momentos marcantes da vida de Bowie, com relatos de pessoas que tiveram, íntima e profissional, aproximação com o cantor. Uma das mais famosas e motivadoras ocasiões para o seu crescimento na carreira, em Berlim, onde produziu álbuns inspirados na viagem: “Ele [David], havia ido a Berlim em busca de uma nova identidade. Ele fazia glam rock, mas era tão inteligente que sabia que precisava fazer outra coisa”.

Imagem do livro

Imagem do livro

Por diversas revelações e uma que transformou gerações, o livro Bowie – Biografia mostra que o cantor continua vivo, com a subversão e a criatividade, algumas das características mais marcantes do astro britânico, não apenas o destacam de seus colegas de profissão, mas são responsáveis pelo charme de Bowie, que cativou milhões de fãs em todo o mundo. Um registro íntimo e revelador da vida de um dos maiores ícones da história recente: “Ele realmente foi o homem que mudou o mundo, o homem que deslumbrou o mundo, que seduziu o mundo e  no final conquistou o mundo. E isso nunca foi tão claro quanto na manhã de 11 de janeiro de 2016, quando o mundo acordou com a notícia de que David Bowie tinha morrido, apenas três dias após seu aniversário de 69 anos. Nos próximos meses, sem dúvida haverá mais homenagens. […] relembrando o gênio David Jones, homem que se tornou David Bowie, e o homem que mudou o mundo, agora e para sempre”.

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SOBRE A AUTORA

Wendy Leigh

Wendy Leigh

Wendy Leigh já escreveu 16 livros, entre eles “Prince Charming: The John F. Kennedy Jr. Story” e “The secret letters of Marilyn Monroe & Jacqueline Kennedy”. Além de David Bowie, ela também assinou as biografias de Patrick Swayze e Arnold Schwarzenegger. Wendy faleceu em junho, aos 65 anos.

TRECHO DO LIVRO

“Desempenhar o papel de John Merrick, um homem nascido com uma trágica deformidade facial, foi um triunfo para David. Mas, ao mesmo tempo, a decisão de fazer um desajustado em sua estreia na Broadway dizia um pouco sobre David Bowie, o homem. Único filho que seus pais tiveram juntos, David nasceu canhoto, o que na Inglaterra dos anos 1950 era considerado uma desgraça, uma aberração que tinha de ser corrigida a todo custo. ‘Na escola, eu me lembro muito bem das crianças rindo de mim porque eu desenhava e escrevia com a mão esquerda’, contou David.

Seus colegas de escola gritavam que ele era ‘o diabo’, simplesmente porque escrevia com a mão esquerda. Pior ainda, ‘a professora tinha o costume de bater na minha mão para tentar me tornar destro’, disse ele.

A professora fez tudo o que pode, mas apesar de suas frequentes tentativas de forçar David a usar a mão direita em vez da esquerda, ele resistiu instintivamente e continuou canhoto. Mesmo assim, a batalha deixou cicatrizes e também serviu para endurecer seu espírito. Muitos anos depois, ele disse: ‘Aquilo me isolou imediatamente. Eu não me sentia igual aos outros por causa daquilo… Então acho que talvez tenha sido um daqueles avisos de como eu ia avaliar minha jornada pela vida: tudo bem, eu não sou igual a vocês, seus filhos da puta, então serei melhor que vocês.’”

 ★★★

BOWIE
WENDY LEIGH
Páginas: 322
Preço: R$ 49,90
Tradução: Joana Faro
Editora: BestSeller | Grupo Editorial Record
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