POEMA LIVRE: ‘Ódio ao Burguês’, de Jefferson Pereira

Ódio ao Burguês

Flui, em meu corpo, o delírio,
O sopro poético da ganância
Por liberdade e transgressão.

Sou um rebelde da natureza,
Um amante viciado da solidão,
Da ruptura, e iconoclastia da vida.

Deito-me frente ao sol para cantar
Odes aos mendigos, aos moradores
Dos guetos e artistas da sobrevivência.

Escarro o meu ódio ao burguês sifilítico,
À madame de vestido de veludo e sapatos
Caros, mas sujos e feitos de trapos.

★★★

Jefferson Pereira – Paulista. Esconde-se em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Jornalista independente. Faz poesia para suportar o caos urbano e a natureza humana. Aventura-se na música também.

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