POEMA LIVRE: ‘Tântalo e o Mundo’, de André Oviedo

TÂNTALO E O MUNDO
 
é inútil esticar
o braço para tentar
alcançar o mundo.
 
inúteis também são
os laços que usam os peões
as linhas e anzóis dos pescadores
os tênis de corrida recém-comprados
as esteiras de aeroporto
as escadas rolantes
as grandes rodovias
o carro antigo do seu avô
o carro novo do seu irmão.
 
desde o Big Bang
tudo está em constante expansão
-dizem os astrofísicos-
principalmente o vazio.
 
tudo foge de nós
como se o susto
fosse a única forma
possível de comunicação.
 
veja só:
ontem mesmo repousava
na minha a sua mão.
 
agora já não.
 
 
andré oviedo
 

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