Colabore para a manutenção da Biblioteca Roberto Piva

Roberto Piva

Roberto Piva

O acervo deixado pelo poeta paulista Roberto Piva após sua morte conta com cerca de 6.000 títulos, com predomínio de livros de poesia (destaque para edições estrangeiras de poetas das vanguardas do século XX e beatniks, algumas bastante raras), que convivem com obras sobre antropologia, etnografia, artes plásticas, ocultismo etc. Além de contar com inúmeras edições dificilmente encontradas, um dos grandes valores do acervo é ter sido formado a partir do olhar e dos interesses de Roberto Piva, cuja curiosidade intelectual e disposição de partilhá-la o tornavam em uma “antena” da poesia mundial. É evidente que as leituras de autor tão importante revelam sua trajetória intelectual e artística. Em outras palavras, livros falam.

Necessidades imediatas

O valor arrecadado com esta campanha será revertido para os seguintes fins:

  • compra e instalação do mobiliário necessário à manutenção da biblioteca;
  • catalogação, etiquetagem e preservação dos livros;
  • pagamento de um ano de aluguel do espaço físico em que ela está instalada, no Vale do Anhangabaú.

O propósito é que a biblioteca seja aberta ao público, e nela se desenvolva uma programação de atividades com finalidade cultural.

Fachada do prédio onde a biblioteca será organizada. O prédio fica na Avenida São João, 108, São Paulo

Fachada do prédio onde a biblioteca será organizada. O prédio fica na Avenida São João, 108, São Paulo

Recompensas

Quem auxiliar com doações ao projeto receberá, de acordo com a faixa de recompensa que escolher, edições especialmente preparada para esta campanha, com material proveniente do espólio do poeta. Essas edições não chegarão ao mercado, mas circularão apenas entre os apoiadores do projeto, portanto, trazem, desde a sua origem, o selo do ineditismo e da raridade.

Roberto Piva 

O poeta Roberto Piva (1937-2010) foi uma das personalidades mais polêmicas e emblemáticas de sua geração. O apartamento do Piva, no bairro paulistano de Santa Cecília, era frequentado por muita gente interessada em poesia. Agitador e incendiário cultural desde os anos 1960, Piva ajudou a formar várias gerações de leitores e escritores. Através de oficinas, leituras públicas e palestras, divulgou um conjunto muito variado de conhecimentos, que vão da arte surrealista à etnografia e à antropologia. Partilhou generosamente assuntos como ecologia, xamanismo e curandeirismo.

Após a morte de Roberto Piva, a biblioteca que o poeta mantinha em casa foi guardada por Gustavo Benini até 2015. Neste momento, foi formada uma comissão constituída por Claudio Willer, Antonio Fernando de Franceschi e Roberto Bicelli. Essa comissão procurou parcerias para abrigar e disponibilizar à sociedade o acervo junto a órgãos públicos, que, como sempre, são campeões em morosidade e desconversa. Na impossibilidade de deixar este rico acervo se deteriorar, a comissão aceitou a generosa contribuição da Editora Córrego e do Selo Demônio Negro, que abrigaram a biblioteca no espaço físico que compartilham no centro da cidade de São Paulo. A partir deste momento, as pessoas envolvidas passaram a idealizar a criação de um espaço cultural voltado à manutenção do acervo de Roberto Piva e à realização de práticas que favoreçam a difusão da escrita e da pesquisa de poesia.

Reconhecimento do poeta Roberto Piva

Mesmo sendo conhecido e cultuado desde os anos 1980, sua obra ganhou maior circulação a partir da reedição pelo Instituto Moreira Salles, em 2000, de seu inovador livro Paranoia, de 1963, e a subsequente publicação de volumes de suas Obras Reunidas pela editora Globo. Hoje, é um poeta não apenas lido, mas também estudado, com uma quantidade de teses, dissertações, ensaios e outras publicações tratando de sua contribuição. Isso confere, evidentemente, especial interesse à preservação de seu acervo: livros, manuscritos, textos esparsos.

Orçamento

O dinheiro arrecadado será utilizado para as seguintes finalidades:

1) Catalogação e etiquetagem dos livros. R$ 5.000,00.

2) Aluguel de um ano do apartamento em que os livros estão acomodados, na Avenida São João, São Paulo. R$ 20.000,00

3) Material e mão de obra para a instalação do mobiliário necessário à manutenção do acervo. R$ 8.000,00.

4) Taxa de operação do Catarse: R$ 5.424,00

5) Pagamento de direitos autorais: R$ 3.300,00

Total: R$ 41.724,13

Entre aqui para realizar o apoio 

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