Jefferson Pereira: Ao Povo

Ao Povo

 
Na rua você sente o drama,
A repressão bate e não engana.
Homens de negócios
Sugam nossas esperanças:
A ordem é o Ibovespa;
A Mídia
Faz sua cabeça.
A criança chora,
O pai sente a derrota.
O povo apanha
Nas fábricas,
Nas casas burguesas,
Elite da pobreza.
Miséria na favela,
Na grande São Paulo,
Nos bairros da tristeza.
Quem vê a dor não se ilude
Perde o medo; vê a plenitude.
Bêbados nas ruas
Profetizam o amanhã.
Quimeras mil
Revelam o sonho
Da igualdade civil e
Do mais tenro
Amor pueril.   
★★★
Jefferson Pereira – Paulista. Esconde-se em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Jornalista independente. Faz poesia para suportar o caos urbano e a natureza humana. Aventura-se na música também.

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