Demetrios Galvão: ‘ecos de uma luz distante’

ecos de uma luz distante

 
 
herdei um feudo obsoleto e
seu testamento ruidoso.
 
– um cabedal ralo:
tratado de honra, lar efêmero…
 
uma terra fatiada
que se divorciou do matrimônio das águas
para o plantio de flor-de-pedra.
 
– recanto de voz metálica
que abriga assombros.
 
insônia perpétua que viaja sem descanso
ignorando as gerações em ritmo bárbaro.
 
– ecos de uma luz distante)))))))
 
por muito tempo
elaborei madrugadas em lábios rugosos
montei estandartes e
confeccionei máscaras para afogados.
 
o que herdei não se decifra
– não há ganho –
se aposta diante do espelho.
 
demetrios galvao

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