Terça Tem Teatro apresenta dupla programação com Cia Lusco-Fusco, inspirada na vida de Sylvia Plath e na obra de August Strindberg

 

A relação da americana com o inglês e também poeta Ted Hughes conduz a trama de “Ilhada em Mim – Sylvia Plath”, peça de Gabriela Mellão; na noite seguinte, a companhia interpreta “O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência”, que explora visualmente a condição do ser artista; ambas têm direção e atuação de André Guerreiro

Ilhada em Mim Sylvia Plath

Ilhada em Mim Sylvia Plath

INFERNO - O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência

INFERNO – O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência

Nos dias 9 e 10 de agosto (terça-feira e quarta-feira), sempre às 20h, o Itaú Cultural apresenta programação estendida do Terça Tem Teatro, na qual o público tem a oportunidade de assistir em duas noites seguidas diferentes peças do repertório da Cia. Lusco-Fusco. A primeira, Ilhada em mim – Sylvia Plath, indicada ao Prêmio APCA de Melhor Direção, em 2014, aborda a complexidade do universo interior feminino. A segunda, O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, trata da ação dos artistas em abandonarem a zona de conforto para partirem em busca do desconhecido, integrando em cena teatro, videoarte, movimento e música ao vivo.

Com direção de André Guerreiro Lopes, texto de Gabriela Mellão e protagonizado por Djin Sganzerla, o drama Ilhada em Mim – Sylvia Plath, apresentado no dia 9 (terça-feira), retrata as depressões da escritora e a conflitiva relação com o poeta inglês Ted Hughes, representado por André Guerreiro Lopes, também diretor e marido da atriz na vida real. O cenário traduz a relação dos dois personagens no palco coberto por água, com móveis, roupas e papéis boiando e afundando de acordo com a tensão de ambos. Há, ainda, reprodução de entrevistas de Sylvia e Hughes, concedidas para rádios, com as legendas projetadas.

 A obra passeia entre um tipo de loucura que se avizinha da sabedoria e uma lucidez só possível em mentes geniais. Entregue em seu universo particular, a poetisa, que cometeu suicídio aos 30 anos, materializa experiências reais e imaginárias, regida pela força destrutiva e lírica que orientou sua vida. Ilhada em mim é sobre o desespero gerado pelo mais intenso amor, uma paixão que durou e consumiu uma vida, o compromisso de alma com uma arte vanguardista e verdadeiramente revolucionária, a obsessão pelo esvair do tempo, o desejo sincero nunca atingido de ser mulher, amante, artista, filha e mãe, de ser uma mulher inteira.

Segunda apresentação

O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, que a Lusco-Fusco apresenta no dia 10 (quarta-feira), parte do romance autobiográfico Inferno e de fragmentos da peça Um Sonho, ambas do dramaturgo e pintor August Strindberg. O espetáculo estreou em 2013, tendo feito temporadas na capital e no interior, além de participar de mostras e festivais.

No palco, as atrizes Helena Ignez e Djin Sganzerla, e os atores Eduardo Mossri e André Guerreiro Lopes, que também assina a direção, se unem ao músico Gregory Slivar para compor um mosaico visual e sonoro, que materializa os estados mentais e a investigação interior do autor sueco, seus desvios, dúvidas e descobertas. Com uma imagem de sombra silhuetada ao fundo do palco, Slivar toca piano, clarinete, cello e faz efeitos digitais, criando uma sonoridade que se funde com imagens de vídeo e encenação do elenco, representando o momento da criação artística.

Sobre os participantes

André Guerreiro Lopes, diretor e ator, explora a intersecção das linguagens do teatro físico, cinema e artes visuais em espetáculos como A Melancolia de Pandora, O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência, além de Ilhada em Mim – Sylvia Plath. Atuou em produções como na peça Dissecar Uma Nevasca, de Bim de Verdier, no longa-metragem Luz Nas Trevas – A Volta do Bandido da Luz Vermelha, de Helena Ignez, na novela Sangue Bom e nas minisséries Dercy e JK, da Rede Globo. Foi membro do Theatre de l’Ange Fou, companhia teatral sediada em Londres, e integrou os grupos CPT, de Antunes Filho, e Cia do Latão. Foi assistente de direção brasileiro do diretor Bob Wilson nos espetáculos Garrincha e A Dama do Mar. Entre trabalhos como cineasta, dirigiu o premiado O Voo de Tulugaq.

Djin Sganzerla recebeu diversos prêmios, entre eles o APCA de Melhor Atriz de Cinema, o de Melhor Atriz no 12º Festival de Cinema Luso Brasileiro, de Portugal, e Melhor Atriz Coadjuvante no 39º Festival de Cinema de Brasília. Trabalhou com diretores teatrais como Antonio Abujamra, Zé Celso Martinez Correa, Antunes Filho, Rogério Sganzerla, Steven Wasson, entre outros. No teatro, atuou em A Melancolia de Pandora, com direção do americano de Steven Wasson e André G. Lopes; O Belo Indiferente, de Jean Cocteau; Um Sonho, de August Strindberg, com direção de André Guerreiro Lopes, com quem co-dirigiu, em 2010, Estranho Familiar. Esteve em mais de 15 longas-metragens, e na televisão protagonizou recentemente Lilith, dirigido por Fabrizia Pinto para a HBO.

Eduardo Mossri é bacharel em interpretação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Com uma carreira desenvolvida no teatro, com mais de 20 peças no currículo, integrou montagens dirigidas por Beth Lopes, Marcelo Lazzaratto, André Guerreiro Lopes, Antonio Januzelli, Ariel Farace, Vinicius Torres Machado, Rogério Tarifa, Samir Yazbek e Helio Cicero. Após uma temporada de estudos em Londres, realizou seu primeiro monólogo, Ivan e os Cachorros, de Hattie Naylor, com direção de Fernando Villar. O espetáculo abriu o Festival da Cultura Inglesa e conquistou os prêmios Myriam Muniz de Circulação, Caixa Cultural, Circuito Paulista e Viagem Teatral do Sesi. Seu segundo monólogo, Cartas Libanesas, comtexto de José Eduardo Vendramini, foi indicado aos prêmios Shell, APCA e Aplauso Brasil na categoria melhor autor, além de participar de festivais.

Gabriela Mellão é autora, diretora e jornalista teatral. Pós-graduada em Jornalismo Cultural na PUC (SP), estudou Cultura e Civilização Francesa na Sorbonne, em Paris, e Dramaturgia e História do Teatro Moderno em Harvard, Boston. Escreve para Folha de São Paulo e Revista Vogue. Compõe o júri do prêmio APCA de teatro. A História Dela, de 2008; Parasita, 2009; Correnteza, 2012; Espasmo, 2013, e Nijinsky – Minha Loucura é o Amor da Humanidade, de 2014, são algumas de suas peças encenadas. Tem, inclusive, um livro publicado com suas obras teatrais: Gabriela Mellão – Coleção Primeiras Obras. Lecionou Laboratório de Crítica Teatral para o curso de pós-graduação em Jornalismo Cultural na FAAP, entre 2009 e 2012.  Foi crítica da Revista Bravo, entre 2009 e 2011, ano de fechamento da publicação.

Helena Ignez tem mais de 50 anos de produção nos vários campos das artes cênicas e cinematográficas, e já foi homenageada na Ásia e na Europa. Dirigiu o premiado longa-metragem Canção de Baal. Seu segundo longa foi Luz nas Trevas, realizado a partir do roteiro original de Rogério Sganzerla. Seu primeiro filme com Glauber Rocha foi O Pátio, em 1959. Fez inúmeros filmes do Cinema Novo, como A Grande Feira, Grito da Terra, Assalto ao Trem Pagador e O Padre e a Moça. Começou sua parceria criativa com Rogério Sganzerla em 1968 e atuou em quase todos os seus filmes. Os trabalhos como atriz incluem os filmes Encarnação do Demônio, de José Mojica Marins, e Hotel Atlântico, de Suzana Amaral, e as peças Os Sete Afluentes do Rio Ota, direção de Monique Gardenberg, Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, e Pessoas Sublimes, do grupo Satyros em SP. Seu novo longa-metragem, Ralé, foi exibido no 34º Filmfest Munchen, na Alemanha.

Gregory Slivar tem como principais interesses, no âmbito estritamente musical,  a música de vanguarda. Seus trabalhos permeiam o uso do computador e programação como suporte composicional, abordagens alternativas para instrumentos convencionais, técnicas vocais expandidas, construção de novos instrumentos musicais, esculturas sonoras e performance musical. Suas principais pesquisas e sua mais abrangente área de atuação tem sido a música ligada a cena. Sempre privilegiando a execução ao vivo, suas concepções sonoras procuram se amalgamar de maneira estrutural dentro das peças e, quando possível, estuda maneiras cênicas de inserção da figura do músico nos espetáculos e instrumentos como objetos cênicos. Assinou a concepção sonora de espetáculos de teatro e dança em parceria com diretores como Alice K., Tadashi Endo, Maria Thais, André Guerreiro Lopes, Djin Sganzerla, Alex  Ratton, entre outros. Já teve trabalhos premiados em festivais nacionais de teatro e, recentemente, foi contemplado com o Prêmio Shell de Teatro categoria Música, pelo espetáculo Prometheus – A Tragédia Do Fogo, da Cia Balagan de Teatro.

 itaucultural

SERVIÇO

TERÇA TEM TEATRO

Ilhada em mim – Sylvia Plath

Dia 9 de agosto (terça-feira), às 20h

Com a Cia Lusco-Fusco

Texto: Gabriela Mellão

Direção e Cenografia: André Guerreiro Lopes

Elenco: Djin Sganzerla e André Guerreiro Lopes

Duração: 60 min

O Livro da Grande Desordem e da Infinita Coerência

Dia 10 de agosto (quarta-feira), às 20h

Com a Cia Lusco-Fusco

Direção e adaptação: André Guerreiro Lopes

Elenco: Helena Ignez, Djin Sganzerla, André Guerreiro Lopes, Eduardo Mossri e Gregory Slivar

Duração: 70min

Classificação indicativa: 12 anos

Interpretação em Libras

 

 

Sala Itaú Cultural (247 lugares)

Entrada gratuita.

Distribuição de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

R$ 10 pelo período de 12 horas.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

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