Jefferson Pereira: Grades sociais: a morte das minorias faz elite rir e celebrar a dor

 

Morreu mais um preto no gueto.
era o presente de grego para a
mãe que agora derrama lágrimas
pelo filho de pele e alma preta.

Ninguém viu o tiro, o sopro da
vida foi mero detalhe na triste
rotina dos noticiários da TV.

O dinheiro fala mais alto quando
a vida tem pouco valor se for de quem é
vítima do ódio e desprezo por causa da cor.

Na TV o estereótipo é de ladrão, de marginal,
como se ser pobre e preto fosse um mal…

No país das causas inúteis e meritocracias,
gritar por justiça é morrer abraçado na triste
sina de tantas violências cotidianas.

Lágrima de pobre não comove juiz, não faz rico
levantar bandeira para classe média defender.

E se Deus for branco, que carregue seu ódio para
longe da gente pobre: não há Deus que cure
a falta, a fome, a miséria de um povo que já
paga sentença pela cor e ausência de amparo.

Quando for parar para entender não esqueça:
quem morre e leva tiro é quem
depende de condução de ida e volta
para sobreviver…

É quem é parado
na rua por simplesmente ser o que
a natureza fez ser.

A TV só quer nos embranquecer e nos
faz esquecer que a alma é preta e a vida
é dura na hora de receber a notícia de mais
um morto pela arma de quem
deveria nos defender.

jefferson pereira

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