Mônica Montone apresenta o monólogo ‘Godeia no lugar onde todas as coisas são possíveis’ no XV Encontro Abralic

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O que fazer quando descobrimos que a liberdade e o amor podem ser becos sem saída? Que o inferno nada mais é do que a solidão povoada?
 
“Bem na verdade eu não sei como cheguei até aqui. Como me tornei o que sou, ou melhor, o que tenho sido. Ser quem sou dá um trabalho danado porque só posso ser o que pensam que sou. É muito solitário ser o que pensam que somos”. 

A fala acima é de Godeia, personagem do monólogo de Mônica Montone, “Godeia no lugar onde todas as coisas são possíveis”, mas poderia ser de qualquer um de nós.

Assim como nós, Godeia tem medo de envelhecer, do fracasso, da solidão. Godeia tem medo que descubram quem ela realmente é e deixem de amá-la. Sente culpas que não são suas e convive com o seu duplo mergulhando num mundo da fantasia: o lugar onde todas as coisas são possíveis.

Segunda peça autoral de Mônica Montone – a primeira foi “Sexo, Champanhe e Tchau”, também lançada em livro pelo selo Átame da editora Oito e meio – “Godeia no lugar onde todas as coisas são possíveis” fala sobre narcisismo de maneira bastante lúdica e poética e narra a aventura de uma jovem em busca de autoconhecimento e amor:

“Às vezes eu tenho a sensação de que não passo de uma fratura exposta. Um osso duro de roer que se quebrou e jamais terá conserto. Um punhado de nervos saltando sobre a pele como um fio desencapado prestes a dor choque. Sinto-me nua mesmo de vestido longo. No meu caso nem a popelina ou a seda disfarçam o eczema”.

Mônica Montone, que já atuou nas peças “Apocalipse segundo Domingos Oliveira” e “Os sábados do Domingos, um cabaré filosófico”, ambas do diretor e dramaturgo Domingos Oliveira; Sexo, champanhe e Tchau, de sua autoria com direção de Juliana Betti e participação de Ana Cecília Mamede, além de diversas performances em feiras e festas literárias, viverá Godeia no palco do teatro Odylo Costa Filho da UERJ durante o XV Encontro Abralic.

Após a apresentação do monólogo haverá debate com o crítico e ensaísta Manuel da Costa Pinto sobre o seu texto – que em breve sairá em livro pela editora Oito e Meio e conta com uma apreciação crítica de Manuel:

“Godeia no lugar onde todas as coisas são possíveis combina um cenário de suspensão temporal e ausência de marcas geográficas ou históricas (também característicos de Beckett) com uma estrutura de diálogo com interlocutores invisíveis, à maneira do “monólogo dialogado” de A Queda, de Camus – e, como este, resulta num texto em prosa com vocação para a encenação teatral. Descrito desse jeito, o novo livro de Mônica Montone pode parecer excessivamente montado sobre referências eruditas que contrastam seja com seu trabalho como uma das melhores cronistas brasileiras (condição que ainda não ganhou o devido reconhecimento), seja com o próprio tom de Godeia: ora lírico e dramático (embora jamais solene), ora despachado e birrento (mas nunca vulgar), mais próximo do registro de um tipo de crônica que assume o ponto de vista feminino para falar da experiência cotidiana – e que fala a todos os leitores, sem gênero definido”.

A peça “Godeia no lugar onde todas as coisas são possíveis” conta com cenário da artista plástica Lia Sampaio, figurino de Maria Rabelo e iluminação de Moises Farias. Única apresentação.

unnamedSOBRE MÔNICA MONTONE

Mônica Montone nasceu em Campinas (SP), e vive no Rio de Janeiro desde 2000. É autora dos livros Mulher de Minutos (Íbis Libris, 2003), Sexo, Champanhe e Tchau (Oito e Meio, 2013) e A Louca do Castelo (Oito e Meio, 2013). Participou de diversas antologias incluindo Poesia Sempre (Fundação Biblioteca Nacional, 2007) e Amar, verbo atemporal (Rocco, 2012), Manual Literário para amar os homens – ou não (Oito e Meio, 2014) e publicou em inúmeros sites, blogs, revistas e jornais incluindo o jornal O Globo. Recebeu o prêmio de melhor escritora de 2013 da revista Quem através de júri popular. Flertando com outras artes lançou seu primeiro CD com músicas próprias e em parceria com o poeta Claufe Rodrigues e fez shows em feiras literárias e bienais em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Lisboa, Marechal Deodoro, Recife, Poços de Caldas, Fortaleza, Bento Gonçalves, Campinas, Cantagalo, Caxias do Sul, Ibitipoca, Campos dos Goytacazes e Salvador. Integrou o elenco das peças Apocalipse Segundo Domingos Oliveira e Os sábados do Domingos, um cabaré filosófico, do diretor e dramaturgo Domingos Oliveira, e atuou na montagem de sua primeira peça, Sexo, Champanhe e Tchau. Escreve para os portais Obvious e CONTI outra. Informações: http://www.monicamontone.com.br

★★★

Apresentação do monólogo de Mônica Montone no XV Encontro Abralic 2016
Data: 21 de setembro
Horário: 19h30
Local: Teatro Odylo Costa Filho (UERJ)
Endereço: R. São Francisco Xavier, 524 – Maracanã, RJ
Ingresso: entrada franca

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