Itaú Cultural promove seminário, debates e espetáculos com foco nos direitos das mulheres

A proposta é colocar em discussão temas como a presença transformadora da mulher na cultura brasileira e na Academia, falar sobre assuntos como a produção da arte nesta condição de gênero no país e outros assuntos como a violência contra elas; as atividades contam com nomes como Djamila Araújo, Caróu Diquinson, Márcia Kambela, Azelene Kaigáng e Nilma Gomes

 itau-culturalDurante dois dias, 24 e 25 de setembro (sábado e domingo), o Itaú Cultural, em parceria com a Revista Cult, promove o Seminário Dicções Femininas na Cultura Brasileira. São mesas de discussão e apresentações artísticas, que abordam temas ligados às questões referentes às mulheres e à construção social do feminismo. Entre as convidadas para debate estão, por exemplo, Djamila Ribeiro, secretária adjunta da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, Caróu Diquinson, integrante do Movimento Passe Livre e Coletiva Chega de Assédio, Eliane Dias, que faz parte do grupo Negras Empoderadas e é responsável pela carreira do Racionais MC´s, e a indígena Márcia Kambeba, pesquisadora de assuntos ligados a território, memória, cultura e arte dos povos indígenas. Ainda, o público pode assistir a espetáculos com a perfomer Estela Lapponi e dançarina Nina Giovelli, além da Boa Companhia.

A presença transformadora da mulher na cultura brasileira é o assunto da primeira mesa do dia 24, às 14h. O bate-papo é comandado pela mestre em Filosofia Djamila Ribeiro, a ex-secretária de Cidadania e Diversidade Cultural no Ministério da Cultura Ivana Bentes e Eliane Potiguara – embaixadora da Paz pelo Círculo de escritores da França e Suíça, com mediação de Bianca Santana, autora do livro Quando me descobri negra. O debate tem como foco a atuação transformadora da mulher na cultura brasileira e na existência de um silenciamento e invisibilidade dessas mulheres, em especial por instituições que as poderiam legitimar.

Às 16h, a performer Estela Lapponi, junto da artista visual Roberta Barros e da atriz Tânia Farias, fala sobre as dificuldades enfrentadas por mulheres artistas em produzir arte no Brasil, fazer circular essa arte e estabelecer suas obras no cenário curatorial nacional. Muitas vezes, os eventos elencam artistas homens, tendo uma quase nula representatividade de mulheres, em especial em circuitos de arte legitimadores. O tema é Produzir arte – Desfazendo a hegemonia e suas complexidades e a mediação é da jornalista da Folha de S. Paulo, Úrsula Passos.

Três horas depois, às 19h, Estela sobe ao palco para apresentar INTENTO 00035 – Ça m’énerve!!!. Nesta performance, Zuleika Brit, personagem encarnado por ela, se despe perante o público e revela cada detalhe de seu corpo. Aponta todos os defeitos que a incomodam marcando-os com a fita FRÁGIL, ajudada pelo público, o que resulta em um corpo amarrado em FRÁGIL. Um corpo preso. Paralisado. Um corpo que já não pode mais agir. Um corpo para ser visto. O que acontece depois é o público quem decide.

Em seguida, tudo começa com uma palestra sobre a violência contra mulher, em Mulheres Violentas, da Boa Companhia – composta por Verônica Fabrini e Ló Guimarães. Pouco a pouco, o discurso fica mais denso, ganha certo perigo e estranhamento na descrição ritmada de lugares, motivos e maneiras de se violar uma mulher. Em seguida, por meio de uma teatralidade ágil e surpreendente, cenas rápidas constroem um mosaico de denúncia, testemunho e crítica sobre o fato das mulheres terem sido historicamente vítimas de violência. A apresentação é às 20h.

No outro dia, 25, o debate começa com Eliane Dias, que também é coordenadora da SOS Racismo na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com a indígena Omágua/Kambeba natural do Amazonas, Márcia Kambeba – autora do livro Ay Kakyri Tama e do documentário Ay Kakyri Tama: Identidade, Cultura e Arte Indígena, e com Márcia Tiburi, colunista da Revista Cult, filósofa e escritora dos volumes As Mulheres e a Filosofia, Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero e Como conversar com um fascista. Para guiar a conversa Silenciamento do Feminino, que tem como ponto principal os diversos silêncios impostos socialmente sofridos por mulheres e como eles se manifestam, inclusive na cultura, a pesquisadora autônoma de pornografia e militante feminista Caróu Diquinson entra em ação.

A mesa sobre A legitimação da presença da mulher na Academia inicia às 16h desse mesmo dia. O foco é discutir a presença das mulheres em instituições acadêmicas, tanto como alunas – o que inclui seus processos de admissão nessas universidades –, quanto as dificuldades que passam ao serem contratadas como docentes e, por vezes, assumirem cargos de poder. Além disso, o bate-papo aponta para a própria legitimação da produção teórica de mulheres. As possíveis questões que nortearão o debate são se há produção continuada, quando existe, se é publicada e, ao se publicar, se são citadas em outras pesquisas como referências.

A mediadora é a jornalista e mestre em comunicação midiática, com foco nos estudos feministas, Laís Modelli. Participam Azelene Kaigáng – atuante da defesa dos direitos humanos dos Povos Indígenas, com ênfase nos direitos da Criança e do Jovem Indígena, pelo Warã Instituto Indígena Brasileiro e é assistente técnico da Fundação Nacional do Índio; Nilma Gomes, a primeira mulher negra do país a comandar uma universidade federal, ao assumir o comando da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB), e, no ano passado, ocupou o cargo de ministra do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos; e Michele Fanini, doutora em Sociologia, atuante nas áreas da Cultura, Literatura e do Gênero, formando o trio de debatedoras.

Uma dança na qual o corpo vibra na contramão da sua idealização, propondo uma desestabilização de certezas impostas, grudadas, aderidas aos corpos feminino é o que o público encontra em Glory Box, de Nina Giovelli, às 19h. O espetáculo é uma dança-resposta às inquietudes provocadas por uma cultura de adequação que busca explodir e deslocar a normatização do corpo. É prazer, cansaço, êxtase e desconforto. Um devir-mulher que subverte o uso utilitário do espaço e de tudo com o que entra em contato. Trata-se de um roteiro coreográfico no qual se apresenta uma corporeidade de contornos mutáveis, desviante, uma persona que experimenta devires e não se fixa em representações específicas, transitando entre várias invenções do feminino e agindo com liberdade.

Termo usado na Austrália para uma caixa onde as mulheres reuniam artigos para a noite de núpcias, Glory Box encerra o evento e sugere uma atualização e uma subversão dessa caixa. Essa construção performática é composta por roupas, sapatos, acessórios, equipamentos de beleza, cosméticos, utensílios de ginástica, imaginários, sons, vozes, luzes, olhares, gestos e danças que criam corpo.

SERVIÇO:

Seminário Dicções Femininas na Cultura Brasileira

Dia 24 de setembro (sábado)

Mesa 1: A presença transformadora da mulher na cultura brasileira

Mediação: Bianca Santana

Com Djamila Ribeiro, Ivana Bentes e Eliane Potiguara

Às 14h

Classificação Indicativa: 16 anos

Duração: 120 minutos

Sala Multiuso

120 lugares

Entrada gratuita – Retirada de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

Interpretação em Libras

 ★★★

Mesa 2: Produzir arte – Desfazendo a hegemonia e suas complexidades

Mediação: Úrsula Passos

Com Estela Lapponi, Roberta Barros e Tânia Farias

Às 16h

Classificação Indicativa: 16 anos

Duração: 120 minutos

Sala Multiuso

120 lugares

Entrada gratuita (retirada de ingressos realizada junto à primeira mesa)

Interpretação em Libras

 ★★★

INTENTO 00035 – Ça m’énerve!!!

Com Estela Lapponi

Às 19h

Classificação Indicativa: 16 anos

Duração: 40 minutos

Foyer Sala Vermelha (3º andar)

40 lugares

Entrada gratuita – Retirada de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

 ★★★

Mulheres Violentas

Com Boa Companhia

Às 20h

Duração: 60 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos

Sala Multiuso

120 lugares

Entrada gratuita – Retirada de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

Interpretação em Libras

 ★★★

Dia 25 de setembro (domingo)

Mesa 3: Silenciamento do feminino

Mediação: Caróu Diquinson

Com Eliane Dias, Márcia Kambeba e Márcia Tiburi

Às 14h

Duração: 120 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos

Sala Multiuso

120 lugares

Entrada gratuita – Retirada de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

Interpretação em Libras

 ★★★

Mesa 4: A legitimação da presença da mulher na Academia

Mediação: Laís Modelli

Com: Azelene Kaigáng, Nilma Gomes e Michele Fanini

Às 16h

Duração: 120 minutos

Classificação Indicativa: 16 anos

Sala Multiuso

120 lugares

Entrada gratuita – Retirada de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

Interpretação em Libras

 ★★★

Glory Box

Com Nina Giovelli

Às 19h

Duração: 50 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Sala Multiuso

60 lugares

Entrada gratuita – Retirada de ingressos:

Público preferencial: 2 horas antes do espetáculo

Público não preferencial: 1 hora antes do espetáculo

Interpretação em Libras

 ★

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108

R$ 10 pelo período de 12 horas.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

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