O poema de Laio Rocha

Quando come nem mastiga só engole
não sabe o que está a comer
a comida nem é ele que escolhe
mas está feliz do bucho encher

sua desatenção tem um motivo,
seus olhos estão voltados para a TV
o embolo no estomago se enerva
com os esquemas escusos do PT

o apresentador desdobra as manchetes
relatando mais e mais notícias no jornal
sempre astuto reclama das medidas
e da segurança nacional

em suas palavras o país vai por água abaixo
quem manda nada está a fazer
logo, logo, seu emprego vai embora
é bom você se precaver!

esse governo não é bom, é o que ele diz
e também afirma que pode ser muito melhor
caso os velhos generais retornem
para o púlpito governamental

e assim a digestão vai se fazendo
engolindo essa comida sem sabor
e o tempero do pensamento se diluindo
na mentira, sim senhor

já a comida refinada da madame

não tem nada de barato
caviar, ostras, champagne,
filé mignon e vinho importado

no entanto essa senhora possui
uma agonia que a torna infeliz
sua raiva é contra a bolsa que paga
ao homem seu arroz e seu feijão

ela grita, esperneia e enlouquece
tanto que vira matéria na televisão
no fim, ele digere a histeria dela
e ela vomita na miséria de mais um João

e assim a coisa se repete
desde o tempo que ela era dona do casarão
e ele trabalhava a base de chicotadas nas costas
para alimentar a desigualdade dessa nação.

laio-rocha

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