Jefferson Pereira: Periferia Renasce

‘Periferia Renasce’

O moleque corre, mas não é atrás da bola.
A mãe chora: vê seu filho pedir esmolas.
O pai leva porrada por reivindicar melhoras,
Nada colabora para nossa falta de memória.

Aí, na rua de trás da escola, a PM vem e mata.
A criançada já brinca com armas…
O crime vem e diz quem mais paga.
Na mídia, só saí nossa desgraça.

Aqui, na periferia, não é falador que
Passa mal, mas, sim o trabalhador ao
Ser condenado com a baixa renda mensal.
Seu salário é um déficit mais que real…

Mas tem um monte de intelectuais olhando
Para a periferia, fazem dela o antro de suas
Teses boçais, pesquisas sociais, aparências
Culturais… Falar de pobre dá ibope nos jornais.

E há, também, os jornalistas ávidos por nossas
Lágrimas, narram a secura do tempo em linhas
Turvas imorais… Não existem fatos.

Mas nada vai nos tirar a ambição e o desejo de
Vencer, de correr pelas bordas do ódio e enfrentar
O peso das rotinas, porque a periferia é armada de
Coragem… É lutar e resistir, sempre. Periferia é luta.

jefferson pereira

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