Prêmio Off Flip abre inscrições

Prêmios somam 30 mil reais para conto, poesia e literatura infantojuvenil

untitled

Estão abertas até 12 de dezembro de 2016 as inscrições para o Prêmio Off Flip de Literatura, que oferecerá aos vencedores 30 mil reais, além de estadia em Paraty, passeio de escuna e cota de livros. Os textos serão avaliados por escritores de expressão no cenário literário brasileiro e o sarau de premiação acontecerá no Centro Cultural Sesc Paraty, durante a Festa Literária Internacional de Paraty. Veja as coletâneas dos anos anteriores.

Os contos e poemas selecionados serão publicados em coletânea a ser lançada durante a FLIP em e-book, com download gratuito aos leitores. O vencedor no gênero infantojuvenil assinará contrato de edição com o Selo Off Flip e terá sua obra publicada em livro ilustrado, com lançamento também durante a FLIP.

Os vencedores serão conhecidos em 10 de abril de 2017 e entre os primeiros colocados será escolhido um autor que cumprirá residência em Paraty para desenvolver um projeto literário por um período de 30 dias (esse autor receberá bolsa no valor de 5 mil reais e terá despesas pagas com transporte, estadia e alimentação). Clique aqui e leia o regulamento.

PRÊMIO OFF FLIP

O Prêmio Off Flip de Literatura foi criado pelo escritor Ovídio Poli Junior, que entre 2006 e 2013 foi coordenador literário do Circuito Off Flip, evento paralelo e complementar à Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) que reuniu a cada ano cerca de 120 escritores do Brasil e do exterior em saraus, lançamentos e mesas de debate, com entrada gratuita e franqueada ao público. A partir de 2014 o Prêmio passou a integrar a programação da Off Flip das Letras.

O Prêmio tem por objetivo estimular a criação literária em língua portuguesa. Tem também como horizonte divulgar o trabalho e viabilizar a vinda dos autores vencedores a Paraty durante o período da FLIP. A comissão julgadora é formada por escritores de expressão no cenário literário brasileiro e as tarefas de organização do Prêmio são desenvolvidas pela curadoria com o auxílio de uma equipe de assistentes e colaboradores.

O Prêmio foi construído a partir de parcerias e envolveu nos primeiros anos trabalho voluntário da curadoria. Nesse período contou com apoio da Secretaria de Turismo e Cultura de Paraty e as inscrições foram gratuitas. Na primeira edição o gênero foi POESIA. Em 2007 o gênero foi CONTO e as inscrições foram estendidas a brasileiros residentes no exterior. Os vencedores foram contemplados com estadia em Paraty, ingressos para mesas de debate da FLIP, cota de livros de editoras parceiras e passeio de escuna pela baía de Paraty.

Em 2008 o Prêmio enfrentou sua maior crise devido a razões operacionais e orçamentárias e esteve seriamente ameaçado de extinção. Por tais motivos, foi instituída uma taxa de inscrição. Nesse ano o Prêmio foi dedicado a CONTO e POESIA e as inscrições foram estendidas a autores de países lusófonos. Além da premiação oferecida nas edições anteriores, os vencedores receberam premiação em dinheiro e foi publicada uma coletânea com os 22 textos vencedores nas duas primeiras edições do Prêmio, editada pelo Selo Off Flip em parceria com a Quarto Setor Editorial.

Na quarta edição (2009), cabe destacar a ampliação da premiação em dinheiro oferecida pelo Prêmio e a bolsa de criação literária patrocinada pelo Instituto Maximiano Campos, pela editora Carpe Diem e pela FLIPORTO – Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas. A bolsa foi oferecida ao primeiro colocado do Prêmio em cada gênero (conto e poesia) e os dois vencedores tiveram despesas custeadas para assistirem à programação da FLIPORTO.

Os 40 textos vencedores em 2008 foram publicados em uma coletânea editada pelo Selo Off Flip, que nos anos seguintes publicou as outras coletâneas do Prêmio em formato impresso e/ou digital.

Nas primeiras edições do Prêmio houve uma categoria específica voltada a autores residentes em Paraty, sendo a comissão formada por pessoas de destaque no contexto artístico-cultural da cidade. Cerca de 30 autores locais foram publicados nas coletâneas editadas pelo Selo Off Flip e alguns foram convidados a publicar obras individuais. Cumprimos assim um dos nossos objetivos que é estimular a produção literária na cidade, sendo um dos desdobramentos do Prêmio a proposta de criação de um edital de apoio à publicação de obras de autores locais por parte da Secretaria de Cultura de Paraty.

Em 2014, o Prêmio passou a receber textos no gênero INFANTOJUVENIL e os autores das obras vencedoras foram contemplados com um contrato de edição em parceria com o Selo Off Flip, além de receberem premiação específica.

O Prêmio vem conquistando reconhecimento no cenário literário brasileiro e também no exterior. Entre os premiados estão autores estreantes e consagrados, alguns detentores de importantes prêmios literários brasileiros como o Prêmio Jabuti e o Prêmio SESC de Literatura.

Em 2008, o Prêmio figurou entre os 41 projetos selecionados pelo Prêmio Vivaleitura (concedido pelo Ministério da Cultura, pelo Ministério da Educação e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos), entre quase dois mil projetos em curso no Brasil.

O Prêmio integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e também o Circuito Nacional de Feiras de Livro.

Como forma de integração entre os festivais literários que existem no Brasil, firmamos parceria para que os primeiros colocados do Prêmio participassem da FLIMAR – Festa Literária de Marechal Deodoro (AL), que aconteceu em novembro de 2014.

Em 2016, o Prêmio firmou parceria com a plataforma Bibliomundi e as inscrições foram feitas pela internet.

O Prêmio ainda está em construção e há muito por fazer. Chegou a ser ameaçado de extinção mas sobreviveu e fortaleceu-se, tendo potencial para figurar entre as principais premiações literárias do país. Em meio a dificuldades de toda sorte, dúvida alguma restou sobre a necessidade e a força do Prêmio – as agruras que enfrentou e ainda enfrenta constituem matéria ficcional que Borges gostaria de tecer em sonhos. Como um caranguejo, vez ou outra teve de andar de lado, represando energias para não se expandir demasiado e desabar sob o próprio peso. As reviravoltas que o pequeno crustáceo teve de dar para sair da toca e percorrer o chão tosco de pedra da cidade histórica que o viu nascer foram muitas e várias. Mas o fizeram perceber que era igual a todos os outros seres que habitam o chão: querem apenas nascer, crescer e conquistar lugar ao sol.

Organização e curadoria
Olga Yamashiro
Ovídio Poli Junior

Assistentes
Flávio de Araújo
Maria Luiza de Faria
Mariana Poli

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s