Depoimento da escritora Micheliny Verunschk para Belchior

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Nesta quarta-feira (26), o cantor e compositor Belchior completa 70 anos. Um dos maiores nomes da nossa música, Belchior transformou gerações. Para comemorar, o Livre Opinião – Ideias em Debate realizará diversas homenagens e depoimentos de artistas que tiveram influências das letras e canções do trovador da MPB. Leia abaixo o depoimento da escritora Micheliny Verunschk:

Belchior atravessou minha adolescência e segue ainda hoje ao meu lado como importante referência. Para além de sucessos consagrados, como “Paralelas” e “Como nossos pais”, me impressionou seu interesse  pela poesia brasileira, como em “Cemitério”, “Máquina II” e “A palo seco”, em que registra diálogo com João Cabral de Melo Neto e com o Concretismo. Entretanto percebo essas referências em sua originalidade e potência,  ancorando uma poética baseada no real das coisas e num jogo de luz e sombra que ao mesmo tempo em que adverte não estar interessada em fantasias e teorias, se afirma pelo amor, pela crença na claridade que sucede a noite fria, pela capacidade de dialogar com o seu próprio tempo.  Sua figura austera e concentrada no palco emana uma luz própria, nada espetacular, mas intensa. É uma figura que faz falta ao cenário musical, entretanto entendo seu sumiço como coerência  e respeito pela própria vida e obra. Salve, bardo!

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