A cultura indígena protagoniza toda a programação do Fim de Semana em Família de novembro com jogos, brincadeiras e espetáculos

odos os sábados e domingos do mês, crianças e adultos conhecerão mais de perto a diversidade das manifestações culturais indígenas, com atividades conduzidas e apresentadas por representantes dos povos originários do Ceará, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rondônia e São Paulo
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Nos dias 5 e 6 de novembro (sábado e domingo), o Itaú Cultural dá início ao Fim de Semana em Família com os povos Guarani, Munduruku, Pankararu, Tabajara, Wapichana e Xavante. Durante todo este mês o instituto convida o público de todas as idades a conviver e conhecer mais a música, a dança, as artes gráficas e as histórias de alguns dos povos indígenas do Brasil. A curadoria é de Daniel Munduruku, Cristina Floria, e Cristino Wapichana que assinam a programação com oficinas, espetáculos teatrais, exibição de filmes e contação de histórias. Neste primeiro final de semana, eles mostram, na prática, como se dá a relação entre brincadeira e aprendizado, e falam da importância da sabedoria ancestral para se vencer barreiras e preconceitos em sociedades com outro tipo de cultura.

“Essa programação com uma curadoria indígena e realizada em plena Avenida Paulista permite uma grande troca de conhecimentos, tanto com as crianças quanto com os adultos”, observa Daniel Munduruku. “As crianças assimilam a nossa cultura por meio das brincadeiras, e os pais aprendem coisas como a importância da contação de histórias como um meio de transmitir conhecimentos sobre a vida, já que os indígenas criam essas narrativas de uma forma natural para contar o seu dia a dia para a família”, conclui.

Começando nos dias 5 e 6, a programação tem início às 14h, com a oficina Jogos e Brincadeiras Indígenas, inspirada na tradição de fazer as crianças aprenderem enquanto brincam e brincarem enquanto aprendem. Dentro dessa proposta, Cristino Wapichana e Daniel Munduruku, ao lado de Aurilene Tabajara, convidam adultos e crianças a conhecerem jogos e brincadeiras indígenas, fazendo asdiferentes tradições interagirem em um rico processo de ensino aprendizagem.

Cristino, integrante do povo Wapichana, de Rondônia, Daniel, dos Munduruku, do Pará, e Aurilene, vinda do povo Tabajara, do Ceará, comandam essa dinâmica com os rostos pintados de acordo com cada uma de suas tradições e falam sobre a cultura dos seus povos. Durante 90 minutos, além das brincadeiras, eles ensinam aos participantes cantos e danças. Encerram a oficina proporcionando aos pequenos uma experiência fazendo, neles mesmos, uma legítima pintura indígena facial.

 Cristino Wapichana = Crédito Carolina Grohmann


Cristino Wapichana = Crédito Carolina Grohmann

Raízes

Às 16h, o público assiste na Sala Itaú Cultural à peça Meu Vo(o) Apolinário, texto original Daniel (menção honrosa do Prêmio Literatura para Crianças e Jovens na Questão da Tolerância, da Unesco, em 2004), que na encenação ganha direção de José Sebastião Maria de Souza. A peça, estrelada por Wesley Leal e J. Lopes Índio, narra a história de um jovem que sofre bullying devido à sua origem indígena, mas que acaba com essa angústia quando decide ouvir a sabedoria ancestral transmitida por seu avô. O sábio ancião o conduz para a aceitação de si mesmo e a sentir orgulho de sua origem e cultura.

Com um cenário que traz características da identidade indígena, representada pela maloca, o igarapé e elementos produzidos pelo povo em comunhão com a natureza, a peça se desenrola com o jovem indígena assumindo o papel de guardião das memórias do avô. A história, na verdade, apresenta excertos da vida real do autor, que diz ter se inspirado na associação que os indígenas fazem dos seus ancestrais com as suas raízes. “Isso me fez buscar na memória a minha ancestralidade. Aí me lembrei de meu avô. Foi ele quem me ensinou a ser índio”, recorda Daniel.

Após a apresentação de Meu Vo(o) Apolinário, o diretor, o autor e os atores da peça participam de um bate papo com o público, para a criançada e os adultos trocarem experiências e tirarem suas dúvidas sobre o tema.

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

A temática indígena está presente também no Cantinho da Leitura, instalado das 13h30 às 16h, no Piso Paulista, térreo do Itaú Cultural. Às publicações do acervo infantojuvenil da biblioteca do instituto disponíveis juntam-se cerca de 20 novas aquisições sobre o tema, como Irakisu – o menino criador (Peirópolis, 2002), de Renê Kithãulu, Caíçu indé: o primeiro grande amor do mundo (Editora Valer, 2011), de Roní Wasiry Guará, O canto do uirapuru (Autentica editora, 2013), de Tiago Hakiy, e O Sonho de Borum (Autentica editora, 2015), de Edson Krenak.

O Itaú Cultural disponibiliza parte destas novas aquisições na Feirinha de Troca de novembro, instalada no mesmo andar e período. Neste espaço, as crianças podem conhecer e levar para casa uma nova história trocando uma obra de sua biblioteca por outra, escolhida entre os materiais expostos.

SERVIÇO

Fim de Semana em Família com os povos Guarani, Munduruku,

Pankararu, Tabajara, Wapichana e Xavante

Aos sábados e domingos de novembro de 2016

Dias 5 e 6 de novembro de 2016 (sábado e domingo)

14h

Jogos e brincadeiras indígenas

Com Cristino Wapichana (RO), Daniel Munduruku (PA) e Aurilene Tabajara (CE)

Duração: 90 minutos

Piso – 1

Capacidade: 40 participantes mais acompanhantes

Inscrições a partir das 13h30

Classificação indicativa: Livre

Com interpretação em Libras

16h

Espetáculo Meu Vo(o) Apolinário

Texto: Daniel Munduruku. Direção: José Sebastião Maria de Souza. Elenco: Wesley Leal e J. Lopes Índio.

Sala Itaú Cultural (Piso Térreo)

Capacidade: 254 lugares

Distribuição de ingressos a partir das 14h

Duração: 60 minutos

Classificação indicativa: Livre

Com interpretação em Libras

Das 13h30 às 16h

Cantinho da Leitura e Feirinha de Troca

Piso Térreo

Classificação livre

Entrada gratuita

Entrada gratuita.

Estacionamento: Entrada pela Rua Leôncio de Carvalho

R$ 10 pelo período de 12 horas.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural:

3 horas: R$ 7; 4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 10.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149, Estação Brigadeiro do Metrô

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