Em entrevista, Jacques Fux comenta sobre o romance ‘Meshugá’

unnamedVencedor do Prêmio São Paulo de Literatura de 2013 com “Antiterapias”, uma autobiografia em que, em meio a citações literárias, usa a auto-ironia ao se referir às suas vivências judaicas, Jacques Fux está lançando seu novo livro pela editora José Olympio. Meshugá  é um romance que reinventa a vida e a obra de diversas personalidades – da filósofa Sarah Kofman ao cineasta Woody Allen – no intuito de desvelar os mistérios da insanidade, do auto-ódio, do olhar perverso do outro e do erotismo. Misturando dados históricos, literários e ficcionais desses célebres personagens, o narrador entra na mente de seus protagonistas buscando construir seu próprio “ensaio sobre a loucura”.

Alternando capítulos narrativos com ensaios ficcionais que dialogam e ironizam os dados históricos e científicos sobre a loucura, Meshugá é um livro intenso, profundo, potente, que propõe uma leitura marginal da história e da literatura.

O mineiro Jacques Fux venceu o Prêmio São Paulo de Literatura de 2013 com o livro Antiterapias. É doutor e pós-doutor em Literatura Comparada e um apaixonado pelos números. É também autor de Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o Oulipo (Prêmio Capes de Melhor Tese do Brasil de Letras/Linguística) e Brochadas: confissões sexuais de um jovem escritor. Foi pesquisador visitante na Universidade de Harvard e escritor residente na Ledig House, em Nova York.

Autor faz sessão de autógrafos no Café do Centro Cultural do Minas Tênis Clube nesta quarta, 9 de novembro, a partir das 19h30. No domingo, 13 de novembro, a partir das 16h, conversa com Vivian Schlesinger sobre a obra na Hebraica, em São Paulo. No dia 6 de dezembro, o lançamento será no Rio, na Travessa de Botafogo, a partir das 19h.

PROTAGONISTAS

Sarah Kofman; Estudos indicam que sobreviventes do Holocausto tem maior propensão ao suicídio. Será que a grande filósofa francesa refletiu sobre esse seu derradeiro ato? Em quem ela pensou? Quais foram suas dores, seus medos e sua última alegria?

Woody Allen: Um mito terrível é atribuído ao povo judeu: o incesto. Woody Allen casou-se com a filha adotiva de sua ex-mulher. Será que ele refletiu sobre esse mito? Será que se enxergou como um judeu incestuoso? Ou será que ele quis fazer algo teatral, inédito, e se tornar um deus-vivo?

Ron Jeremy: O maior ator pornô de todos os tempos. Conhecido como the fucking jew. Mais de 3000 mil filmes. Idolatrado, venerado, cultuado. Porém, com a descoberta do Viagra, Ron vem perdendo seu ineditismo. Ele, que nunca usou anabolizantes, está vendo sua glória e suas vitórias serem esquecidas. Quais seriam suas dores, receios, anseios? E sua história mais secreta?

Otto Weininger: O jovem filósofo. Judeu. Venerado por Hitler e por muitos nazistas. Escreveu seu célebre livro Sexo e Caráterprovando que os judeus são mais sexualizados. Os grandes especialistas em sexo oral da história. Porém, detestando seu corpo judeu e homossexual – coisas que julgavam deploráveis – cometeu um ato derradeiro. Como foi sua vida? O que o fez pensar nessas questões sexuais? Como foi seu encontro com Freud?

Grisha Perelman: O maior gênio da matemática. Resolveu um dos problemas mais difíceis da humanidade. Após a constatação de que a sua solução estava correta, foi agraciado com o Nobel da matemática, e com outro prêmio de um milhão de dólares. Porém, e ninguém sabe o porquê, não aceitou receber o dinheiro. Vive na Rússia, com sua mãe, escondido do olhar do mundo. Por que ele não aceita o prêmio? Por que ele prefere não receber as glórias? Seria ele o único e verdadeiro irmão de Bartleby?

Bobby Fischer: O grande enxadrista americano. Durante a Guerra Fria virou um herói americano-judeu pois derrotou o campeão russo de xadrez. O evento foi transmitido mundialmente, e ele foi venerado como um deus. Sumiu do mundo por décadas. Porém, em 11 de Setembro de 2001, ressurge das sombras, congratulando seu novo ‘amigo’ e ídolo Osama Bin Laden por ter derrubado as Torres Gêmeas. Diz que foi a maior realização da humanidade. Por que esse ódio todo ao país que o idolatrou? Onde esteve durante esses anos desaparecidos?

Daniel Burros: Na infância foi um religioso judeu. Sabia todas as rezas e as passagens bíblicas. Anos mais tarde fundou o Partido Nazista Americano e foi um dos membros mais ativos da Ku Klux Klan. Passou a odiar e perseguir os judeus. Será que descobriram que ele era judeu? O que será que aconteceu com ele? Ele se sentia assim? Seu ódio era verdadeiro?

Sabbatai Zevi: Viveu no século XVI e foi considerado o Messias judeu. Milhares de seguidores cantavam a sua glória e seu reinado. Ele se auto-intitulava o Salvador, o grande escolhido do Senhor para liderar os exércitos messiânicos. Mas, traiu todos aqueles que o amavam. Converteu-se. Quais seriam suas razões? Suas angústias? Suas certezas? Louco ou esperto?

Jacques Fux: O escritor mineiro pesquisou e esmiuçou todos os mitos e referências à loucura. Inventariou e ficcionalizou a vida de seus protagonistas. Ao começar a escrever o MESHUGÁ®, achou que seria divertido e lúdico, como seus outros livros. Enganou-se totalmente. Acabou somatizando todas as dores de seus personagens. Seus protagonistas se tornaram ele. E ele acabou enlouquecendo também. Citando Borges: “Não criei personagens. Tudo o que escrevo é autobiográfico. Porém, não expresso minhas emoções diretamente, mas por meio de fábulas e símbolos. Nunca fiz confissões. Mas cada página que escrevi teve origem em minha emoção.”

COADJUVANTES

Sigmund Freud: O grande psicanalista, em uma cena hilária, acaba abraçando o mito de que os judeus menstruavam pelo nariz. Ele, em uma de suas cartas, narra esse episódio. Louco ou gênio?

Clarice Lispector: Nunca aceitou sua condição de judia, porém sua literatura é bastante judaica. Escreveu um texto profundo sobre a questão: “Pertencer”.

Samuel Rawet: Escritor judeu brasileiro, que odiava todos os judeus.

Noam Chomsky: Linguista judeu antissionista.

Wilhelm Fliess: Otorrinolaringologista, mestre de Freud, cunhou a ideia de que os judeus menstruavam pelo nariz.

Ludwig Wittgenstein: Filósofo e seguidor de Otto Weininger. Segundo seu mestre, as duas piores coisas que alguém poderia ser era judeu e homossexual. Caso isso acontecesse, essa pessoa deveria se matar ou virar gênio. Weininger se matou. Wittgenstein se tornou gênio.

Ingmar Bergman: O grande cineasta, mestre de Woody Allen, também abordou a questão do incesto em seu famoso filme: Através de um espelho

Philip Roth: Assim como Jacques Fux, seu mestre, ironizou e satirizou o ‘judeu’. E, assim como Fux, foi perseguido pelo seu próprio povo. Fez desse assunto um mote ainda mais hilário em sua obra.

ORELHA

Um dos assuntos que mais divertem, e preocupam, os judeus e não judeus em todo o mundo é, sem sombra de dúvida, a loucura do louco — o meshugá que dá título a esse novo romance de Jacques Fux. A maluquice judaica essencial, além de envolver alguns temas clássicos (neurose, hipocondria, mães invasivas e super-protetoras, etc.), também fornece matéria para a ironia autodepreciativa que é a base do humor desse povo.

Valendo-se da ficção com mão firme, Fux apresenta um rol de personagens tão geniais quanto desnorteados, histórias que se conformam como pequenas novelas e que são pérolas da insanidade e do ridículo. Woody Allen, Sigmund Freud, Bobby Fischer, e outros desfilam aqui suas incongruências, extravagâncias, delírios e atos extremos, formando um mosaico que pretende compreender por um lado o auto-ódio e, por outro, a batelada de teorias e lendas nem sempre elogiosas que cercam o povo judeu e que desembocaram todos sabemos onde.

Nesse verdadeiro ensaio sobre a loucura, o autor constrói, camada a camada, um clima de tensão que vai se adensando, um desconcerto que inquieta e que seduz — a história de Danny Burros, por exemplo, é um thriller da melhor extração. No capítulo final, o leitor percebe, não sem horror e angústia, que cada uma dessas pretensas biografias é apenas uma volta a mais num parafuso que se está a apertar desde o início.

Exercício de evisceração da alma, Jacques Fux oferece um resumo sincero, elegante e potente da doidice ancestral, aquela que fundou e que continua alimentando não só a loucura de toda a humanidade, mas também, e felizmente, o humor que alivia e a arte que redime.

Cintia Moscovich

 TRECHO:

Ele começa a escrever esse livro achando que seria uma grande libertação. E uma grande piada. Acredita que a depressão e a tristeza tenham passado. Imagina que agora tudo vai ser mais fácil, leve e divertido. Quer ironizar e refutar as crenças conspiratórias e absurdas sobre o judeu louco,  meshugá, e provar que tudo é uma brincadeira infinita. Mas não é nada disso que se sucede. Ao vasculhar a alma e a mente dos atormentados personagens – Woody Allen, Sarah Kofman, Ron Jeremy, Otto Weininger, Grisha Perelman, Daniel Burros, Bobby Fisher, Sabbatai Zevi –, se confronta com a própria vida e com a loucura. Ele então aceita e compreende o sacerdócio da escrita. Da criação e do autoextermínio. Sente a dor autêntica, legítima e sincera do outro. E de si mesmo.”

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Jacques Fux

Leia abaixo uma entrevista com o autor. Parceria Grupo Editorial Record e Livre Opinião – Ideias em Debate

Por Manoela Sawitzki

Meshugá, como é dito logo nas primeiras linhas, trata de mitos e crenças atribuídas (pela cultura, pela História e muitas vezes pela ciência) ao louco judeu, ou ao judeu como louco potencial.  Por que decidiu investir nesse tema?

A questão da loucura, de uma forma geral, é muito interessante e desafiadora. Caminha no limiar da dor, do sofrimento, do ridículo e do risível. De longe, bem de longe, parece algo controlável, algo passível de entendimento e compreensão. Mas quando você mergulha fundo, você se espanta e, por vezes, se apavora.  No meu livro, submergi em busca das raízes e histórias do “judeu louco no jardim das espécies” – uma releitura de um capítulo do livro História da Loucura, de Foucault. Quis investigar de onde viria essa palavra – meshugá ou mishigne (em ídiche) – que ouço e leio desde muito criança. Seria a nossa loucura mais especial e mais excêntrica do que as outras? Quais seus mitos e falácias? Como resolver o problema autoreferencial (lembrando da Alice no país das Maravilhas, ou do Alienista) de quem é/está realmente doido?  O que descobri, ou inventei, é que vivemos bem na fronteira da insanidade, da ficção e da realidade.

Sua pesquisa recente de pós-doutorado foi sobre testemunhos escritos da Shoá. Como essa investigação e esses textos atravessaram a escrita do livro?

O tema Shoá me é muito tocante. Especializei-me na questão francesa e como a França, depois do término da Segunda Guerra, resolveu ‘reescrever’ e ‘inventar’ a sua própria memória coletiva.  Segundo eles, todos foram contrários ao regime nazista e, por isso, decidiram esquecer os “detalhes” de sua participação no genocídio e seguir, felizes, em frente. Porém, não enfrentar a memória, se mostrou (e tem se mostrado) muito assustador. A onda de ódio que cresce na França contemporânea é, sem dúvidas, fruto desses muitos anos de silêncio, de ficção e de recalque em relação à sua participação e coautoria na Shoá. Nesse período de estudo, conheci a minha personagem Sarah Kofman, que abre dolorosamente o livro.  Sua história é pesada, sofrida, implacável.  Ela foi uma criança que viveu na pele a perversidade da sociedade francesa. Conseguiu sobreviver, mas não foi capaz de enfrentar a própria memória. No meu livro tento entrar na cabeça dessa filósofa. Dessa que foi uma das maiores acadêmicas francesas. Dessa mulher/criança que nunca suportou seu corpo, sua história, e ter sido “salva” do extermínio.

O narrador de Meshugá é tragado, numa espécie de efeito Zelig, por esses personagens que acabam sustentando ou ilustrando mitos que pretendia derrubar. Todos os personagens de que fala e as teorias científicas que apresenta são/foram reais, certo? Há, portanto, uma gravidade e um enorme risco em jogo, ambos difíceis de contornar. Qual foi sua margem para apropriação e invenção em relação aos personagens e suas trajetórias?

Sim! Gosto muito desse “efeito Zelig”! O narrador conta a história de vários personagens, mas acaba se metamorfoseando em todos eles. Ele se torna seus protagonistas, e eles, seus heróis, sufocam, intimidam e apavoram o próprio narrador. Mas, é tudo ficção – essa é a beleza e a leveza do livro e da literatura, talvez. Apesar de toda leitura teórica e biográfica, tudo inventado. O narrador entra na cabeça de seus personagens, imagina que assim pode desvelar a loucura e o sofrimento do outro. Sonha em descobrir os mistérios e os segredos que levou, alguns, ao ato derradeiro. Mas o narrador é limitado. Ele está preso na sua própria experiência. E por mais que deseje ser honesto e fiel à “verdadeira” história biográfica e canônica, mais e mais ele tem que criar.

Os entreatos em que são apresentadas teorias científicas (muitas aspas aí), como a de Fliess, interlocutor de Freud, e sua tese sobre a menstruação masculina, são fiéis às teorias originais?

Essa questão da apropriação e da citação permeia minha literatura. No mundo acadêmico, somos obrigados a sempre ser fiéis em relação às referências, porém, na literatura, sobretudo a contemporânea, podemos (e devemos) subverter toda essa lógica e toda essa prisão. Jorge Luis Borges criou biografados, críticos, autores e leitores que não existiram. Georges Perec plagiou citações e referências e, se não conhecêssemos suas regras, diríamos que tudo aquele é dele. Em meus livros levo isso ao extremo. Há citações exatas, fiéis, honestas. Mas há muita invenção, muitas digressões, muita liberdade. Chamo isso de plágio literário. Fliess e Freud se corresponderam. Questionaram-se sobre a menstruação masculina… mas poderiam não ter feito isso. Ou poderiam ter feito (será que fizeram?) de outra forma.

O narrador do livro acreditava que seria possível falar dessa loucura com humor e ironia, mas isso se revela uma impossibilidade, ou uma possibilidade restrita. O diretor Woody Allen, ele também personagem do livro, tem explorado em muitos de seus filmes os estereótipos dos judeus neuróticos, usando, inclusive, elementos de sua própria família. O humor, recurso que você também tem usado como autor, torna-se difícil aqui, diante da loucura concreta. Como foi esse processo, a quebra da expectativa do projeto inicial?   

O narrador começa o livro imaginando que toda neurose, loucura e perversão judaica não passaria de algo risível e ridículo. Sim, ele imaginava apenas narrar ludicamente a história dos outros, não se envolvendo com seus tormentos. Ele até escreve o livro em terceira pessoa, para se distanciar ainda mais. Mas não é nada disso que se sucede. Ele se consubstancia – há uma coautoria, uma criação compartilhada, um calvário dividido. Há também um estudo sobre o humor – esse humor que quer enfrentar o dominador, mas que subjuga e inferioriza o próprio dominado. Em muitos momentos – como é visto nos filmes de Woody Allen, ou em escritores como Philip Roth, Saul Bellow – o narrador ri e ironiza diversas situações, mas, lá no fundo, ele está se transformando e se transtornando. O chiste aqui é violento e implacável.

Alguns personagens do livro trazem à tona algo que pode parecer impensável, o antissemitismo entre judeus. Você pode falar um pouco sobre esse ponto?

Quando meu primeiro livro Antiterapias, recebeu o Prêmio São Paulo de Literatura, muitas pessoas começaram a conhecê-lo. Vários comentários sugerindo um suposto auto-ódio ou antissemitismo do autor/narrador apareceram. Como o livro foi classificado como uma autoficção, as críticas foram direcionadas a mim. Já que tenho um projeto literário, e algumas dessas questões levantadas no meu primeiro livro foram pensadas a priori, resolvi ir a fundo no problema do auto-ódio. Ao longo da minha história literária, fui colecionando esses judeus que queriam se desvencilhar das amarras culturais e estereotipadas, mas que acabaram se atolando cada vez mais nelas. No livro, decidi apresentar os casos mais extremos: o judeu que criou o Partido Nazista e foi membro da KKK nos EUA, o filósofo que se tornou referência de Hitler, e se matou por ser judeu e homossexual. E essa teoria se estende a vários grupos minoritários que, sendo atacados, acabam assimilando toda ideia preconceituosa e odiosa que lhes é atribuído.

Mas esses livros não poderiam ser escritos por um não judeu, concorda? Falar “de dentro” de uma herança, desse lugar do pertencimento é um risco, mas também te dá legitimidade.

Sim e não. Pode ser que a recepção da minha obra, por eu ser judeu, seja diferente. Pode ser que eu tenha um pouco mais de liberdade, mas o olhar do crítico e do leitor ainda é atento e inquisidor. Acho que falar de dentro, falar com propriedade, com estudo, com pesquisa e com investigação criteriosa, é o fazer literário no mais belo ato de concepção. Tudo é um risco, mas tudo também é um jogo, uma brincadeira com as letras e com a ficção.

A loucura seria, para alguns, o preço da sobrevivência (quando não própria, de uma sobrevivência ancestral, rastro, portanto, de perseguições, diásporas, extermínios)?

Alienação, ironia, distanciamento – tudo ajuda a seguir caminhando. Mas, como é mostrado no livro, uma hora isso vai ressurgir e deflagrar uma série de eventos. E cada um vai enfrenta-los de uma forma bem original.

O que nos leva a Ron Jeremy, “um cara feio, gordo, baixinho e cabeludo” que se torna um porn star, o Mister Fucking Jew. Ele seria a personificação do que você chama de “sofrido humor judaico”?

Ron Jeremy existe. Todos podem dar um google e encontra-lo esbanjando seus atributos! A questão do Ron Jeremy é o mito que os judeus seriam mais sexualizados e tarados que o resto da população. Ele se encaixa bem nessa questão. Mas, mesmo cultuado e louvado, sofre muito com isso. É visto como um abjeto – alguém desejado e desprezado. Alguém idolatrado, mas que todos o querem bem longe de si. Será que isso seria a questão judaica também?

Esse humor pode ser visto como uma estratégia de sobrevivência? Nos exemplos que seu livro traz, parece que onde o humor tonou-se impossível, aconteceram os piores danos…

Acho que o humor e a tragédia andam juntos. Onde há perseguição, depreciação, ódio e violência, há também uma tentativa – por mais simples que seja – de combate e enfrentamento. E, muitas vezes esse confronto se dá através da ironia, do humor, do chiste. Por isso, nos meus livros, sempre podemos encontrar uma forma debochada de guerrilha!

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★★★

MESHUGÁ

Jacques Fux

Páginas: 196

Preço: R$ 32,90

Editora José Olympio/Grupo Editorial Record

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