NÚCLEO MACABÉA OFERECE OFICINA GRATUITA COM DRAMATURGO RUDINEI BROGES

Até o dia 25 de novembro estão abertas inscrições para oficina gratuita ministrada pelo dramaturgo Rudinei Borges, recentemente indicado ao Prêmio Shell pela autoria de ‘Dezuó, breviário das águas’, um dos espetáculos do Núcleo Macabéa. Serão oito vagas para interessados que farão uma imersão na metodologia específica da história oral de vida, com elaboração de projeto e criações de texto.

 

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OFICINA DE DRAMATURGIA E HISTÓRIA ORAL DE VIDA

 

Nos dias 29, 30 de novembro e 01 de dezembro, Rudinei Borges realiza oficina sobre criação de textos dramatúrgicos a partir de imersão em metodologia específica da história oral de vida, com elaboração de projeto, entrevistas, transcrição, textualização e transcriação. A oficina é gratuita e será realizada no Espaço Cia. do Pássaro, que fica próximo ao Metrô Anhangabaú. Serão oito vagas, abertas a todos os interessados e ao final um certificado de conclusão será entregue aos participantes.

Durante a oficina, Rudinei compartilhará perspectivas teóricas e práticas de intersecções entre dramaturgia e história oral de vida, motivado por inúmeras vivências, pesquisa e peças de teatro publicadas e encenadas por diversos coletivos teatrais.

Para conhecer um pouco da trajetória deste dramaturgo, recentemente indicado ao Prêmio Shell pela autoria de ‘Dezuó, breviário das águas’, um dos espetáculos do Núcleo Macabéa, acesse o link: epistola2016.wordpress.com

A oficina será realizada no Espaço Cia. do Pássaro, Metrô Anhangabaú e para se inscrever basta enviar o currículo para o email: dramaturgia.memoria@gmail.com

O dramaturgo, poeta e ficcionista Rudinei Borges possui em sua trajetória uma série de experiências marcantes como em Pimental, vila ribeirinha do alto rio Tapajós, no oeste do Pará, onde ouviu dos moradores mais antigos histórias de resistência e luta contra a construção de um complexo de hidrelétricas que, se fosse de fato instalado, inundaria e desapareceria com a pequena vila de Pimental. Da história oral de vida dos ribeirinhos e de lembranças autobiográficas, o dramaturgo escreveu em 2016 a peça Dezuó, breviário das águas, uma alusão ficcional à luta dos povos amazônicos contra as barragens que destroem um modo de vida de estreita relação com a floresta e os rios. A peça foi indicada ao Prêmio Shell de Teatro 2016 nas categorias autor e cenografia.

A leitura atenta do livro Memória e sociedade: lembranças de velhos, um estudo de psicologia social de Ecléa Bosi, levou o escritor a iniciar, quando ainda cursava a faculdade de Filosofia, verdadeiro trajeto de criação literária a partir de memórias. Desde então, Rudinei tem desenvolvido pesquisa de intersecções entre história oral de vida e dramaturgia. Também tem visitado comunidades às margens da rodovia Transamazônica e do rio Tapajós, em Itaituba (PA), onde nasceu, sempre com o escopo de registrar reminiscências orais que depois povoam os seus poemas, contos e peças de teatro – o que vemos com frequência nos livros que publicou nos últimos anos: Chão de terra batida, Dentro é lugar longe, Memorial dos meninos e Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores, sendo o seu primeiro livro alvo de reconhecimento pelo poeta Affonso Romano de Sant’Anna.

Com esse mesmo anseio, o dramaturgo iniciou residência artística na Favela do Boqueirão, localizada na zona sul de São Paulo. Desde o final de 2011, seguiu para essa comunidade com o Núcleo Macabéa, o agrupamento teatral que fundou com objetivo de encenar poeticamente peças escritas por ele a partir de relatos, história oral de vida e memória testemunhal, sobretudo de migrantes. Assim nasceu a dramaturgia das montagens teatrais Chão e SilêncioAgruras, ensaio sobre o desamparo Fé e Peleja. Com intenso trabalho de pesquisa junto ao Núcleo Macabéa e inserção na comunidade, Rudinei escreveu, em 2016, a peça Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores, um texto abrupto e poético que surge motivado pelo relato testemunhal de moradoras do Boqueirão, diretamente atingidas por ações de despejo – outro traço marcante das peças do autor paraense, a memória dos excluídos.

O espetáculo Epístola.40, carta (des)armada aos atiradores estreou no dia 04 de novembro, na sede da Cia. Pessoal do Faroeste e segue em temporada até o dia 12 de dezembro. Um espetáculo forte e reflexivo, que com certeza irá te surpreender, instigar um novo olhar sobre o tema e sobre as mudanças drásticas que podem ocorrer na vida de cada indivíduo após uma ação de despejo.

Além das histórias orais de vida de moradoras do Boqueirão colhidas pelos atores, a peça foi composta com a leitura atenta do romance de Clarice Lispector, A hora da estrela (1977), e do Primeiro Livro de Macabeus. A obra faz parte das ações do projeto Tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas – Teatro e História Oral de Vida. Residência artística do Núcleo Macabéa na favela Boqueirão contemplado pela 27° Edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

O Núcleo Macabéa, desde a fundação, cria suas peças de teatro motivado pelo encontro com migrantes e com a história oral de vida de moradores de comunidades que enfrentam situações extremas de despejo. O grupo reside artisticamente na Favela do Boqueirão há meia década e criou montagens teatrais que dialogam diretamente com os moradores, desde cortejos cênicos a peças em salas de teatro. A poesia, não o registro documental, é o mote de criação teatral do grupo. Desde 2011, foram montadas cinco peças: Chão e Silêncio (2012); Agruras, ensaio sobre o desamparo (2013); Fé e Peleja (2014); Dezuó, breviário das águas (2016) – peça indicada aos prêmios Shell e Aplauso Brasil, e Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores (2016). Todas estas peças adentram a condição humana e a memória do êxodo dos migrantes.

A oficina com o dramaturgo do Núcleo Macabéa, Rudinei Borges, acontece de 29 a 01 de dezembro, e as inscrições podem ser feitas através do email: dramaturgia.memoria@gmail.com.

OFICINA DE DRAMATURGIA E HISTÓRIA ORAL DE VIDA – Com Rudinei Borges

A oficina visa a criação de textos dramatúrgicos a partir de imersão em metodologia específica da história oral de vida, com elaboração de projeto, entrevistas, transcrição, textualização e transcriação – 8 vagas – GRATUITO

PÚBLICO-ALVO – Dramaturgos + Escritores + Atores + Performers + Educadores + Historiadores + Professores + Jornalistas + Estudantes de Teatro

INSCRIÇÃO: Enviar currículo para o e-mail: dramaturgia.memoria@gmail.com até 25.11

QUANDO: 29 e 30 de novembro a 01 de dezembro – Das 19h às 22h

LOCAL: Espaço Cia. do Pássaro – Álvaro de Carvalho. 177. Centro. Metrô Anhangabaú

DÚVIDAS: [11] 3151-4664

Serão concedidos certificados aos participantes que frequentarem todos os encontros

Informações sobre a temporada do espetáculo Epístola.40, carta (des)armada aos atiradores

Escrita a partir de memórias de moradoras da Favela do Boqueirão e do romance A hora da estrela de Clarice Lispector, a peça narra a saga de uma família de retirantes nordestinos, da chegada em São Paulo ao despejo da comunidade onde viviam.

Temporada: de 04 de novembro a 12 de dezembro

Horário: Sexta-feira, sábado e segunda-feira, 20h00 / domingo, 19h00

Local: Cia. Pessoal do Faroeste – Rua do Triunfo, 305 – Metro Luz

Ingressos distribuídos 1h00 antes do espetáculo

Duração: 90 minutos – Classificação: Livre – Capacidade do local: 50 pessoas

Informações pelo telefone [11] 3151-4664

Contato Assessoria de Imprensa: Luciana Gandelini – lucianagandelini@gmail.com – 99568-8773

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