Três poemas de Jefferson Pereira

Abri a janela do quarto
E vi o mundo rebentar
Em meu peito adormecido.
Fazia um calor de secar a alma,
Que invadia as frestas da vida.
Abria-se o passado na claridade.
O futuro era o presente único
E acabado no luzir da tristeza.
O choro nascia na beleza do sol.

Não havia mais
O calor do amor.
A mente sentia
O peso da vida.
Uma noite mal
Dormida e um
Um tempo seco
De fazer a alma
Rumar ao chão.
Gritava tanto o
Nome do passado
Que foi tragado,
Arremessado, ao
Tempo fatigado.

Talvez eu desista,
Fuja enquanto estou calmo.
Não sentirei nada,
É o feito do torpor,
Mas ainda dá tempo:
Vou embora sem medo da dor.

★★★

jefferson-pereira

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