Auditório Ibirapuera exibe ‘O Grande Ditador’, de Chaplin, em sessão comemorativa ao centenário de Paulo Emilio Salles Gomes

A projeção deste clássico do cinema, ao ar livre, faz parte de 100 Paulo Emílio, programação que vem sendo realizada em instituições culturais da cidade, como o Itaú Cultural, em comemoração ao centenário de nascimento do cineasta, escritor, professor universitário, político intelectual e crítico de cinema; nascido em 1916 e morto em 1977, ele admirava Charlie Chaplin a quem dedicou uma série de artigos.

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No dia 18, às 20h, o Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer, em parceria com a Cinemateca Brasileira, exibe ao ar livre o clássico O Grande Ditador, de Charlie Chaplin. A projeção faz parte da programação que vem sendo realizada durante o ano em comemoração ao nascimento de Paulo Emílio Salles Gomes, que completaria 100 anos no dia 17 de dezembro deste ano. Historiador, escritor, crítico de cinema e militante político, ele marcou tanto a história do cinema como a da política brasileira e era um grande apreciador dos filmes de Chaplin.

Provocador, Paulo Emílio era conhecido por seu apoio declarado ao comunismo e chegou a ser preso durante o primeiro governo de Getúlio Vargas. Fugiu para Paris, na França, onde começou a se interessar efetivamente por cinema. Identificava-se com os ideais modernistas – foi uma espécie de discípulo de Oswald de Andrade – e, como professor na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), fazia questão de defender o cinema nacional.

Com seus escritos, influenciou aqueles que produziam cinema na época: a geração do cinema novo. Deixou ainda, como um de seus vários legados, a Cinemateca Brasileira (em São Paulo/SP), participando de seu processo de criação. Esta casa, parceira do Auditorio Ibirapuera para a exibição de O Grande Ditador, integrou programação comemorativa 100 Paulo Emilio com uma serie de cursos teóricos, mesas de debate e oficinas, assim como o Itaú Cultural realizou um seminário sobre o homenageado.

O filme

Lançado em 1940, em meio a Segunda Guerra Mundial, O Grande Ditador é uma comédia dramática, crítica ao nazismo, ao fascismo e a seus dois principais líderes, Adolf Hitler e Benito Mussolini. A obra marca o fim do cinema mudo de Chaplin, ao fazer uso pela primeira vez das técnicas de áudio para a produção de um filme com diálogos, embora em algumas cenas o diretor tenha usado apenas a linguagem corporal.

Foi difícil para o diretor lançar o filmes em países como Alemanha, Itália e Argentina, devido ao seu teor crítico. Por outro lado, ele recebeu cinco indicações ao Oscar, em 1941, nas categorias de melhor filme, melhor ator para Charlie Chaplin, no papel do próprio ditador, e melhor roteiro original.

A trama tem inicio em 1918, período da Primeira Guerra Mundial e se passa no país fictício da Tomânia. O enredo conta a história de um cadete do exército alemão (Charlie Chaplin), de ascendência judaica, que, ao tentar resgatar outro soldado chamado Schultz (Reginald Gardiner), sofre um incidente que o deixa no hospital por 20 anos, enquanto seu país passa por mudanças drásticas. Ao receber alta, ele encontra uma realidade dominada por um regime ditatorial que prega a segregação dos judeus, com o país governado por Adenoid Hynkel (também interpretado por Chaplin), o grande ditador da Tomânia. Tal como Hitler, ele faz do poder uma arma para impor suas aspirações e loucuras.

Paulo Emilio

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Paulo Emilio entendia a produção cultural como manifestação política. Em diálogo com o modernismo, acrescentou uma vertente política ao movimento, se aproximando a Oswald de Andrade na década de 30. No período da ditadura militar (1935-1964), foi preso por sua militância na Juventude Comunista e, em 1937, se exilou em Paris onde descobriu o cinema como manifestação artística e cultural.

Em seu retorno ao Brasil graduou-se na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP e fundou, com colegas, a revista Clima, onde assumiu a crítica de cinema. Emílio retornou para Paris, aprofundou seus estudos de cinema e se aproximou da Cinemateca Francesa para criar uma instituição semelhante no Brasil, que viria a ser a Cinemateca Brasileira.

O cineasta teve intensa atividade institucional na criação do Curso de Cinema da Universidade de Brasília e de seu paralelo na Escola de Comunicação e Artes da USP, e na fundação do MIS –Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Entre as suas obras, destaca-se Humberto Mauro, Cataguases, Cinearte (Edusp/Perspectiva), Jean Vigo, grande jovem cineasta francês, três mulheres de três pppês (Perspectiva), composto de três novelas. Hoje, é referência nacional e internacional no campo dos estudos de cinema e reconhecido como um dos maiores escritores de sua geração.

SERVIÇO

100 PAULO EMÍLIO: exibição de O Grande Ditador (1940)

De Charlie Chaplin

Sessão especial ao ar livre

Dia 18 de dezembro, domingo, às 20h

Duração: 130 minutos (aproximadamente)

Plateia externa

Gratuita

Classificação indicativa: Livre.

Auditório Ibirapuera – Oscar Niemeyer

Av. Pedro Alvares Cabral, s/n – Portão 2 do Parque do Ibirapuera

(Entrada para carros pelo Portão 3)

Fone: 11.3629-1075

info@auditorioibirapuera.com.br

http://www.auditorioibirapuera.com.br/

Ar-condicionado. Acesso a deficientes. Proibido fumar no local.
Estacionamento do Parque Ibirapuera, sistema Zona Azul – R$ 5,00 por duas
horas. Dias úteis das 10h às 20h, sábados, domingos e feriados das 8h às 18h
Ônibus:

Linha 5154 – Terminal Sto Amaro / Estação da Luz

Linha 5630 – Terminal Grajaú / Metrô Bras

Linha 675N – Metrô Ana Rosa / Terminal Sto. Amaro

Linha 677A – Metrô Ana Rosa / Jardim Ângela

Linha 775C/10 – Jardim Maria Sampaio / Metrô Santa Cruz

Linha 775A/10 – Jd. Adalgiza / Metrô Vila Mariana

O Auditório Ibirapuera não possui estacionamento ou sistema de valet. O estacionamento do Parque Ibirapuera é Zona Azul e tem vagas limitadas. Sugerimos que venha de táxi ou transporte público

 

Assessoria de Imprensa:

Conteúdo Comunicação

No Auditório Ibirapuera

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Na agência

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