Cinco poemas de arrudA

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me regem
as nuances
das estações
nenhuma
certeza o caos
dos planetas
a arquitetura
das falésias
se desenhando
nas costas
de um peregrino
me regem
as nuances
das estações
o caminho
das nuvens
nas linhas
da testa
todo tempo
do mundo
uma pausa
um segundo
o tempo
que nos resta
a vertigem
dos cometas
em rota
de colisão
a poeria pós
explosão
a ideia de deus
dispersa
no pólen

dos girassóis

o azul das coisas não ditas
clave de sol nas clavículas
por onde as almas se visitam

e giram
planetas
orquídeas
estrelas
e giramos
juntos
num circulo
infinito
em tardes
de chuva
noites
imensas
teu nome
na areia
a solidão
dos cometas
sob o céu
de um
domingo

a lua
essa linha
querendo
existir
a lua
essa lágrima
no azul
das palavras
a lua
esse mapa
nas mãos
dos antigos
a lua
essa rima
onde
os deuses
existem
a lua
esse rímel
nos olhos
da noite
a lua
essa lâmina
a quem
me dou
por ofício
e ainda
quantas
canções
no silêncio

de um risco

vira sonho
e sangra
vira ouro
e brilha
vira luz
e cega
vira matéria
e a matéria
pesa
vira palavra
e a palavra

reza

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