3 poemas de Gabi OZ

 

Landschaft mit Fahnen, de Paul Klee

Landschaft mit Fahnen, de Paul Klee

A coluna de Santos
Os túneis de Santos são vértebras da Serra
Percorrâmo-los
rapidamente
Ignoremos descaradamente
os ossos que se desenham
sutis na pedra

Deixemo-nos envolver pela escuridão
Escuridão branda
meia-luz
Luzes âmbares
correndo nas paredes
in-ter-mi-tan-te-men-te

Ah!, a Espinha. ossos de luz
e sombra.

Máquina de lavar

Selvagem o sexo.
convulso
Cabo, parede
velocidade desumana

– tum –

Apoio os pulsos na máquina.

Fecho os olhos.

Seu tremer me treme
Veloz
veloz
doente!

tumtumtumtum

O molhado de dentro
O calor de fora.

tremetremo

Levanto o rosto, olhos fechados
e treme
desumano demaishumano.

– tututututututu –

Para.

tiro a roupa pro calor de fora.

 

 

Meu nome é saudade, nasci das gotas dos olhos
das donzelas dos homens do mar
dos ventos ferozes.

Meu nome é saudade.

Parti também em viagem, cansada de
esperar meu amado. Sou agora donzela do
mundo, dama da vida: respiro a maresia do
distante, bebo o entorpecido do mistério.

Poeta, perdida e em constante busca por diferentes linguagens, Gabi OZ tem seus 20 e poucos anos e viveu quase toda a vida em Araraquara, no interior de São Paulo. Procura não limitar o seu olhar, tendo influência desde os artistas que estuda no (conturbado e polêmico) curso de Letras até a cultura pop que está em todo canto e a voz sem nome que grita na rua pro ônibus parar.

Dá pra acompanhar o trabalho dela na página | https://www.facebook.com/gabi0z/?ref=bookmarks

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