Poema Livre com Raul Almeida

"Chop Suey", de 1929, por Edward Hopper

“Chop Suey”, de 1929, por Edward Hopper

Minha poesia de nada serve,
porque não te alcança.
É volúvel violável,
e nas entrelinhas se desencontram.

Não chega ao tato,
ao palpável, ao dito
nascem e se abortam no papel.

Você não é papel.
Foi papel
Hoje se fez dobradura,
formato barco

A poesia não foi suficiente,
Mas me fez oceano,
Pra suportar a navegação.

raul-almeida

 

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