A mostra ‘Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural’ com obras desde Angelo Agostini até os contemporâneos

Em um total de 70 das 125 obras deste acervo, a exposição abrange cerca de 150 anos desse tipo de produção e revela como a participação e a invenção artística traçam fronteiras com a literatura e o design;  entre os trabalhos são apresentadas, ainda, as mais recentes aquisições assinadas por Sérvulo Esmeraldo, Arthur Luiz Piza, Sandra Cinto e Antonio Dias e expostas pela primeira vez no instituto

 

RI 23109352, Poemobiles, Augusto de Campos, Júlio Plaza, Conjunto de 13 objetos originais de Júlio Plaza com textos de Augusto de Campos/ Ex nº 520, de uma tiragem de 1000, Dimensões: 21,3 x 16,4 x 5 cm (fechado)20,5 X 22 X 11 cm (aberto), 1974.

 

De 8 de março a 7 de maio, o Itaú Cultural mostra ao público a exposição Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural. Com curadoria de Felipe Scovino e projeto expográfico de Marcus Vinícius Santos, apresenta 70 obras que abarcam 150 anos de história da confecção de livros de artista, em diversos formatos, como livros-objeto e poemas concretos. Entre elas, quatro revistas originais de Ângelo Agostini, do século XIX, cinco publicações dos anos 1940 da extinta Sociedade dos Cem Bibliófilos, além de poemas concretos e livros-objeto contemporâneos de Waltercio Caldas, Brígida Baltar, Nuno Ramos, Odires Mlászho, Julio Plaza, Augusto de Campos, Artur Barrio e Rosangela Rennó.

 

Quatro obras recém adquiridas para a coleção, são exibidas pela primeira vez nesta mostra. Uma delas é o livro de Sérvulo Esmeraldo – Variations sur une courbe –, importante artista cearense e pioneiro da arte cinética no Brasil. Ele traz uma série de gravuras que é paradigmática do seu trabalho. O livro não é uma poética comum na obra do artista, assim como na de Arthur Luiz Piza, que entra na mostra com Bernard Palissy, publicação que contém sete gravuras originai. De Sandra Cinto, está presente o livro objeto Partitura, inspirado em antigos cadernos de estudos musicais e reinventados com a técnica da litografia, e, de Antonio Dias, há um livro expondo imagens ampliadas da carne/pele humana, cujo título é Flesh Room with Anima.

 

“Esta não é uma exposição apenas sobre livros-objetos como se poderia imaginar quando veem a mente a expressão ‘livro de artista’”, observa Scovino. De acordo com ele, a mostra, amplia essa percepção ao envolver os atributos que cercam este tipo de obra de arte: reflete a produção de uma revista pelo próprio artista concebendo seu conteúdo e design gráfico; a manufatura de um livro ou a intervenção propondo uma ação conceitual ou física nesse suporte, ambos em caráter de tiragem limitada; a ilustração de uma publicação ou a produção de uma obra especialmente concebida para a sua capa; e a execução de um álbum de gravura.

 

O curador ressalta que a exposição segue um percurso cronológico respeitando o seu caráter histórico ao investigar modelos para o suporte livro de artista. Começa nas múltiplas atividades do chargista e editor Angelo Agostini (1843-1910). Segue pela produção de capas de livros e álbuns de gravuras assinados por artistas visuais durante o modernismo, avança pelas contribuições de artistas como Portinari, Goeldi e Di Cavalcanti e chega aos livros-esculturas, ou livros-objetos e a poesia ganhando volume e densidade durante a produção concreta. Por fim, encerra com um núcleo contemporâneo dividido curatorialmente em Uma escrita em branco, Livros-objetos, Rasuras e Paisagens e que problematiza o chamado livro-objeto.

 

A mostra

Do conjunto da coleção, as revistas de autoria de Agostini estão entre as peças mais raras e compõem um dos núcleos da exposição. “Ele produzia tudo, incluindo a prensa, a ilustração, a escolha do papel e a encadernação”, conta o curador. “As publicações dele servem para pensar como o artista fazia no passado”, completa. No total, são quatro originais datadas de 1866 a 1896, do Império à República, que além de representativas na história da imprensa brasileira marcam o início da compreensão do uso do livro como obra ou artigo de arte. Todas estão presentes na mostra: O Cabrião (1866-1867), O Polichinello (1876), Don Quixote (1895-1903) e Revista Illustrada (Impressões do Carnaval de 1890).

 

Agostini abre o caminho que permeia a exposição partindo, na sequência, para ilustrações no período do Modernismo, como as de autoria de Di Cavalcanti – incluindo a capa do livro Ballada do Enforcado, de Oscar Wilde, o clássico de Gylberto Freire, Casa Grande e Senzala, ilustrado por Cícero Dias (1934) ou O Alienista, de Machado de Assis, com gravuras de Candido Portinari (1948) e outros. Passa por cinco obras raras publicadas pela Sociedade dos Cem Bibliófilos, ativa de 1943 a 1968: Memórias Póstumas de Braz Cubas, de Machado de Assis, com ilustrações de Cândido Portinari (1943), O Rebelde, de Inglez de Souza e Iberê Camargo (1952), Memórias de um Sargento de Milícias,de Manuel Antônio de Almeida e ilustração de Darel Valença Lins (1964), Canto Geral, de Guimarães Rosa, ilustrado por Djanira (1964) e O Compadre de Ogun, de Jorge Amado, ilustrado por Mário Cravo (1969).

 

O percurso da mostra segue pelo eixo Álbuns de Gravura, com criações de Aldo Bonadei, Antonio Bandeira, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral nos anos 1970, e entra em Design gráfico: capas e ilustrações ao longo da história, que traz à tona a importância do design gráfico, até chegar a trabalhos contemporâneos mais recentes, que problematizam o chamado livro-objeto em obras de Augusto de Campos, Waltercio Caldas e Brígida Baltar.

 

Nesta sequência, Narrativas em Processo – Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural se estende por outros quatro núcleos que compreendem e segmentam a produção contemporânea de livros de artista.  O denominado Livros-Objetos resgata o movimento concretista no Brasil, de meados dos anos de 1950, quando poetas começaram a problematizar a noção de livro, palavra e espaço. Aqui, Augusto de Campos, Júlio Plaza e Waltercio Caldas experimentam ação, sonoridade e colocam a palavra para além da página. O livro torna-se escultura, a palavra avança o plano e alcança a tridimensionalidade. Entre as obras que atendem o conceito, Muda Luz (1970), do espanhol Plaza em parceria com Campos. De autoria individual do brasileiro, é apresentado ainda Viva Vaia (1972-2001), que mais se assemelha a uma escultura em acrílico.

 

No mesmo núcleo o livro também aparece como uma intervenção plástica e o artista elevando a palavra, o poema, o livro e a escultura como formas indissociáveis, quebra a semântica no plano da leitura. Com estas características estão Poemobiles (1974), um conjunto de 13 objetos originais de Plaza, com textos de Campos, lançados na época em uma tiragem de somente mil exemplares, e também o emblemático e moderno O Livro Giacometti (1997), no qual Caldas apresenta uma escultura de metal sobre um livro carimbado.

 

Em Uma escrita em branco estão obras nas quais a palavra dá lugar à materialidade do livro para evidenciá-lo com suportes sem narrativa deixando o leitor alheio a referências de mensagem. Um exemplo é o livro-objeto de acrílico moldado somente com o título gravado na parte que corresponde à capa: Como Imprimir Sombras (2013), de autoria de Waltercio Caldas. Em Devaneio-Utopias (2005), de Brígida Baltar, vê-se um par de cerâmicas em formato de livro na cor marrom que leva o observador a questionar-se sobre a função de uma publicação do gênero.

Neste núcleo estão ainda outras peças de Caldas, como O Livro de Velazquez (1996), Momento de Fronteira (1999), Estudo sobre a Vontade (1975/2000), este ilustrado com fotos de Miguel Rio Branco, e por fim, Hiroshima – Da série Paisagem Cambiantes (1999), de Odires Mlászho.

 

Rasuras, mais um núcleo, apresenta livros que recebem intervenção plástica e sua função semântica se amplia. As obras não respeitam o jogo de uma narrativa linear, a escrita não precisa ser compreendida e o que importa é a mensagem final, que tem até mesmo um certo grau de violência e gestualidade. Em Balada (1995) de Nuno Ramos, o livro espesso e de capa dura não contém palavras, mas sim uma perfuração profunda transpassando-o brutalmente, do começo ao fim, servindo como o único signo de leitura da obra.

 

Outro livro representativo neste núcleo é As potências do orgânico (1994/1995), de autoria conjunta de Márcio Doctors, Fernanda Gomes, Claudia Bakker, Artur Barrio e Adriana Varejão. Nesta mostra, estarão apenas as obras de Fernanda Gomes e Adriana Varejão. A obra se distancia totalmente da escrita convencional e utiliza, como recurso para cunhar um fato, sangramentos, machucados, índices de corpos reais. O surgimento da escrita visceral é o que marca este núcleo, testificado ainda por meio de três obras de Artur Barrio – Uma Extensão do Tempo (1996), Caderno Livro (1997) e O Sonho do Arqueólogo.

No núcleo Paisagens, que encerra os quatro, são exibidos trabalhos que transportam o leitor a uma experiência sensorial por meio de efeitos de impressão. Aqui, os livros têm uma aspiração ao tátil e à textura na superfície ou nas imagens, dada a fusão de cores e formas utilizadas. Neste sentido, Memória Fotográfica (2013), de Lucia Mindlin Loeb, Paisagismo (2005), de Roberto Berthônico, Páreo (2006), de Tatiana Blass e Buenos Aires Tour (2003), de Jorge Macchi.

 

Acessibilidade na mostra

Com um projeto de acessibilidade assinado pela Museus Acessíveis, com consultoria de Viviane Sarraf, a exposição tem recursos de acessibilidade para o público cego, de baixa visão e surdo. São disponibilizadas audiodescrições de 16 obras, e todos os textos da exposição tem leitura gravada em áudio. O visitante encontra fones de ouvido em diversos pontos do espaço expositivo – indicados por paradas de alerta no percurso de visita acessível com piso podotátil –, onde ele encontra todas as informações sobre as obras selecionadas.

 

Também são disponibilizadas obras táteis das obras Viva Vaia, de Augusto de Campos, Como Imprimir Sombras, de Waltercio Caldas, e de uma imagem da capa do livro Cobra Norato, com texto de Raul Bopp e ilustração de Flávio de Carvalho. Por fim, um conjunto de poesias concretas dos irmãos Haroldo e Augusto de Campos e de Décio Pignatari tem o texto descrito em Braile e legenda ampliada, para o público de baixa visão.

 

Para o público surdo, foram desenvolvidos videoguias, também distribuídos em pontos específicos. A equipe do Núcleo Educativo desenvolveu um roteiro em que apresenta algumas das obras e trata de assuntos apresentados pela curadoria relacionados a artistas, como Angelo Agostini, Portinari, Nuno Ramos, Artur Barrio e Waltércio Caldas.

 

Coleção Itaú

Todas as peças desta exposição pertencem ao acervo do Banco Itaú, mantido e gerido pelo Itaú Cultural. Formado por recortes artísticos e culturais que abrangem da era pré-colombina à arte contemporânea, cobre a história da arte brasileira e importantes períodos da história de arte mundial. A coleção começou a ser criada na década de 1960, quando Olavo Egydio Setubal adquiriu a obra Povoado numa Planície Arborizada, do pintor holandês FransPost – agora exposta no Espaço Olavo Setubal, que ocupa o 4º e 5º andares do Itaú Cultural na exposição permanente dos recortes Brasiliana e Numismática também pertencentes a este acervo.

 

Atualmente formada por mais de 13 mil itens, a coleção reúne pinturas, gravuras, esculturas, fotografias, filmes, vídeos, instalações, edições raras de obras literárias, moedas, medalhas e outras peças. Trata-se da oitava maior coleção corporativa do mundo e a primeira da América do Sul, segundo levantamento realizado pelainstituição inglesa Wapping Arts Trust, em parceria com a organização Humanities Exchange e participação da International Association of Corporate Collections of Contemporary Art (IACCCA).

 

As obras ficam instaladas nos prédios administrativos e nas agências no Brasil e em escritórios no exterior. Recortes curatoriais são organizados pelo Itaú Cultural em exposições no instituto e exibidas em itinerâncias com instituições parcerias pelo Brasil e no exterior, de modo a que todo o público tenha acesso a elas, como é o caso da exposição Narrativas em Processo, que, no ano passado foi vista no Instituto Figueiredo Ferraz, em Ribeirão Preto.

 

Angelo Agostini

  1. O Cabrião (1866-1867), Ângelo Agostini
  2. O Polichinello (1876), Ângelo Agostini
  3. Don Quixote (1895-1903), Ângelo Agostini
  4. Página avulsa da Revista Illustrada – Impressões do Carnaval de 1890, Ângelo Agostini
  5. Página avulsa da Revista Don Quixote – Rio de Janeiro, Primeira capital da América do Sul

 

Cem Bibliófilos

  1. Memórias Póstumas de Braz Cubas (1943), Machado de Assis / Cândido Portinari
  2. O Rebelde (1952), Inglez de Souza e Iberê Camargo
  3. Memórias de um Sargento de Milícias (1964), Manuel Antônio de Almeida / Darel
  4. Campo Geral (1964), Guimarães Rosa / Djanira
  5. O Compadre de Ogun (1969), Jorge Amado / Mário Cravo

 

Álbuns de Gravura

  1. Gravuras (1971), Tarsila do Amaral e Ribeiro Couto
  2. 10 Poemas 10 Xilogravuras Originais [Ed. 6] (1971), Aldo Bonadei
  3. Cinco poemalhitos (1961), Antonio Bandeira
  4. A realidade brasileira – 12 ensaios (1933), Emiliano di Cavalcanti
  5. Variations sur une courbe, de Sérvulo Esmeraldo
  6. Bernard Palissy, de Arthur Luiz Piza

 

Design Gráfico: capas e ilustrações ao longo da história

  1. Vamos caçar papagaios (1926), Belmonte / Cassiano Ricardo
  2. Poesias Reunidas (1966), Flavio De Carvalho / Oswald De Andrade
  3. Uma tragedia florentina (1924), Oscar Wilde / Di Cavalcanti
  4. Experiencia n. 2 (1931), Flávio de Carvalho
  5. História do Brasil (1932), Di Cavalcanti / Murilo Mendes
  6. Laranja da China (1928), Alcântara Machado
  7. Revistas Noigrandes nº 1 (1952), Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari

Revistas Noigrandes nº 5 (1962), Augusto de Campos, Décio Pignatari, Haroldo de Campos, José Lino Grünewald e Ronaldo Azeredo

  1. Invenção Nº 1 – Ano I – 1º Trimestre 1962 (1962), Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio Pignatari
  2. Maiakóvski Poemas (1967), Vladimir Maiakóvski, tradução de Augusto de Campos e Haroldo de Campos
  3. 1953-1973 – Poetamenos (1973), Augusto de Campos
  4. Cobra Norato (1931), Raul Bopp / Flávio de Andrade
  5. Memórias sentimentais de João Miramar (1924), Oswald de Andrade
  6. Mangue (1943), Lasar Segall / Jorge De Lima, Mario de Andrade, Manuel Bandeira
  7. Menino de engenho (1932), José Lins do Rego / Manuel Bandeira
  8. Poesia Concreta in Brasile Nove poemi di: Augusto de Campos, Decio Pignatari, Haroldo de Campos (1991), Augusto de Campos, Decio Pignatari, Haroldo de Campos
  9. Via Sacra (1969), Mestre Nosa e Maria Eugenia Franco
  10. Objetos (1969), Júlio Plaza e Augusto de Campos
  11. Gravuras de Edith Behring [Tiragem 17/100] (1968), Walmir Ayala / Edith Behring
  12. Gravuras de Trindade Leal, Palavras de Paulo Mendes de Almeida (1964), Trindade Leal, Paulo Mendes de Almeida
  13. Pequena Bíblia de Raimundo de Oliveira (1966), Jorge Amado, Raimundo de Oliveira
  14. Corpo Estranho (n. 3) Júlio Plaza e Régis Bonvicino (1982), Corpo Estranho nº 3 Revista de criação
  15. Ballada do enforcado (1919), Di Cavalcanti / Oscar Wilde
  16. Casa Grande e Senzala (1934), Gilberto Freyre / Cícero Dias
  17. O Alienista (1948), Machado de Assis / Candido Portinari
  18. Martim Cererê (1945), Oswaldo Goeldi / Cassiano Ricardo
  19. Ilustrações de Axl Leskoscheck para Dostoiévski – Os Demônios, O Adolescente e Os Irmãos Karamázovi (1981), Axl Leskoschek / José Neistein
  20. Janela do Caos (1949), Murilo Mendes / Francis Picabia
  21. Poésie (1967), Cecília Meireles / Vieira da Silva
  22. Assombrações do Recife Velho [n. 214] (1955), Lula Cardoso Ayres / Gylberto Freire]

 

Uma Escrita em Branco

  1. Desvaneio-Utopias (sem ano), Brígida Balthar
  2. Um coup de dês – Stéphane Mallamé (2002), Nuno Ramos
  3. O Livro de Velázquez (1996), Waltercio Caldas
  4. Momento de Fronteira (1999), Waltercio Caldas
  5. Estudo sobre a Vontade (1975-2000), Waltercio Caldas
  6. Como Imprimir Sombras (2013), Waltercio Caldas
  7. Hiroshima – Da série Paisagem Cambiantes (1999), Odires Mlászho

 

Livros-Objeto

  1. Muda Luz (1970), Julio Plaza / Augusto de Campos
  2. Viva Vaia (1972-2001), Augusto de Campos
  3. Poemobiles (1974), Augusto de Campos/ Júlio Plaza
  4. O livro Giacometti (1997), Waltercio Caldas

 

Rasuras

  1. Balada [Ed. 70] (1995), Nuno Ramos
  2. Biblioteca (2003), Rosangela Rennó
  3. Acordalice (2006), Dora Longo Bahia
  4. Uma Extensão do Tempo (1996), Artur Barrio
  5. Caderno Livro (1997), Artur Barrio
  6. Idolatria (2003), Mario Ramiro
  7. As potências do orgânico (1994-1995), Fernanda Gomes e Adriana Varejão
  8. Flesh Room with Anima, de Antonio Dias

Paisagens

  1. Paisagismo (sem ano), Roberto Bethônico
  2. Paréo (2006), Tatiana Blass
  3. Memória Fotográfica [Ed. 1/10] (2013), Lucia Mindlin Loeb
  4. Buenos Aires Tour (2003), Jorge Macchi
  5. Partitura, de Sandra Cinto

 

 

RI 23102040, Laranja da China, Alcântara Machado, Dimensões: 19,3 x 14,5 x 1 cm (fechado),tipografia.

SERVIÇO

Narrativas em Processo: Livros de Artista na Coleção Itaú Cultural

De 8 de março a 7 de maio de 2017

Terça-feira a sexta-feira, das 9h às 20h (permanência até às 20h30)

Sábado, domingo e feriado, das 11h às 20h

Piso -1

Classificação indicativa: Livre.

Entrada gratuita

Acesso para deficientes físicos

Ar condicionado

Estacionamento: entrada pela Rua Leôncio de Carvalho, 108.

Se o visitante carimbar o tíquete na recepção do Itaú Cultural: 3 horas: R$ 7;

4 horas: R$ 9; 5 a 12 horas: R$ 12.

Com manobrista e seguro, gratuito para bicicletas.

Itaú Cultural

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