80 anos de Paulo José

 

“Como diretor, seu trabalho caracteriza-se antes de mais nada por uma extrema solidez artesanal, noção de equilíbrio e inteligência na escolha do repertório. Como ator, durante muito tempo deveu parte do seu sucesso pessoal à jovialidade, ao encanto e à simpatia da sua presença em cena. Sua volta ao palco, a partir de 1985, revelou um ator notavelmente amadurecido, perfeccionista, humano, inteligente e claro na transmissão das menores intenções dos respectivos personagens”

Yan Michalski sobre Paulo José, em Pequena enciclopédia do teatro brasileiro contemporâneo

 

Nesta segunda-feira (20), um dos maiores atores e diretores do Brasil completa 80 anos: Paulo José. Atuante nos palcos desde os anos de 1960, sua carreira artística é vasta e já passou pelo cinema, teledramaturgia, teatro e cinema.

Paulo José começou sua trajetória no teatro amador em Porto Alegre. Dentre sua participação estão nos grupos do Teatro Universitário do Rio Grande do Sul, Teatro de Fantoches e Teatro de Equipe, sento também membro fundador.

Em São Paulo, no ano de 1961, entra para o histórico Teatro de Arena, fazendo parte dos espetáculos O Testamento do Cangaceiro, de Chico de Assis, com direção de Augusto Boal, e Revolução na América do Sul, de Boal, dirigido por José Renato, ambos de 1961; Os Fuzis da Senhora Carrar, de Bertolt Brecht, 1962; A Mandrágora, de Maquiavel, 1963, espetáculo no qual ganha os prêmios Molière e Padre Ventura de melhor figurinista; Tartufo, de Molière, 1964. Com o Arena, dirige as remontagens cariocas de Eles Não Usam Black-Tie, de Gianfrancesco Guarnieri, 1963, e Arena Conta Zumbi, de Guarnieri, Augusto Boal e Edu Lobo, 1965; e assina a sua primeira direção original no Arena, com O Filho do Cão, também de Guarnieri, 1964. Paulo atuou em todos esses espetáculos.

No cinema, Paulo José estreou em 1965 no longa O Padre e a Moça, seguindo papéis de destaques em importantes adaptações literárias, como Macunaíma (1969), Mário de Andrade; Policarpo Quaresma, Herói do Brasil (1998), Lima Barreto; Benjamin (2004), Chico Buarque e Quincas Berro D’Água (2010), Jorge Amado. Também atuou na adaptação da peça Eles não usam Black-Tie (1981), de Gianfrancesco Guarnieri; Saneamento Básico (2006), de Jorge Furtado, e O Palhaço (2011), de Selton Mello.

Para comemorar os 80 anos de Paulo José, o Livre Opinião – Ideias em Debate selecionou cinco atuações memoráveis. Confira abaixo:

Macunaíma

 

Policarpo Quaresma

Benjamin

O Padre e a Moça

Saneamento Básico

 

Bônus: Jards Macalé e Paulo José homenagem a Torquato Neto

 

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