Leia três poemas do livro ‘Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo’, de Sangare Okapi

Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo, de Sangare Okapi, lançado pela Editora Kapulana, a obra é um conjunto poético emocionante, organizado em três partes, cada uma delas com poemas com ideias distintas. O autor apresenta, de maneira brilhante, temáticas sobre a mulher e o corpo, como o erotismo e a valorização da presença feminina. Dirige também seu olhar para a Ilha de Moçambique, lugar de valor primordial na história do país, além de fazer referências a diversos outros autores, possíveis influências literárias. Leia no final da matéria três poemas do livro.

Sangare Okapi nasceu em Maputo, capital de Moçambique. Professor, formado em ensino de Língua Portuguesa, Sangare Okapi é autor de livros de poesia, com temáticas calcadas no “eu” e no erotismo. Em suas obras, aparecem referências a escritores moçambicanos e a literaturas de outras partes do mundo. Em seu livro Antologia inédita – Outras vozes de Moçambique, organizado com o escritor também moçambicano Lucílio Manjate, divulga escritores da nova geração moçambicana.

EDITORA KAPULANA – Tem como lema produzir “Livros bons e belos”. Assim, em seus diversos segmentos, como Infantis, Bilíngues, Vozes da África, Contos de Moçambique, Ciências e Artes, Intersecções Literárias, Literatura Inclusiva e Poesia Contemporânea, oferece aos leitores obras de alta qualidade presente tanto no conteúdo como na sua forma de apresentação.

A série “Vozes da África” nasceu de um projeto da Editora Kapulana para divulgar a literatura africana no Brasil. Com esse propósito, a fundadora da editora brasileira, que é doutora em Literatura e teve experiência como docente em Moçambique, passou a coordenar, a partir de 2015, a publicação de livros de origem africana. A série é composta por obras de ficção dedicadas a crianças e adultos. Nos dois segmentos, há livros de contos e de poesia.

 

POEMAS

 

 

Acredita… Daqui, onde contigo sangro, frui o poema.

a melancolia! É o mote na glosa quotidiana, com o sol
morte na rota em que não adormeço sobre o litoral
e no habitual cansaço dos barcos o passo hesito. Ó!
Anulado vocativo de redes no ventre dos pescadores

 

S. Paulo

 

Eis o que nos fica
como sombra… ó, ilha!
Eis o que nos resta
como penumbra, ruína.
Alguma estória,       mito.
Eis qo que me dói, rasto!

 

 

Mar íntimo

Quero aprender
o oceano inteiro
e seus mariscos

o litro sabor sal

que sabe
e não sabe

 

Título: Mesmos barcos ou poemas de revisitação do corpo
Autor: Sangare Okapi
Série: Vozes da África
Moçambique
Gênero: Poesia
Editora: Editora Kapulana Ltda. (Brasil)

 

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